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Parlamento Europeu trava acordo UE-Mercosul e frustra expectativas do setor exportador

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A decisão do Parlamento Europeu de submeter o Acordo de Livre Comércio entre União Europeia e Mercosul à análise do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) introduz um novo elemento de incerteza em um tratado que levou 26 anos para ser concluído. Embora não represente uma rejeição formal, o movimento adia a implementação do acordo por, ao menos, mais um a dois anos e reforça o peso de fatores políticos e corporativos sobre uma negociação de natureza econômica.

A votação — apertada, com 334 votos favoráveis ao envio ao tribunal, 324 contrários e 11 abstenções — foi celebrada por agricultores europeus, especialmente franceses, que temem maior concorrência de produtos sul-americanos. Do ponto de vista do produtor rural brasileiro, no entanto, o efeito imediato é o congelamento de expectativas comerciais que vinham sendo construídas desde a assinatura oficial do acordo, no último sábado, 17, no Paraguai.

Estudos estimam que, em dez anos, o tratado poderia gerar cerca de R$ 20 bilhões adicionais para o Brasil, principalmente via exportações de carnes bovina e de aves, açúcar, etanol e lácteos, com redução de tarifas e ampliação de cotas. O atraso empurra esses ganhos para um horizonte indefinido, num momento em que o agro busca diversificar mercados e reduzir dependência de destinos tradicionais.

Mais do que uma discussão jurídica, a decisão expõe uma disputa estrutural. Parlamentares europeus justificaram o pedido de revisão citando diferenças regulatórias entre os blocos, alegado enfraquecimento de controles sanitários e veterinários e riscos à chamada autonomia regulatória da União Europeia. Na prática, o argumento central é o temor de que o acordo limite a capacidade do bloco de impor regras ambientais, agrícolas e de saúde pública sem sofrer contestações comerciais.

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O texto aprovado no Parlamento menciona, de forma recorrente, a cláusula de “reequilíbrio” do acordo, que permitiria compensações comerciais caso medidas adotadas por uma das partes afetem o fluxo de comércio. Para os eurodeputados críticos, esse mecanismo poderia ter um efeito “intimidador”, desestimulando novas regulações ambientais. Especialistas em comércio internacional, porém, observam que cláusulas semelhantes existem em outros acordos e que o dispositivo não impede políticas públicas, apenas cria instâncias de diálogo e compensação.

Para o produtor brasileiro, o atraso tem dois efeitos centrais. O primeiro é econômico: posterga o acesso preferencial a um mercado de alto poder aquisitivo, justamente em cadeias onde o Brasil é altamente competitivo em escala, custo e produtividade. O segundo é estratégico: sinaliza que, mesmo após a conclusão técnica de um acordo, barreiras políticas internas na Europa podem ser acionadas para retardar ou esvaziar seus efeitos.

Na avaliação de especialistas, mesmo que o TJUE conclua que não há vícios jurídicos no tratado, o processo legislativo europeu seguirá lento. Caso o tribunal identifique qualquer inconsistência, o acordo pode voltar à mesa de negociação, prolongando ainda mais o impasse. Em ambos os cenários, o cronograma original fica comprometido.

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Representantes do setor produtivo brasileiro afirmam que a judicialização já era esperada e reflete diferenças profundas entre os modelos regulatórios dos dois blocos. Enquanto a União Europeia adota um enfoque baseado no princípio da precaução, o Mercosul opera com marcos legais distintos, como o Código Florestal brasileiro, frequentemente alvo de críticas e, ao mesmo tempo, pouco compreendido no debate europeu.

O pano de fundo é a resistência de segmentos agrícolas europeus à abertura comercial. Com custos de produção mais elevados e forte dependência de subsídios, esses produtores veem no Mercosul um concorrente estruturalmente mais eficiente. Em um ambiente de instabilidade geopolítica e pressão interna sobre governos, o protecionismo tende a ganhar força, mesmo sob o discurso da sustentabilidade.

Para o agro brasileiro, o episódio reforça a necessidade de cautela na precificação de expectativas e de continuidade na estratégia de diversificação de mercados. O acordo com a União Europeia permanece relevante, mas sua concretização dependerá menos de fundamentos econômicos e mais da capacidade política do bloco europeu de conciliar discurso ambiental, interesses internos e compromissos internacionais.

Enquanto isso, o produtor rural brasileiro segue produzindo com competitividade, mas diante de um cenário em que decisões tomadas a milhares de quilômetros de distância continuam tendo impacto direto sobre preços, investimentos e planejamento de longo prazo no campo.

Fonte: Pensar Agro

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Merendeira de Cuiabá disputa concurso nacional de alimentação escolar

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A votação popular da terceira edição do Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar, promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), começou nesta sexta-feira (15) e segue até o dia 30 de maio.

Representando Cuiabá na etapa final da competição, a merendeira Rosângela Justino de Souza Toguti concorre com a receita “Strogonoff Solar”, desenvolvida para a alimentação escolar da rede municipal.

Rosângela atua como Técnica em Nutrição Escolar (TNE) na EMEB Maria Dimpina Lobo Duarte e garantiu vaga na fase nacional após participar da seleção municipal organizada pela Secretaria Municipal de Educação. O concurso integra ações do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), política pública voltada à promoção da alimentação saudável nas escolas públicas do país.

A receita apresentada adapta um prato conhecido pelos estudantes ao contexto da alimentação escolar. O preparo utiliza frango e substitui o creme de leite por uma base feita com mandioca e cenoura, seguindo critérios nutricionais estabelecidos pelo FNDE.

Rosângela relatou que decidiu continuar participando de concursos culinários após o incentivo recebido da família e da equipe escolar. Segundo ela, a proposta da receita foi unir sabor, valor nutricional e praticidade no preparo diário das refeições servidas aos alunos.

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O gastrônomo da rede municipal de Educação, Rafael Rossito Carneiro, explicou que o prato atende às exigências nutricionais previstas para a alimentação escolar.

“A receita reúne proteína, carboidrato e nutrientes importantes da mandioca e da cenoura. É uma preparação completa e viável para o cardápio das escolas”, afirmou.

A votação popular é aberta ao público e faz parte da etapa final da competição nacional. Após essa fase, serão escolhidas as receitas vencedoras de cada unidade federativa.

Saiba como votar:

Para participar da votação popular da terceira edição do Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar, promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, o processo acontece em duas etapas.

O primeiro passo é realizar o cadastro no sistema de votação utilizando o CPF. Após concluir essa etapa, o participante receberá um token de acesso no e-mail informado durante o cadastro. Esse código será necessário para confirmar o voto.

Com o token em mãos, basta acessar a página oficial da votação, selecionar a receita “Strogonoff Solar” e concluir a participação. A votação popular segue aberta até o dia 30 de maio.

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A Prefeitura de Cuiabá convida toda a população a participar e apoiar a representante do município na competição nacional.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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