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Reflorestar amplia presença nacional com nova operação e uso inovador de tratores no Espírito Santo

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Nova operação da Reflorestar no Espírito Santo

A Reflorestar Soluções Florestais avança em sua estratégia de expansão nacional com o início de uma nova operação no município de São Mateus, Espírito Santo. Esta é a primeira vez que a empresa firma um contrato de longa duração no estado, marcando uma importante etapa em seu crescimento. As atividades começaram com o preparo do solo utilizando tratores de pneu, seguidas da adubação de base e marcação de bacia.

Inovação técnica: uso de tratores de pneu

Além de sua entrada no Espírito Santo, a operação representa uma novidade técnica para a Reflorestar, que passa a utilizar tratores de pneu pela primeira vez em suas operações. São três máquinas de 200 cavalos, equipadas com subsoladores, responsáveis pela abertura das caixas de plantio em uma área plana de aproximadamente 1.200 hectares por mês. O contrato tem duração prevista de cinco anos, reforçando o compromisso da empresa em oferecer soluções completas para todas as etapas da silvicultura.

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Paulo Gustavo Souza, gerente de silvicultura da Reflorestar, destaca:

“Embora o uso de tratores de pneu seja comum no mercado, essa operação demonstra nossa capacidade de adaptar soluções às necessidades dos clientes. Iniciar no Espírito Santo com esse modelo é estratégico e mostra que estamos preparados para qualquer desafio.”

Adubação de base e marcação de bacia: etapa essencial para o sucesso das mudas

Na sequência do preparo do solo, a Reflorestar dará início à adubação de base e à marcação de bacia, fase fundamental para garantir o desenvolvimento saudável das mudas. O adubo será aplicado diretamente nas caixas abertas pela subsolagem, o que permite uma melhor incorporação dos nutrientes ao solo.

Essa técnica favorece o enraizamento e acelera o crescimento inicial das plantas, contribuindo para florestas mais produtivas e resistentes. A previsão é realizar essa etapa em cerca de 1.200 hectares por mês, com o uso de três tratores de 150 cavalos.

Estrutura local e geração de empregos

Para atender à nova demanda, a Reflorestar está organizando uma base operacional sólida em São Mateus. A empresa contratará cerca de 35 colaboradores e ampliará sua frota de tratores para garantir a qualidade e eficiência dos serviços prestados.

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Paulo Gustavo Souza reforça o compromisso da empresa:

“Acreditamos que essa operação aumentará nossa visibilidade no setor. Contamos com uma equipe técnica altamente capacitada, pronta para entregar resultados consistentes e consolidar a Reflorestar como referência em soluções florestais completas.”

A expansão da Reflorestar no Espírito Santo marca um avanço estratégico com uso inovador de tratores de pneu e foco em técnicas eficientes de preparo e adubação do solo. Com investimentos em estrutura e pessoal local, a empresa fortalece sua presença nacional e seu compromisso com a sustentabilidade e produtividade da silvicultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra recorde já não basta para garantir rentabilidade ao produtor

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A perspectiva de uma nova safra recorde encontra o produtor brasileiro diante de um desafio que cresce na mesma proporção da produção: financiar uma atividade mais tecnológica, mecanizada e intensiva em capital, num ambiente de juros elevados, margens menores e bancos mais seletivos. O avanço do crédito privado amplia as alternativas disponíveis, mas também exige profissionalização da gestão e uma análise mais rigorosa sobre o retorno proporcionado pelo patrimônio investido.

Dados do Banco Central (BC), compilados por entidades do setor, mostram que 23,5% da carteira ativa de crédito rural apresentava algum nível de problema em julho de 2026. Eram R$ 207,5 bilhões em operações inadimplentes, atrasadas, renegociadas ou prorrogadas. O indicador não representa apenas parcelas vencidas, mas revela o aumento do estresse financeiro acumulado depois de safras afetadas pelo clima, custos elevados e preços menos favoráveis.

Ao mesmo tempo, o financiamento bancário tradicional perdeu força. Em 12 meses, o volume de crédito rural concedido sem considerar instrumentos do mercado de capitais recuou 12%, para R$ 181,1 bilhões. A área atendida pelas linhas convencionais de custeio caiu quase 26%, de 34,2 milhões para 25,4 milhões de hectares.

Esse espaço vem sendo ocupado gradualmente por cooperativas, tradings, fornecedores de insumos, fundos de investimento e emissões no mercado de capitais. O estoque dos instrumentos privados de financiamento do agronegócio alcançou R$ 1,34 trilhão em julho, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Somente as Cédulas de Produto Rural (CPRs) somavam R$ 580,8 bilhões, distribuídos em aproximadamente 372 mil títulos.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), a diversificação das fontes de recursos é necessária, mas não pode ser confundida com crédito fácil ou capacidade ilimitada de endividamento.

“O crédito privado será cada vez mais importante para complementar o Plano Safra e o financiamento bancário. O produtor, porém, precisa avaliar o custo efetivo, o prazo, as garantias exigidas e a compatibilidade das parcelas com o fluxo de caixa da propriedade. Trocar uma dívida por outra mais cara, sem corrigir a origem do desequilíbrio, apenas transfere o problema para a safra seguinte”, afirma.

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A necessidade de capital aumentou com a transformação da agropecuária brasileira. Produzir em escala passou a exigir máquinas de maior capacidade, agricultura de precisão, armazenagem, irrigação, conectividade, sistemas de gestão, insumos tecnológicos e equipes especializadas. A valorização das terras também elevou o volume de patrimônio imobilizado nas operações.

Essa evolução permitiu ganhos de produtividade e consolidou o Brasil entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos, fibras e energia. Mas também tornou as propriedades mais sensíveis ao custo do dinheiro. Quando os juros aumentam e as margens recuam, uma atividade pode apresentar lucro contábil e, ainda assim, não remunerar adequadamente todo o capital empregado.

É nesse ponto que ganha importância o conceito de Valor Econômico Agregado, conhecido pela sigla EVA. O indicador calcula o resultado operacional do negócio depois de descontado o custo de todo o capital utilizado, inclusive recursos próprios, terras quitadas, máquinas e demais ativos.

Uma propriedade pode encerrar o ciclo com resultado positivo no balanço, mas destruir valor se o retorno obtido ficar abaixo do que aquele patrimônio poderia render em uma alternativa de menor risco. A terra própria, por exemplo, não deixa de ter custo econômico porque está quitada. Ela representa capital que poderia ser arrendado, vendido ou aplicado em outro investimento.

“O produtor sempre acompanhou produtividade, custo por hectare e preço de venda. Esses indicadores continuam fundamentais, mas já não são suficientes para medir a saúde econômica do negócio. Também é necessário saber se o resultado remunera a terra, as máquinas, o capital de giro e o risco assumido durante a safra”, diz Rezende.

A aplicação dessa análise não significa abandonar investimentos ou reduzir a produção. O objetivo é identificar quais atividades, áreas e estruturas realmente geram retorno. A avaliação pode mostrar que determinado talhão produz bem, mas possui custo elevado; que uma máquina permanece ociosa; ou que o arrendamento oferece resultado melhor do que a compra de terras financiada.

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O mesmo raciocínio vale para a contratação de crédito. Recursos obtidos a juros superiores ao retorno esperado pela atividade diminuem o valor econômico da propriedade, mesmo quando ajudam a ampliar o faturamento. Por isso, crescimento de receita, aumento de área e recorde de produção não significam necessariamente fortalecimento financeiro.

A busca por recursos privados também coloca a governança no centro das negociações. Instituições financeiras e investidores analisam demonstrações contábeis, histórico de produção, previsibilidade de caixa, endividamento, garantias, regularidade ambiental e fundiária, contratos e capacidade de gestão. Quanto maior a qualidade dessas informações, maior tende a ser a possibilidade de acessar diferentes fontes e negociar condições melhores.

“Governança deixou de ser uma preocupação exclusiva das grandes empresas. O produtor que conhece seus números, separa as contas da família e da propriedade, mantém documentos regulares e apresenta informações confiáveis reduz a percepção de risco. Isso melhora sua posição diante dos financiadores e permite comparar propostas sem decidir apenas pela disponibilidade imediata do dinheiro”, acrescenta Rezende.

O modelo de financiamento do agronegócio tende a permanecer híbrido. Crédito rural, recursos obrigatórios, cooperativas, tradings, fornecedores, fundos e mercado de capitais continuarão convivendo, cada um com custos, prazos e riscos diferentes. O desafio será combinar essas fontes sem comprometer parcelas excessivas da produção futura ou oferecer garantias incompatíveis com o valor da operação.

A safra recorde continua sendo uma demonstração da capacidade produtiva brasileira. Para que esse desempenho se transforme em renda, entretanto, o produtor precisará acompanhar não apenas quantas toneladas colhe, mas quanto valor permanece depois de remunerados todos os recursos utilizados. Em uma agricultura intensiva em capital, produzir mais é importante; produzir com retorno econômico tornou-se decisivo.

Fonte: Pensar Agro

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