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Parlamentares Discutem Vetos e Pacote Anti-Invasão em Reunião da FPA

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Nesta terça-feira (21), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reuniu-se com a Frente Parlamentar de Segurança Pública durante um almoço para discutir importantes temas legislativos. Em pauta, o Veto 46/21 à Lei de Segurança Nacional e o Projeto de Lei 709/23, que estabelece punições para invasões de propriedades rurais e públicas. Também foi discutida a suspensão de parcelas de crédito de custeio por dois anos (PL 1536/24) para produtores rurais do Rio Grande do Sul afetados por recentes tragédias. A proposta está prevista para ser votada no plenário da Câmara dos Deputados ainda nesta terça-feira.

A reunião contou com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do deputado Alberto Fraga (PL-DF), presidente da Frente Parlamentar de Segurança Pública. Outros parlamentares presentes incluíram os senadores Ireneu Orth (PP-RS), Izalci Lucas (PL-DF), Rogério Marinho (PL-RN), Sérgio Petecão (PSD-AC), Tereza Cristina (PP-MS) e Zequinha Marinho (PODE-PA).

“O presidente Jair Bolsonaro vetou o dispositivo 46/21 porque considera uma ação contrária ao interesse público,” afirmou o senador Flávio Bolsonaro. Ele ressaltou que o veto também prevê aumento de penas para militares envolvidos em crimes contra o Estado Democrático de Direito, incluindo a perda de posto e patente. “Vamos trabalhar pela manutenção desse veto, pois a medida viola o princípio da proporcionalidade e representa uma tentativa de silenciar grupos conservadores,” destacou o senador.

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Pedro Lupion (PP-PR), presidente da FPA, enfatizou a importância de manter o Veto 46/21. Segundo ele, a derrubada do veto pode dificultar o trabalho das polícias, facilitar invasões de terras e criar o crime de “fake news” com penas de até cinco anos. “Manter o veto é crucial para proteger a democracia, a livre expressão e o direito à manifestação,” declarou Lupion.

Pacote Anti-Invasão

O PL 709/23, proposto pelo deputado Marcos Pollon (PL-MS), visa impedir que invasores de propriedades rurais e prédios públicos recebam benefícios de programas sociais como o Bolsa Família ou ocupem cargos públicos. Lupion também destacou as emendas do deputado Evair de Mello (PP-ES) que ampliam a legislação sobre invasão de propriedades. “Precisamos mostrar que isso não ficará impune. Esses projetos melhoram a legislação e criam punições para invasores, e cabe ao Congresso dar esse recado,” afirmou.

Arroz Importado

Lupion criticou a decisão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de suspender temporariamente o primeiro leilão para compra pública de arroz. Ele argumentou que a medida prejudica os produtores brasileiros, especialmente após o Mercosul ter aumentado o valor do arroz em 30% após o anúncio de compra pelo governo. “É uma medida equivocada. Se necessário, deveríamos esperar para avaliar o volume de importação e evitar prejuízos aos nossos produtores, como já ocorreu no passado com o leite e outras culturas,” concluiu o presidente da FPA.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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