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Parceria entre Emater-MG e Prefeitura de Santo Antônio do Monte Promove Distribuição Gratuita de Mudas

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Em uma iniciativa voltada para a sustentabilidade e o enfrentamento de desafios locais, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) firmou uma parceria com a prefeitura de Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste de Minas, para a criação de um projeto que visa, além de resolver problemas ambientais, promover o cultivo e a doação gratuita de mudas.

A origem do projeto remonta a 2021, quando o extensionista da Emater-MG, Alexandre Fagundes Braga, identificou a subutilização de um viveiro municipal e o problema recorrente de entupimentos na rede de esgoto local, causados pelo acúmulo de pó de café. “Apresentei à prefeitura a ideia de cultivar mudas e realizar compostagem utilizando o pó de café, uma solução que geraria benefícios ambientais”, explica Braga.

Compostagem Terra Infinita: Uma Solução Sustentável

O projeto, denominado Compostagem Terra Infinita, foi desenvolvido com o apoio da prefeitura, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, do Sicoob e da Emater-MG, com o objetivo de promover a sustentabilidade ambiental por meio da distribuição de mudas e da compostagem de resíduos orgânicos. Os entupimentos causados pelo pó de café nas unidades de saúde e na prefeitura motivaram a busca por alternativas sustentáveis.

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Atualmente, as mudas de arborização urbana, nativas e frutíferas são plantadas e cultivadas pela equipe da Emater-MG, que também conta com o apoio do Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente (Codema) para o recebimento de mudas condicionantes. O pó de café, principal componente da compostagem, é transformado em adubo, que nutre as mudas destinadas à doação.

Braga destaca que, por ora, a compostagem é utilizada exclusivamente para o cultivo interno das mudas, mas que, em breve, a prática será estendida à população. “Com esse método, conseguimos reciclar resíduos orgânicos e transformá-los em um material nutritivo para o solo, sem a necessidade de revirar o composto ou medir sua temperatura”, explica.

Viveiro Municipal e Distribuição de Mudas

De acordo com a secretária Municipal de Meio Ambiente, Isabela Garibaldi, o Viveiro Municipal de Santo Antônio do Monte foi criado a partir de uma condicionante ambiental e suas atividades estão em andamento desde 2017. O projeto de doação de mudas, além de contribuir para a arborização urbana, tem beneficiado cerca de mil pessoas por mês, com a distribuição principalmente de mudas frutíferas, as mais solicitadas pela população.

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O produtor rural Hélio de Paula, que possui uma propriedade em área de preservação ambiental, já é um beneficiado do projeto. “Há dois anos, pego mudas para plantar em minha propriedade. Convido todos a conhecer o viveiro e ajudar a natureza”, compartilha ele.

A doação de mudas é oferecida tanto para moradores de Santo Antônio do Monte quanto para cidades vizinhas, com foco principal nos pequenos produtores rurais. Para ampliar o alcance, o projeto também leva palestras sobre conscientização ambiental e compostagem às escolas da cidade.

Retirada das Mudas

Para retirar as mudas, basta que o interessado apresente documentos pessoais e preencha uma ficha cadastral. O limite de retiradas é de até nove mudas; para quantidades superiores, é necessário realizar um cadastro no escritório local da Emater-MG.

O Viveiro Municipal está localizado no Parque Ecológico, na Rua João de Faria Campos, bairro Pedro Lacerda Gontijo. O local funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 12h às 16h.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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