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Parceria entre Acelen Renováveis e MultiCropsPlus Revoluciona Produção de Mudas de Macaúba com Excelência Genética

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A Acelen Renováveis, empresa voltada ao desenvolvimento de combustíveis renováveis, firmou uma parceria estratégica com a MultiCropsPlus, consultoria e pesquisa agrícola multidisciplinar, para a produção em larga escala de mudas de macaúba, planta nativa de grande potencial energético. O foco do projeto é a produção de mudas geneticamente uniformes, utilizando a avançada técnica de embriogênese somática, uma biotecnologia que permite formar plantas completas a partir de células somáticas, sem a necessidade de sementes.

Em menos de um ano de colaboração, em outubro, as primeiras mudas já foram transferidas para bandejas de agricultura vertical, técnica que maximiza o uso do espaço e permite controle preciso de luz, temperatura e umidade, fatores que aceleram o desenvolvimento das plantas. Após a fase inicial, as micro-mudas enraizadas são transferidas para viveiros de rustificação, onde continuam seu crescimento antes de serem plantadas no campo. O processo é planejado para garantir maior vigor e resistência até o transplante definitivo, previsto para o final do próximo ano.

Para Victor Barra, Diretor de Agronegócio da Acelen Renováveis, a embriogênese somática é essencial para preservar as características genéticas das mudas, como qualidade dos frutos e resistência. “Esse protocolo nos permite aumentar a produtividade e a eficiência no cultivo da macaúba, expandindo as áreas plantadas sem comprometer o padrão genético desejado,” afirma o executivo.

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Barra também destaca que o controle biotecnológico aprimorado pelo uso da embriogênese somática eleva o nível de qualidade das mudas e amplia as possibilidades de inovação. “Essa tecnologia nos permite consistência nos resultados e cria oportunidades para inovações essenciais no cultivo da macaúba, algo fundamental para o sucesso a longo prazo do projeto,” reforça.

O CEO da MultiCropsPlus, Alewijn Broere, salienta que o protocolo adotado possibilita replicar as características superiores das plantas-mãe, com impacto direto na produtividade. Dados de pesquisas indicam que a macaúba pode produzir até 9,3 toneladas de óleo por hectare, enquanto plantas nativas produzem, em média, 3,5 toneladas, representando um aumento de até 265%. “Utilizamos meios de cultura líquidos, biorreatores de imersão temporária, robótica e agricultura vertical para otimizar os processos. Estamos gratos pela parceria com a Acelen Renováveis e confiantes no potencial de transformação do projeto”, afirma Broere.

Projeto de Biocombustíveis da Acelen Renováveis com Foco na Sustentabilidade

A Acelen Renováveis avança em um projeto inovador que visa a produção de biocombustíveis a partir da macaúba, planta até 10 vezes mais produtiva por hectare em comparação com a soja. A primeira unidade, localizada na Bahia, contará com investimentos de mais de US$ 3 bilhões e terá capacidade para produzir 1 bilhão de litros de combustíveis renováveis por ano. Com cultivo em pastagens degradadas, o biocombustível produzido terá o potencial de reduzir em até 80% as emissões de CO₂ em relação aos combustíveis fósseis, sem considerar o sequestro de carbono da própria planta.

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O projeto prevê o cultivo de macaúba em 180 mil hectares de áreas degradadas em Minas Gerais e Bahia, sendo 20% dessas terras destinadas a parcerias com pequenos agricultores e famílias rurais. Com a geração de mais de 85 mil empregos, a iniciativa da Acelen Renováveis busca impulsionar o desenvolvimento social e econômico das regiões envolvidas, promovendo transformação social e aumento do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) local. O impacto econômico estimado é de até US$ 40 bilhões, com benefícios que incluem a redução da pobreza e o fortalecimento da sustentabilidade na produção de biocombustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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