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Parasitas que Causam Prejuízos Bilionários à Pecuária Brasileira: O Impacto de Três Ameaças

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Perdas Milionárias na Pecuária Brasileira

A pecuária brasileira enfrenta prejuízos bilionários anuais devido à ação de parasitas que comprometem a saúde do rebanho e reduzem a rentabilidade da atividade. Estima-se que esses danos ultrapassem os R$ 80 bilhões por ano, alerta Felipe Pivoto, médico veterinário e gerente de serviços técnicos de bovinos e equinos da Vetoquinol. Entre os principais agentes causadores desses prejuízos estão três parasitas: o carrapato-do-boi (Rhipicephalus microplus), a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans) e os nematoides gastrintestinais.

Carrapato-do-boi: Vetor de Doenças e Prejuízos Econômicos

O carrapato-do-boi é um ectoparasita hematófago que se alimenta do sangue dos bovinos e pode disseminar doenças graves, além de ser facilitador do desenvolvimento de miíase. Em infestações severas, o carrapato prejudica o ganho de peso dos animais e compromete a produtividade, sendo também responsável pela transmissão da Tristeza Parasitária Bovina (TPB). O impacto econômico do carrapato no Brasil é significativo, com perdas que chegam a R$ 6 bilhões por ano.

Mosca-dos-chifres: Estresse e Redução da Produção

A mosca-dos-chifres, outro ectoparasita hematófago, ataca os bovinos de 15 a 40 vezes por dia, provocando estresse e redução na ingestão de alimentos. Em casos extremos, pode causar anemia nos animais. O impacto financeiro dessa praga é ainda mais expressivo, com estimativas de perdas de aproximadamente R$ 15 bilhões anuais, devido à queda no desempenho zootécnico dos rebanhos.

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Nematoides Gastrintestinais: Ameaça Silenciosa nas Pastagens

Os nematoides gastrintestinais são endoparasitas que habitam o trato digestivo dos bovinos e estão presentes em praticamente todas as pastagens brasileiras. Esses parasitas comprometem a absorção de nutrientes, podendo reduzir em até 20% a capacidade de digestão dos animais. A estimativa de prejuízo econômico devido aos nematoides é de cerca de R$ 42 bilhões por ano.

Controle e Prevenção: A Solução para Minimizar os Prejuízos

A manutenção da saúde do rebanho é crucial para garantir a produtividade e a sustentabilidade da pecuária, além de potencializar os ganhos com genética e nutrição animal. O controle eficiente dos parasitas é fundamental, e para isso, o uso de endectocidas de alto desempenho é recomendado. Um exemplo é o Bullmax® Premium, um endectocida injetável desenvolvido pela Vetoquinol, que combina fluazuron e eprinomectina. Essa fórmula é eficaz contra nematoides, carrapato-do-boi e mosca-dos-chifres.

Felipe Pivoto, da Vetoquinol, destaca que “a tecnologia avançada do Bullmax® Premium oferece alta eficácia antiparasitária, contribuindo para a saúde do rebanho nacional e promovendo maior rentabilidade para os pecuaristas”.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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