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Paraná registra 35 municípios com Valor Bruto da Produção Agropecuária acima de R$ 1 bilhão

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O Paraná conta com 35 municípios cujo Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em 2023, segundo o relatório final publicado nesta sexta-feira (23) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

A lista de municípios bilionários foi ampliada este ano com a inclusão de Corbélia, Chopinzinho, Ortigueira, Nova Santa Rosa e São Mateus do Sul, que agora se juntam a localidades já destacadas como Toledo, Castro, Cascavel, Guarapuava e Londrina. O VBP total do estado, após as revisões, alcançou R$ 198,02 bilhões.

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, ressaltou que os dados refletem a capacidade dos produtores rurais paranaenses de aproveitar as oportunidades de crescimento, o que resulta em geração de emprego e renda no campo.

No entanto, algumas cidades que anteriormente faziam parte desse grupo bilionário não conseguiram manter o mesmo desempenho. Candói, Pato Branco, General Carneiro e Mangueirinha, que em anos anteriores haviam ultrapassado a marca de R$ 1 bilhão, registraram queda no faturamento por diversos motivos, ficando abaixo do patamar bilionário em 2023.

Desempenho de novos bilionários

Entre os municípios que alcançaram a marca de R$ 1 bilhão pela primeira vez, a soja e a avicultura foram determinantes para o crescimento do VBP. A economista do Deral, Larissa Nahirny, destacou que esses produtos foram responsáveis por um aumento significativo no faturamento, tanto em nível local quanto estadual. A produção recorde de soja em 2023 e a expansão no abate de aves e na comercialização de pintinhos para recria e engorda sustentaram o desempenho desses setores.

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Em Corbélia, na região Oeste, a produção de soja quase triplicou de 2022 para 2023, passando de 42 mil toneladas para 163,7 mil toneladas. Esse salto elevou o VBP do grão de R$ 119,9 milhões para R$ 357,5 milhões, um crescimento de 198%. Além da soja, o frango de corte e o milho também contribuíram expressivamente para o rendimento do município.

No Sudoeste, em Chopinzinho, a soja e o frango de corte foram os principais responsáveis pelo crescimento do VBP, gerando, respectivamente, R$ 238,3 milhões e R$ 235,4 milhões em 2023. A produção de soja, em particular, teve um aumento de 158%, subindo de 50,3 mil toneladas em 2022 para 129,8 mil toneladas em 2023.

Em Ortigueira, na região dos Campos Gerais, além do frango para reprodução e da soja, que juntos compõem metade do VBP do município, os produtos florestais desempenharam um papel importante. O setor de papel e celulose, por exemplo, registrou um aumento de 31% em relação a 2022, com um VBP de R$ 136,76 milhões em 2023.

Nova Santa Rosa, no Oeste, destacou-se pela produção de suínos, que gerou um VBP de R$ 355,77 milhões em 2023. A criação de frango de corte e o cultivo de pescado de água doce também foram relevantes, com este último registrando um aumento de 41% em relação ao ano anterior.

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Em São Mateus do Sul, no Sudeste, os principais produtos que compõem o VBP do município são a soja, com R$ 325,17 milhões, a erva-mate, com R$ 192,06 milhões, e o fumo, que gerou R$ 118,79 milhões.

Panorama estadual

O levantamento do VBP paranaense, considerado um dos mais completos do país, abrange cerca de 350 culturas, incluindo agricultura, pecuária, piscicultura, silvicultura, extrativismo vegetal, olericultura, fruticultura, plantas aromáticas e ornamentais.

O relatório de 2023 destaca a liderança da pecuária na formação do VBP estadual pelo segundo ano consecutivo, representando 49% do valor gerado nas propriedades rurais do Paraná, com um total de R$ 96,63 bilhões. A agricultura respondeu por 46,5% do faturamento bruto, somando R$ 92,14 bilhões, um aumento em relação aos R$ 85,1 bilhões registrados em 2022, quando as condições climáticas foram adversas.

Por outro lado, o VBP florestal apresentou uma leve queda, totalizando R$ 9,25 bilhões em 2023, inferior aos R$ 9,6 bilhões do ano anterior, impactado principalmente pela desvalorização dos preços dos produtos florestais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja no Tocantins: Fazenda de cooperado da Castrolanda atinge 76 sacas por hectare na safra 2025/26

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A safra de soja 2025/2026 na Fazenda Tropical, propriedade de um cooperado da Castrolanda Cooperativa Agroindustrial localizada no Tocantins, encerrou com produtividade média de 76 sacas por hectare, equivalente a cerca de 4.560 kg/ha. No total, foram produzidas aproximadamente 2.600 toneladas em uma área de 570 hectares.

O resultado é considerado positivo diante dos desafios climáticos enfrentados ao longo do ciclo produtivo, especialmente na fase inicial de implantação da lavoura.

Plantio da soja no Tocantins enfrentou irregularidade de chuvas

O plantio da soja teve início em 13 de outubro e se estendeu até 10 de dezembro, dentro da estratégia de aproveitar a janela ideal da cultura.

Segundo o engenheiro agrônomo da Castrolanda no Tocantins, João Nestálio Teixeira Schuster, o principal desafio ocorreu no começo do ciclo, devido à instabilidade das chuvas.

Ele explica que, embora as primeiras precipitações tenham ocorrido em outubro, o regime irregular afetou a umidade do solo e provocou perdas pontuais na implantação da cultura em algumas áreas.

Desenvolvimento da lavoura e manejo fitossanitário foram satisfatórios

A partir de dezembro, as condições climáticas se estabilizaram, favorecendo o desenvolvimento da lavoura de soja.

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De acordo com a equipe técnica, o manejo fitossanitário ocorreu dentro do planejado, com controle adequado de pragas e doenças durante o ciclo produtivo, o que contribuiu para a manutenção do potencial produtivo da cultura.

Excesso de chuva no final do ciclo impactou segunda safra

No encerramento do ciclo, entre fevereiro e abril, o aumento do volume de chuvas trouxe novo desafio ao sistema produtivo.

As precipitações, embora tenham favorecido o enchimento de grãos, dificultaram o planejamento da safrinha, atrasando a implantação das culturas subsequentes.

A colheita ocorreu entre 9 de fevereiro e abril, totalizando cerca de 60 dias de operação, período semelhante ao do plantio.

Produtividade da soja ficou abaixo de anos anteriores, mas dentro do esperado

Apesar da leve queda em relação a safras anteriores, a produtividade foi considerada satisfatória diante do cenário regional, que também enfrentou perdas climáticas.

Segundo a equipe técnica, praticamente todos os produtores da região registraram redução de rendimento devido ao comportamento irregular das chuvas ao longo do ciclo.

Mesmo assim, o desempenho da Fazenda Tropical foi avaliado como positivo e dentro das expectativas para as condições enfrentadas.

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Tocantins reforça posição como fronteira agrícola da soja

O desempenho da propriedade reflete o avanço da produção agrícola no Tocantins, que vem se consolidando como uma das principais fronteiras do agronegócio brasileiro.

Segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Companhia Nacional de Abastecimento), a safra 2025/2026 no estado deve se aproximar de 10 milhões de toneladas de grãos, com destaque para a soja, principal cultura de expansão regional.

Sistema produtivo inclui soja, milho, sorgo, braquiária e abacaxi

Além da soja, a Fazenda Tropical adota um sistema diversificado de produção.

Atualmente, cerca de 320 hectares são destinados à safrinha, com aproximadamente 60% da área ocupada por milho ou sorgo. O restante é utilizado para braquiária, além de 15 hectares destinados ao cultivo de abacaxi, cultura de ciclo longo.

Segundo a equipe técnica, a diversificação contribui para a sustentabilidade produtiva e melhora o aproveitamento das janelas agrícolas da região, especialmente quando o plantio da soja ocorre dentro do período ideal entre outubro e novembro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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