AGRONEGÓCIO

Paraná Projeta Recorde na Primeira Safra de Milho

Publicado em

O Paraná projeta atingir um recorde na produtividade da primeira safra de milho, com produção total estimada em 2,65 milhões de toneladas. A informação consta no Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) na última quinta-feira (23). A colheita já alcançou 2% da área plantada no estado.

Apesar de uma redução de 11% na área cultivada em relação à safra anterior, a produtividade das lavouras é promissora, podendo superar o recorde de 10.263 kg/ha registrado em 2023. A projeção atual aponta um aumento de 5% em comparação às 2,52 milhões de toneladas colhidas no verão de 2024.

Condições climáticas favorecem o Sul do estado

Cerca de 93% das lavouras estão classificadas como em boas condições, um avanço em relação ao ano anterior, quando apenas 80% estavam nessa categoria. O Sul do Paraná, que concentra 68% da área plantada, foi especialmente beneficiado por chuvas regulares e temperaturas amenas, fatores que impulsionaram não apenas o milho, mas também culturas como feijão, tabaco e soja.

Leia Também:  Adidos Agrícolas impulsionam abertura de novos mercados para o Brasil

Apesar do cenário positivo, mais da metade das lavouras ainda está em fases suscetíveis a perdas, o que pode levar a revisões nas estimativas. Mesmo assim, a expectativa é de que a produtividade supere os 8.577 kg/ha alcançados no ciclo anterior, impactado pela seca.

Segunda safra em fase inicial de plantio

Embora a primeira safra apresente boas perspectivas, ela representa apenas 17% da produção total de milho no Paraná. A segunda safra, que responde por 83% do volume estadual, já está em fase inicial de plantio. Até o momento, 3% da área estimada de 2,56 milhões de hectares foi semeada, favorecida pelas chuvas homogêneas e pelo avanço da colheita da soja, que já atingiu 8% da área plantada.

A estimativa para a segunda safra é de uma produção de 15,5 milhões de toneladas, com a colheita concentrada a partir de junho. Esse resultado reforça a posição do Paraná como líder na produção nacional de milho, consolidando o estado como referência no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  VLI reduz 8,6% do consumo de combustível no Corredor Norte e evita 3 mil toneladas de CO²

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

Published

on

O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
Leia Também:  Servidores de Cuiabá tem opções para quatro cursos de qualificação

Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

Leia Também:  Início do Plantio do Trigo Safrinha no Brasil Central: Atenção às Recomendações da Pesquisa para Sucesso no Cultivo

A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA