AGRONEGÓCIO

Adidos Agrícolas impulsionam abertura de novos mercados para o Brasil

Publicado em

Desde janeiro de 2023, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) tem alcançado um marco significativo na abertura de mercados para produtos da agropecuária brasileira. Com a inauguração de 100 novos mercados, a maioria localizada na Ásia e nas Américas, o Brasil consolida sua posição no cenário internacional de exportações e importações. Esse progresso é resultado de um trabalho árduo realizado pelos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (AFFAs), tanto em território nacional quanto no exterior.

O diretor do Departamento de Negociações Não-Tarifárias e de Sustentabilidade da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, Augusto Billi, explica que a abertura de mercado envolve a concordância entre os requisitos sanitários do país importador e as garantias oferecidas pelo país exportador. Esse processo é conduzido por adidos agrícolas, majoritariamente ocupados por AFFAs, cuja função é analisar e identificar oportunidades de exportação, além de estudar e superar as barreiras tarifárias, sanitárias e fitossanitárias, bem como questões ambientais, sociais e de bem-estar animal.

Billi destaca que o Brasil tem uma agricultura sustentável e organizada, evidenciada pelo Código Florestal que exige a preservação de áreas de propriedade rural. Além disso, ressalta o comprometimento do país com o cumprimento de prazos e contratos, inclusive através da participação da agricultura familiar na produção e exportação de produtos cárneos.

Leia Também:  Brasil deve fechar abril com importação de 5,591 milhões de toneladas de fertilizantes

Entretanto, a abertura de mercado não garante vendas imediatas, pois há casos em que o setor pode considerar não ser competitivo no momento. Portanto, é essencial não apenas abrir novos mercados, mas também mantê-los. Os auditores agropecuários desempenham um papel fundamental nesse processo, garantindo a qualidade e conformidade dos produtos para exportação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

Published

on

O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
Leia Também:  Perspectivas para o Mercado de Máquinas Agrícolas nos Próximos Anos: Inovações e Desafios

Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

Leia Também:  Sempre Agtech Apresenta Inovações no Congresso Andav 2024: Novos Híbridos de Milho e Avanços em Biológicos

A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA