AGRONEGÓCIO
Paraná lança plataforma CigarrinhaWeb para monitorar e combater praga do milho
Publicado em
12 de fevereiro de 2026por
Da Redação
Nova ferramenta fortalece combate à cigarrinha-do-milho
Os produtores rurais do Paraná ganharam um novo aliado no controle da cigarrinha-do-milho, praga que causa grandes prejuízos à cultura do cereal. A plataforma CigarrinhaWeb foi lançada nesta terça-feira (10), durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), e promete revolucionar o monitoramento e o manejo da praga no Estado.
O evento contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, do diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, e do diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, além de outras autoridades e lideranças do setor agropecuário.
“Como produtor rural, conheço os desafios do campo e os danos causados pela cigarrinha. Essa ferramenta vem para somar e será muito importante para a agricultura do Paraná”, afirmou Marcio Nunes durante o lançamento.
Tecnologia a favor da produtividade
A CigarrinhaWeb é uma ferramenta digital que centraliza informações sobre o monitoramento da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), inseto transmissor do complexo de enfezamentos, um conjunto de doenças que reduz a produtividade e a qualidade dos grãos, podendo até causar o tombamento das plantas em casos severos.
Com base nos dados disponibilizados pela plataforma, produtores e técnicos poderão adotar estratégias mais precisas de manejo e controle, guiadas por um panorama atualizado da distribuição e densidade populacional da praga no Estado.
Além disso, o sistema reúne uma série histórica de informações, criando uma base sólida para pesquisas e análises futuras, o que deve fortalecer o trabalho de prevenção e inovação tecnológica no campo.
Parceria entre instituições reforça rede de monitoramento
O projeto é resultado do trabalho da Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada – Complexo de Enfezamento do Milho (Rede CEM), uma iniciativa conjunta do Sistema FAEP, Fundação Araucária, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
Segundo Nelson Bona, representante da Rede CEM, a plataforma representa um avanço estratégico para o setor.
“A ferramenta vai beneficiar não apenas o Paraná, mas todo o Brasil, pois combate um dos principais problemas da produção de milho: a cigarrinha. O produtor, muitas vezes, gasta muito e sem eficiência. Agora, terá informações precisas para agir melhor”, destacou.
O diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, reforçou o impacto positivo do projeto:
“Essa plataforma vai contribuir para aumentar a produtividade e a eficiência da atividade agrícola mais importante do Paraná. É uma entrega que representa avanço e inovação no campo.”
Mapa interativo traz transparência e acesso a dados
Um dos destaques da CigarrinhaWeb é o mapa interativo, que mostra a localização das armadilhas adesivas instaladas em diferentes regiões do Estado e o número de insetos capturados em cada ponto. As informações são atualizadas semanalmente, permitindo acompanhar a evolução da praga em tempo real.
Além de ampliar a transparência das informações, a plataforma torna acessíveis dados antes restritos a técnicos e instituições, fortalecendo o planejamento das ações de manejo e a tomada de decisão no campo.
Paraná se destaca no uso de tecnologia para o agronegócio
Com o lançamento da CigarrinhaWeb, o Paraná se consolida como referência nacional em monitoramento e gestão de pragas agrícolas, investindo em inovação, integração de dados e capacitação técnica para proteger a cultura do milho — uma das bases da economia agropecuária do Estado.
A iniciativa também reforça o compromisso do governo estadual e de suas instituições parceiras em garantir mais segurança e sustentabilidade à produção agrícola, reduzindo perdas e fortalecendo o agronegócio paranaense no cenário nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Queda no preço do querosene de aviação anima setor agrícola, mas impacto deve ser gradual
Published
23 minutos agoon
3 de junho de 2026By
Da Redação
A redução de 14,2% no preço médio do querosene de aviação (QAV) anunciada pela Petrobras para junho foi recebida com otimismo pelo setor de aviação agrícola. No entanto, representantes da atividade avaliam que os efeitos positivos sobre os custos operacionais devem ocorrer de forma gradual, com reflexos mais consistentes no médio e no longo prazo.
A estatal informou uma diminuição equivalente a R$ 0,93 por litro no valor de venda do combustível para as distribuidoras. A medida ocorre após meses de forte pressão sobre os preços dos derivados de petróleo, influenciados principalmente pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelas oscilações do mercado internacional de energia.
Para a aviação agrícola, responsável por operações fundamentais no campo, como pulverização, semeadura, combate a incêndios e aplicação de insumos, o custo do combustível é um dos principais componentes das despesas operacionais.
Combustível representa parcela relevante dos custos da aviação agrícola
Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), o querosene de aviação é utilizado por cerca de 30% da frota aeroagrícola brasileira e possui participação significativa nos custos das empresas do setor.
De acordo com o economista e diretor operacional do Sindag, Claudio Junior Oliveira, as aeronaves movidas a querosene de aviação Jet A-1 concentram grande parte das operações devido à elevada demanda de trabalho e à eficiência desse tipo de combustível.
A importância do insumo para a atividade faz com que qualquer oscilação nos preços tenha reflexos diretos sobre os custos da prestação de serviços ao agronegócio e, consequentemente, sobre a cadeia de produção de alimentos.
Alta acumulada ainda pesa sobre o setor
Apesar do recente anúncio de redução, o setor ainda enfrenta os efeitos da forte valorização acumulada nos últimos meses.
Dados do Sindag apontam que o querosene de aviação registrou inflação de 51,6% em abril, alcançando preço médio de R$ 8,46 por litro. A entidade atribui esse movimento principalmente às incertezas geopolíticas internacionais e às oscilações no mercado global de petróleo.
A Petrobras também informou que, mesmo após o corte anunciado para junho, o combustível acumula alta de 54,5% em relação aos valores praticados em dezembro de 2025, o que representa um aumento de R$ 1,98 por litro no período.
Esse cenário tem pressionado especialmente as operações aeroagrícolas concentradas no Centro-Oeste, região que reúne importantes polos de produção de grãos, fibras e bioenergia.
Expectativa de melhora está no médio prazo
Embora a redução anunciada seja considerada positiva, o setor avalia que os efeitos não serão imediatos.
Segundo Claudio Oliveira, a expectativa é de que os benefícios cheguem gradualmente ao mercado, à medida que a redução seja incorporada pela cadeia de distribuição e reflita efetivamente nos custos operacionais das empresas.
A avaliação é de que o ambiente ainda permanece desafiador, principalmente devido à influência dos preços internacionais sobre o mercado brasileiro de combustíveis.
Oriente Médio segue no radar do mercado
Mesmo com parte do abastecimento nacional não dependendo diretamente das rotas marítimas afetadas pelos conflitos internacionais, os preços praticados no Brasil continuam acompanhando as referências globais do petróleo.
Nesse contexto, o setor mantém atenção especial à situação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas estratégicas para o transporte mundial de petróleo e derivados.
Qualquer interrupção ou restrição ao fluxo de navios na região pode provocar novas pressões sobre os preços internacionais da energia e comprometer a trajetória de redução observada neste início de junho.
Custos seguem como desafio para o agronegócio
A redução do preço do querosene de aviação representa um sinal positivo para a aviação agrícola e para o agronegócio brasileiro, mas ainda não é suficiente para neutralizar o impacto das altas acumuladas nos últimos meses.
Com custos de produção elevados, juros ainda em patamares restritivos e um cenário internacional marcado por incertezas geopolíticas, o setor continua acompanhando de perto os movimentos do mercado de energia.
Para as empresas de aviação agrícola, a expectativa é que a queda anunciada pela Petrobras seja o início de um processo mais amplo de acomodação dos preços, contribuindo para melhorar a competitividade das operações que apoiam diretamente a produção agropecuária nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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