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Paraná lança fundo público-privado para ampliar crédito a pequenos produtores rurais

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A partir de maio, pequenos e médios produtores rurais do Paraná terão acesso a uma nova fonte de crédito com condições facilitadas, menos burocracia e taxas mais competitivas. Trata-se de um fundo inédito, estruturado a partir de uma parceria entre o Governo do Estado e investidores institucionais, com o objetivo de financiar projetos de longo prazo voltados à construção de aviários, modernização de granjas, sistemas de irrigação e aquisição de máquinas agrícolas.

A gestão operacional dos contratos, liberação dos recursos e administração dos recebíveis ficará a cargo da AgroForte, fintech especializada em crédito para o setor agropecuário.

Modelo de financiamento inovador

O novo fundo adota a estrutura de blended finance, que combina recursos públicos e privados. Inicialmente, estão disponíveis R$ 400 milhões, com foco na cadeia avícola da C.Vale, localizada no oeste do Paraná. Desse total, R$ 80 milhões foram aportados pelo governo estadual na cota sênior; R$ 160 milhões, pela cooperativa C.Vale, na cota subordinada; e o restante será complementado por uma instituição financeira parceira. A expectativa é de que essa estrutura possa alavancar até R$ 2 bilhões em crédito para o setor agroindustrial paranaense nos próximos anos.

A liberação dos primeiros recursos ocorrerá ainda em maio, após a finalização dos trâmites jurídicos e operacionais. Com isso, os produtores contemplados poderão iniciar seus investimentos ainda no primeiro semestre, respeitando o ciclo produtivo das cadeias envolvidas.

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Condições atrativas e acesso facilitado

As condições oferecidas são significativamente mais vantajosas que as das linhas tradicionais de crédito: taxas de juros em torno de 9% ao ano, prazos de até 10 anos e período de carência antes do início dos pagamentos. Essas características tornam o financiamento mais acessível para pequenos e médios produtores, que frequentemente enfrentam barreiras no sistema bancário convencional.

De acordo com Felipe d’Ávila, CEO da AgroForte, a atuação da fintech será determinante para garantir agilidade e desburocratização no processo. “O Governo do Paraná teve uma postura inovadora e visionária. Nosso papel é assegurar que o crédito chegue com rapidez e transparência, criando um ambiente favorável ao investimento dentro da porteira, com ganhos em volume e qualidade da produção”, destacou.

A AgroForte atuará como elo entre o fundo e os produtores, oferecendo uma experiência 100% digital, adaptada à realidade do campo. “Estamos introduzindo uma nova lógica de crédito rural, que complementa ou até substitui os modelos tradicionais”, afirmou Gustavo Peloso, diretor de crescimento da empresa.

Setor agropecuário ganha espaço no mercado de capitais

O lançamento oficial do fundo ocorreu na sede da B3, a Bolsa de Valores brasileira, simbolizando a inserção definitiva do agronegócio no mercado de capitais com papel de protagonismo. O evento contou com a presença de autoridades públicas, representantes do setor financeiro e lideranças do agronegócio, reforçando a relevância estratégica da iniciativa para o futuro do crédito rural no país.

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Presente em diversos estados, a AgroForte já atua com grandes agroindústrias nos setores de aves e leite, como Seara, C.Vale, Jagua Frangos, Vibra, Pluma, Levo, Bello, Lactalis, Vigor, Cemil, Scala e Cativa. O histórico da empresa, com milhares de produtores integrados e cooperados atendidos, foi essencial para a criação de uma estrutura sólida, agora aplicada no Paraná com potencial para se tornar referência nacional em inclusão financeira no meio rural.

A iniciativa marca um avanço expressivo no acesso ao crédito no campo, oferecendo uma alternativa moderna e sustentável ao modelo tradicional, ainda centrado no Plano Safra. Com impacto direto na renda, produtividade e autonomia dos produtores, o novo fundo inaugura um ciclo promissor de desenvolvimento para a agropecuária paranaense.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1 milhão de toneladas no primeiro quadrimestre

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026, impulsionadas principalmente pela demanda da China, dos Estados Unidos e de mercados estratégicos da América do Sul e Europa. Apenas em abril, o Brasil embarcou 288,7 mil toneladas da proteína, consolidando mais um mês de crescimento para o setor frigorífico nacional.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, mostram que o volume exportado em abril avançou 5,3% em relação ao mesmo mês de 2025, quando os embarques somaram 274,1 mil toneladas.

Na comparação com março deste ano, o crescimento foi de 6,6%, reforçando a continuidade do bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina no mercado internacional.

Receita das exportações cresce quase 30% em abril

Além do aumento no volume exportado, o setor registrou forte avanço na receita cambial.

O faturamento das exportações brasileiras de carne bovina atingiu US$ 1,719 bilhão em abril de 2026, alta de 29,1% na comparação anual e crescimento de 15,9% frente ao mês anterior.

O desempenho reflete tanto o aumento da demanda internacional quanto a valorização média dos preços da proteína bovina brasileira no mercado global.

Os produtos in natura continuam liderando a pauta exportadora, representando 87,3% de todo o volume embarcado pelo Brasil no mês.

China amplia liderança e responde por quase metade das exportações

A China manteve posição isolada como principal destino da carne bovina brasileira em abril.

O país asiático importou 138,9 mil toneladas da proteína, gerando receita de US$ 886,5 milhões. O volume embarcado para os chineses cresceu 28,8% em relação a abril do ano passado.

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Com isso, a China respondeu sozinha por 48,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no período.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição entre os maiores compradores da proteína brasileira, com 42,4 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 279,9 milhões.

Na sequência estão:

  • Chile: 10,5 mil toneladas e US$ 62,1 milhões;
  • União Europeia: 8,7 mil toneladas e US$ 78,4 milhões.
Brasil supera 1 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado entre janeiro e abril de 2026, o Brasil exportou 1,091 milhão de toneladas de carne bovina, resultado que representa crescimento de 14,6% sobre o mesmo período do ano passado.

No primeiro quadrimestre de 2025, os embarques haviam somado 951,5 mil toneladas.

A receita total do setor alcançou US$ 6,047 bilhões no acumulado do ano, avanço expressivo de 32,8% frente ao mesmo intervalo de 2025.

Mais uma vez, a China liderou as compras da proteína brasileira no acumulado anual:

  • 474,2 mil toneladas importadas;
  • US$ 2,724 bilhões em receita;
  • participação de 43,5% no volume total exportado;
  • fatia de 45% do faturamento do setor.
Estados Unidos, Chile, Rússia e União Europeia ampliam compras

Os Estados Unidos seguem ampliando participação nas importações de carne bovina brasileira.

Entre janeiro e abril, os americanos compraram 149,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 962,5 milhões. O país respondeu por 13,7% de todo o volume exportado pelo Brasil no período.

Outros destaques do quadrimestre incluem:

  • Chile: 49,5 mil toneladas e US$ 286,6 milhões;
  • Rússia: 40,4 mil toneladas e US$ 178,8 milhões;
  • União Europeia: 34,7 mil toneladas e US$ 299,7 milhões.
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A União Europeia apresentou crescimento de 17,7% no volume importado em comparação ao mesmo período de 2025.

Oriente Médio registra retração nas compras em abril

Apesar do cenário positivo nas exportações totais, alguns mercados do Oriente Médio e regiões impactadas pelo conflito geopolítico apresentaram retração nas compras de carne bovina brasileira em abril.

Os Emirados Árabes Unidos registraram uma das maiores quedas do período. As importações caíram de 3.147 toneladas em março para apenas 606 toneladas em abril, recuo de 80,7%.

Na comparação anual, a redução chegou a 84,3%.

Outros mercados também apresentaram retração:

  • Turquia: queda de 58,9% frente a março;
  • Israel: recuo mensal de 40,8%;
  • Líbia: redução de 57,9%;
  • Egito: baixa de 10,8% no comparativo mensal.

Mesmo com a desaceleração em parte do Oriente Médio, o setor segue sustentado pela forte demanda asiática e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Setor mantém perspectiva positiva para 2026

O desempenho das exportações reforça a competitividade da carne bovina brasileira no cenário internacional, sustentada pela elevada capacidade produtiva, diversificação de mercados e forte demanda global por proteína animal.

A expectativa do setor é de manutenção do ritmo positivo ao longo de 2026, especialmente diante da continuidade das compras chinesas, do crescimento das exportações para os Estados Unidos e da abertura de novos mercados para a proteína brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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