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Paraná Intensifica Luta contra o Greening com Apoio da Indústria

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Nesta quarta-feira (15), durante o Seminário Regional sobre Sanidade Agropecuária, realizado na 50ª edição da Expoingá, em Maringá, o esforço conjunto entre os poderes públicos estadual e municipal, as agroindústrias de citros e os produtores foi ressaltado como essencial no combate ao HLB (Huanglongbing) ou greening, principal doença da citricultura. Ações significativas têm sido implementadas nos últimos anos, principalmente nas regiões Noroeste e Norte do Estado, onde se concentra a maior parte das produções comerciais.

O novo secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Natalino Avance de Souza, enfatizou a importância dessa cooperação. Ele destacou a necessidade de medidas conjuntas para preservar a citricultura, que desempenha um papel fundamental na economia regional. A união entre governo, prefeituras, indústrias e produtores é crucial para enfrentar os desafios impostos pelo greening.

O presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, reforçou a responsabilidade compartilhada na manutenção do status sanitário das propriedades. Ele ressaltou a importância de envolver ativamente os produtores e as agroindústrias nesse esforço, visando preservar o parque citrícola do Estado.

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O presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná), Richard Golba, elogiou a participação dos diversos setores envolvidos no seminário. Ele ressaltou a importância da ação coletiva para enfrentar desafios fitossanitários como o greening, que representam uma ameaça significativa para a citricultura e a economia local.

Paulo Pratinha, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Suco Integral (Sucos BR) e diretor da Sucos Prats, alertou para os impactos devastadores do greening na citricultura mundial. Ele enfatizou a importância de investir em estratégias eficazes de combate à doença e elogiou o modelo de trabalho adotado no Paraná, que tem sido reconhecido nacionalmente pela sua eficiência.

O seminário também foi uma oportunidade para apresentar os avanços técnicos realizados pelos órgãos estaduais no combate ao greening. Renato Blood, gerente de Sanidade Vegetal da Adapar, destacou os esforços para conter a disseminação da doença e promover a erradicação das plantas contaminadas. Ele ressaltou a importância da colaboração entre governo, iniciativa privada e comunidades locais para alcançar resultados positivos nessa luta.

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O trabalho conjunto e as iniciativas inovadoras, como o uso de agentes biológicos, como a Tamarixia radiata, têm sido fundamentais para reduzir a incidência do greening. Humberto Godoy Androcioli, pesquisador do IDR-Paraná, apresentou os avanços na criação e liberação dessas vespas parasitoides, que contribuem para o controle natural do inseto vetor da doença.

O greening representa uma séria ameaça para a citricultura devido à sua severidade e rápida disseminação. A união de esforços e a adoção de medidas preventivas e de combate são essenciais para proteger a produção de citros e garantir a sustentabilidade desse setor tão importante para o Paraná e o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mulheres do Projeto Lutadoras iniciam jornada de defesa pessoal e fortalecimento em Cuiabá

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O primeiro dia de aulas gratuitas de defesa pessoal para as alunas do Projeto Lutadoras, na Secretaria da Mulher, nesta segunda-feira (20), foi marcado por acolhimento e conscientização. Nesta semana, o projeto inicia atividades em todas as unidades distribuídas por Cuiabá, reunindo 866 mulheres inscritas em uma das maiores edições já realizadas.

Sob as instruções do profissional de educação física e faixa-preta de jiu-jítsu Gilson de Oliveira, as alunas receberam orientações. Ele explicou que o trabalho começa antes mesmo das técnicas. “Hoje fizemos um acolhimento, falando sobre o que é o abuso, quais enfrentamentos existem dentro de casa e na rua e como evitar que a situação aconteça. Esse é o primeiro momento do treinamento”, afirmou.

De acordo com Gilson de Oliveira, nas próximas aulas serão trabalhados condicionamento físico, técnicas de aproximação e afastamento e alguns golpes específicos. “O principal é mostrar como evitar a situação e dar condições para que a mulher saia dela, caso aconteça, e saiba para quem ligar e como pedir ajuda.”

Para Eduarda Butakka, diretora de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria da Mulher de Cuiabá, a preparação também tem efeito preventivo. “Quando o agressor sabe que a mulher está preparada para se defender, ele pensa duas vezes. Uma mulher preparada tem mais meios de se proteger.”

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Entre as participantes, o sentimento é de entusiasmo e fortalecimento. A servidora Roserlene Ciqueira, professora da rede municipal, resume o novo momento: “Agora sou lutadora. Lutando para ter qualidade de vida e equilíbrio no corpo físico e mental.”

Ela convidou as mulheres a participar e destacou que o aprendizado começa na prevenção. “Quando a violência começa, seja psicológica ou física, precisamos evitar o confronto. Mas, se for necessário, precisamos saber nos defender e também pedir ajuda.”

Moradora do bairro Baú e trabalhadora do comércio, Glaucileia Basana afirmou que gostou muito da aula. Segundo ela, mesmo sem experiência, já aprendeu dois golpes. “É uma aula prática, e o professor ensina de uma forma que a gente aprende de primeira. Conheci o projeto pelas redes sociais da Prefeitura e estou aqui. Achei muito interessante, principalmente pela violência que as mulheres sofrem. É uma forma de ter mais segurança para andar pela cidade”, contou.

Para 2026, o projeto foi ampliado com a criação de 32 novas turmas, distribuídas em 16 polos nas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital, com duas turmas por unidade e média de 60 alunas por polo. As participantes frequentarão os polos e horários escolhidos no ato da inscrição. As inscritas na Praça Rachid Jaudy e no Centro de Referência da Mulher terão aulas na Secretaria da Mulher, conforme informado previamente.

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O projeto é realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, liderada pela secretária Hadassah Suzannah. Idealizada pela primeira-dama Samantha Iris, a iniciativa se transformou em uma política pública permanente de fortalecimento e proteção às mulheres da capital.

A instrutora faixa-preta de jiu-jítsu Polyanna Souza de Araújo afirmou que a base de suas aulas é o jiu-jítsu, modalidade que permite imobilizações e técnicas de defesa mesmo contra adversários fisicamente mais fortes. “O foco principal é imobilizar e se defender. A mulher precisa estar preparada para reagir, se for necessário”, ressaltou.

Além de técnicas de jiu-jítsu, nas diferentes unidades as alunas terão aulas de judô, taekwondo, wrestling, capoeira, muay thai, kickboxing e karatê. A iniciativa se consolida como estratégia de prevenção à violência contra a mulher, indo além da prática esportiva ao promover segurança, saúde física, equilíbrio emocional e fortalecimento da autoestima.

A Secretaria Municipal da Mulher informa que, nesta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, não haverá aulas nos polos. Na quarta-feira e na quinta-feira, as atividades seguem normalmente. Clique AQUI e veja onde será sua jornada

https://cuiaba.mt.gov.br/storage/webdisco/2026/04/17/outros/2026-04-17-22-36-planilha-completa-com-todos-os-nomes-das-lutadoras-69e2ee197e092.pdf

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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