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Paraná começa colheita da segunda safra com perspectiva de recorde para a produção de feijão

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O Paraná iniciou a colheita da segunda safra com expectativas altas para a produção de feijão. Com 9% da área colhida e 35% das lavouras já em fase de maturação, o Departamento de Economia Rural (Deral) prevê um recorde para a cultura, com uma produção estimada em 774 mil toneladas em uma área de 402 mil hectares, 36% maior que a do ano passado. Segundo Marcelo Garrido, chefe do Deral, “se confirmada, essa será uma das maiores produções de feijão da história do Paraná”.

Apesar das preocupações com lavouras mais tardias, especialmente em relação à qualidade, a colheita está progredindo bem, auxiliada pelas recentes chuvas que melhoraram as condições das plantações. Essa produção recorde reflete um cenário positivo para a cultura do feijão no estado.

Entretanto, a situação para outras culturas não é tão promissora. A expectativa para a produção de milho na segunda safra 2023/24 foi reduzida para 13,5 milhões de toneladas em uma área de 2,4 milhões de hectares, uma queda de 8% em relação à previsão inicial de 14,7 milhões de toneladas. Edmar Gervásio, analista do Deral, destaca que “a colheita ainda não começou e podem ocorrer mais perdas, dependendo das condições climáticas”.

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Já a colheita da soja praticamente chegou ao fim, com uma produção estimada de 18,3 milhões de toneladas, 3,5 milhões a menos do que o previsto originalmente, representando uma queda de 16%. Isso demonstra que as condições climáticas e outros fatores podem impactar significativamente as safras agrícolas do estado.

Para o trigo, espera-se uma retração de 19% na área colhida em relação a 2023, caindo de 1,41 milhão para 1,14 milhão de hectares. No entanto, se as condições climáticas forem favoráveis, a produção de trigo pode superar a do ano passado, com um aumento de 4% projetado, resultando em uma produção total de 3,8 milhões de toneladas em 2024.

O Deral também divulgou dados sobre outras culturas, como a batata e o tomate. A produção estimada de batata é de 334,5 mil toneladas, 1,2% menor do que a previsão inicial, com 93% da área plantada. Já a produção de tomate para a primeira safra foi recalculada para 145,6 mil toneladas em 2,5 mil hectares. A segunda safra do tomate teve um aumento de 8% na área plantada, indicando uma tendência de crescimento.

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Essas informações e outras análises sobre a conjuntura agropecuária do estado estão detalhadas no Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado pelo Deral, que cobre a semana de 19 a 25 de abril. O boletim traz dados sobre a produção mundial, nacional e estadual de tangerina, bem como informações sobre a exportação de carne suína e o custo de produção de aves no Brasil e no Paraná.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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