AGRONEGÓCIO

Impasse entre produtores e empacotadores reduz movimentação no mercado de Feijão-carioca

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O mercado de Feijão-carioca registrou pouca atividade nas negociações realizadas ontem, em razão de um impasse persistente entre produtores e compradores. A situação, observada em várias regiões do país, como o interior de São Paulo, Mato Grosso e Bahia, resultou em uma desaceleração significativa das vendas.

Negociações e Preços

No estado de São Paulo, os compradores demonstraram interesse em adquirir sacas de Feijão recém-colhido, oferecendo valores entre R$ 280 e R$ 290. No entanto, os produtores, de maneira geral, preferiram adotar uma postura cautelosa, optando por aguardar por melhores condições de oferta antes de concretizar novos negócios.

Fatores Climáticos

As previsões de chuvas para esta semana, que podem interferir na colheita, contribuem para a hesitação no mercado. Esse cenário pode acabar favorecendo a validação de algumas vendas com valores acima das atuais propostas, à medida que as condições climáticas tornam o processo de colheita mais desafiador.

Cenário em Outros Estados

A mesma situação de impasse foi observada em estados como Mato Grosso e Bahia, onde os produtores de Feijão nota 8/8,5 têm se mostrado resistentes a aceitar ofertas de preços mais baixos. A postura firme desses agricultores reforça a atual tendência de espera por negociações mais vantajosas.

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Perspectivas para Safra 2025

Um movimento inovador começa a ganhar forma no mercado brasileiro de Feijão, com exportadores demonstrando interesse em fechar contratos de produção para uma série de variedades, incluindo feijões vermelhos, rajados, mungo-preto e caupi.

Esses contratos de preço fixo trazem uma série de benefícios aos produtores, como a possibilidade de diversificar suas produções e a garantia de um mercado seguro. Além disso, o avanço das tecnologias agrícolas, com o lançamento de novas cultivares, promete impulsionar a produtividade e oferecer maior resistência a patógenos, consolidando um cenário de maior segurança e rentabilidade para os agricultores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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