AGRONEGÓCIO
Paraná alcança safra recorde de 46,8 milhões de toneladas em 2024/25, com milho liderando a produção
Publicado em
2 de dezembro de 2025por
Da Redação
O Paraná registrou a maior safra de grãos de sua história, com 46,8 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2024/25, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab). O Valor Bruto de Produção (VBP) estimado para o período é de R$ 68 bilhões. A colheita da safra de inverno se encerra neste mês, consolidando o recorde histórico.
O milho se destacou individualmente, com 21 milhões de toneladas, seguido por soja, feijão, cevada, trigo e aveia, que também contribuíram para o crescimento do volume total.
Trigo e aveia apresentam desempenho expressivo
O trigo teve a maior área plantada na safra de inverno, com 816,6 mil hectares, dos quais 99% já foram colhidos. A aveia também se destacou, com produção de 470 mil toneladas, o maior volume em dez anos, representando um crescimento de 33% frente a 2024.
Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Hugo Godinho, a produção de aveia branca, voltada à indústria, e aveia preta, usada para pastagens e cobertura de solo, reforça a importância da cultura na rotação de inverno e diversificação do agronegócio paranaense.
Milho e soja com boas perspectivas na safra 2025/26
A primeira safra de milho 2025/26 já está totalmente plantada, somando 339,8 mil hectares, com expansão de 21% em relação ao ano anterior. A qualidade das lavouras é considerada ótima, com 93% das áreas classificadas como boas.
A soja atingiu 97% da área prevista plantada (5,58 milhões de hectares), com 92% das lavouras em boas condições, favorecidas por clima estável, temperaturas elevadas e redução de chuvas excessivas. O cenário positivo aumenta o potencial produtivo das culturas e reduz custos para a cadeia pecuária.
Impacto positivo na pecuária e produção de ovos
O aumento da oferta de milho e farelo de soja contribuiu para a redução dos custos de produção na pecuária. A suinocultura paranaense registrou um dos menores custos do ano, de R$ 5,77/kg vivo em outubro, enquanto a avicultura de postura também se beneficiou, melhorando a relação de troca para produtores de ovos.
Exportações de carnes e liderança nacional
Mesmo com queda nas exportações brasileiras de frango em 2025, o Paraná manteve a liderança nacional, respondendo por 40,9% do volume exportado e 39,2% da receita cambial.
No setor de carne bovina, a retirada de tarifa adicional pelos EUA deve ampliar a competitividade da carne paranaense. A exportação de carne de peru também cresce em volume e valor, com o Paraná na terceira posição nacional, somando US$ 38,7 milhões e 12.269 toneladas exportadas.
Olerícolas e frutas: estabilidade e crescimento da goiaba
No setor de olerícolas, culturas como batata, cebola e tomate apresentaram variações discretas em relação às estimativas anteriores, apesar de um inverno longo e dias nublados, que impactaram o metabolismo das plantas.
Já a goiaba segue em expansão, com 54 mil toneladas colhidas e VBP de R$ 268,5 milhões, consolidando o Paraná como terceiro maior produtor nacional. Nos últimos dez anos, o setor registrou crescimento de 147,5% na área cultivada, 205,5% na produção e 264% no VBP real.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Vacilos do Trump faz Brasil se aproximar da liderança mundial no agro
Published
6 horas agoon
31 de agosto de 2026By
Da Redação
A distância que durante décadas separou Brasil e Estados Unidos no comércio mundial do agronegócio praticamente desapareceu. Em 2025, os norte-americanos exportaram o equivalente a cerca de R$ 883 bilhões em produtos agrícolas, enquanto as vendas brasileiras chegaram a aproximadamente R$ 871 bilhões. Uma diferença de apenas 1,4% entre dois países que começaram este século em posições muito distantes.
Os dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram mais do que uma aproximação circunstancial. Enquanto o Brasil ampliou produção, produtividade e presença em novos mercados, as exportações norte-americanas cresceram em ritmo bem menor e passaram a enfrentar dificuldades em destinos estratégicos.
Em 2025, o agronegócio brasileiro exportou R$ 871 bilhões, considerando a conversão dos valores divulgados oficialmente. Foi o maior resultado da série histórica e representou crescimento de 3% sobre o ano anterior.
Os Estados Unidos encerraram o mesmo período com aproximadamente R$ 883 bilhões em exportações agrícolas.
A diferença de cerca de R$ 12 bilhões é pequena diante do tamanho do comércio dos dois países e mostra quanto a posição relativa mudou.
No início dos anos 2000, as exportações agrícolas americanas eram mais de duas vezes e meia superiores às brasileiras. Em apenas cinco anos, enquanto as vendas externas dos Estados Unidos cresceram aproximadamente 14%, as brasileiras avançaram 68%.
O movimento continua em 2026.
Entre janeiro e julho, o agronegócio brasileiro exportou aproximadamente R$ 533 bilhões, novo recorde para o período. Somente em julho foram cerca de R$ 84 bilhões, também a maior marca já registrada para o mês.
Parte da aproximação pode ser explicada por uma diferença estrutural entre os dois concorrentes.
Os Estados Unidos possuem uma fronteira agrícola praticamente consolidada e enfrentam limitações para aumentar significativamente sua área cultivada. Na pecuária bovina, o rebanho norte-americano está próximo dos menores níveis das últimas sete décadas, situação que reduziu a disponibilidade de animais e aumentou a necessidade de importação de carne.
O Brasil ainda possui maior capacidade de crescimento da produção, seja pela incorporação de áreas já abertas, seja principalmente pelo aumento da produtividade e pela possibilidade de realizar duas ou até três safras na mesma área durante o ano.
Essa vantagem aparece com clareza na soja.
Brasil e Estados Unidos estão entre os grandes responsáveis pela oferta mundial da oleaginosa, mas o Brasil assumiu a liderança tanto na produção quanto nas exportações e passou a ocupar uma parcela crescente do mercado chinês.
A China é justamente onde a diferença entre os dois países se tornou mais evidente.
Em 2025, os chineses compraram aproximadamente R$ 285 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro. O país asiático respondeu sozinho por 32,7% de tudo o que o setor exportou.
No comércio agrícola norte-americano ocorreu o movimento contrário.
A China, que durante anos esteve entre os principais compradores dos Estados Unidos, caiu para a sexta posição entre os destinos do agro americano em 2025. As vendas recuaram 66% em apenas um ano, para aproximadamente R$ 43 bilhões.
O próprio USDA associa essa retração às tarifas recíprocas e à redução das compras chinesas de soja norte-americana.
A disputa comercial entre Washington e Pequim acelerou uma mudança que já vinha ocorrendo por razões produtivas. Diante das tarifas impostas aos produtos americanos, importadores chineses aumentaram a procura por fornecedores alternativos, e o Brasil estava em posição privilegiada para atender essa demanda.
O efeito ultrapassou a soja.
O Brasil ampliou participação internacional em carnes, algodão, milho e outros produtos agropecuários e passou a disputar mercados que historicamente tinham forte presença dos Estados Unidos.
Na carne bovina, a inversão é particularmente significativa. O Brasil consolidou-se como maior exportador mundial, enquanto os Estados Unidos, pressionados pela redução de seu rebanho, aumentaram as importações para abastecer o próprio mercado.
Essa situação levou recentemente o governo norte-americano a ampliar em 300 mil toneladas a quantidade de carne bovina magra que poderá entrar no país dentro da cota com tarifa reduzida até o fim deste ano, criando uma oportunidade adicional para fornecedores como o Brasil.
A política comercial adotada pelo governo Donald Trump acrescentou uma nova variável a essa disputa.
As tarifas impostas pelos Estados Unidos atingiram também produtos brasileiros e criaram dificuldades para cadeias que dependem mais diretamente daquele mercado. Café, carnes, suco de laranja e determinados produtos industrializados estão entre os segmentos mais expostos às decisões de Washington.
O efeito sobre o conjunto do agronegócio brasileiro, entretanto, é limitado pela diversificação dos destinos.
Em 2025, os Estados Unidos compraram aproximadamente R$ 59 bilhões em produtos do agro brasileiro, equivalentes a 6,7% das exportações do setor. A China comprou quase cinco vezes esse valor.
Essa diferença ajuda a explicar por que medidas comerciais americanas podem provocar impactos severos em determinadas cadeias sem necessariamente interromper o crescimento das exportações do agronegócio como um todo.
Também mostra por que a abertura de mercados passou a ter peso estratégico para o Brasil. Quanto maior o número de compradores disponíveis para carnes, grãos, fibras, café, frutas e produtos processados, menor a dependência de decisões comerciais tomadas por um único país.
Para o produtor rural, a aproximação dos Estados Unidos no ranking mundial não representa apenas uma disputa estatística. Mercados adicionais significam mais alternativas para escoar a produção e podem aumentar a concorrência entre compradores, especialmente nas cadeias em que o Brasil já possui grande excedente exportável.
Há, porém, um risco nessa trajetória. A crescente concentração das vendas brasileiras na China aumenta a exposição às decisões do país asiático. Quase um terço das receitas do agro brasileiro no exterior depende atualmente daquele mercado.
Por isso, o próximo passo da expansão brasileira passa não apenas por vender mais, mas por diversificar compradores e aumentar o valor agregado dos produtos exportados.
A distância para os Estados Unidos, de qualquer forma, nunca foi tão pequena. Depois de décadas perseguindo o maior exportador agrícola do mundo, o Brasil chega à segunda metade de 2026 em condições de disputar uma posição que, no início deste século, parecia muito distante.
Fonte: Pensar Agro
Sorriso assina termo para implantação do serviço de família acolhedora
Pauta do Plenário de quarta inclui minerais críticos e Estatuto do Aprendiz
Segunda audiência da LOA 2027 será realizada no bairro Santo Antônio nesta quarta-feira (2/9)
Prefeito Roberto Dorner autoriza obras da fase 2 no Parque Jardim Botânico
PF e PM apreendem 63,1 kg de maconha em Foz do Iguaçu/PR
CUIABÁ
MATO GROSSO
Sorriso assina termo para implantação do serviço de família acolhedora
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou do relançamento do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora no...
Ex-controlador interno é condenado por registrar terreno em nome da mãe
A Justiça condenou por improbidade administrativa Jefferson Almeida Freire, que ocupava o cargo de controlador interno do Município de Itiquira...
Controlador interno é condenado por registrar terreno em nome da mãe
A Justiça condenou por improbidade administrativa Jefferson Almeida Freire, que ocupava o cargo de controlador interno do Município de Itiquira...
POLÍCIA
PF e PM apreendem 63,1 kg de maconha em Foz do Iguaçu/PR
Foz do Iguaçu/PR. A Polícia Federal e a Polícia Militar apreenderam, nesta segunda-feira (31/8), 63,1 kg de maconha às margens...
FICCO/GO atua na prisão de cinco foragidos e na apreensão de arma de fogo
Goiânia/GO. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás (FICCO/GO), em ações conjuntas, atuou na localização e na...
PF e BPFron apreendem agrotóxicos e cigarros contrabandeados
Guaíra/PR. Nesse domingo (30/8), a Polícia Federal, em ação integrada com o BPFron/PMPR, apreendeu agrotóxicos e cigarros de origem estrangeira...
FAMOSOS
Ana Paula Siebert curte viagem à Xangai e posa em cenário paradisíaco: ‘Bund’
Ana Paula Siebert encantou os seguidores ao compartilhar novos registros de sua viagem a Xangai, na China. A influenciadora posou...
Sabrina Sato mostra a filha fazendo tarefa doméstica no domingo: ‘Começando bem’
Sabrina Sato compartilhou com os seguidores um momento da rotina da filha, Zoe, de 7 anos. No último domingo (30),...
Deborah Secco se despede de agosto com álbum de registros: ‘Que mês meus amores!’
Deborah Secco se despediu do mês de agosto de forma especial. Nesta segunda-feira (31), a atriz publicou nas redes sociais...
ESPORTES
Bahia vence o Internacional na Fonte Nova e entra no G-5 do Brasileirão
O Bahia derrotou o Internacional por 3 a 2 neste domingo (30.08), na Arena Fonte Nova, pela 25ª rodada do...
Grêmio vence a Chapecoense na Arena e se afasta da zona de rebaixamento
O Grêmio derrotou a Chapecoense por 3 a 1 neste domingo, na Arena do Grêmio, pela 25ª rodada do Campeonato...
Palmeiras empata com o Mirassol e vê Flamengo se aproximar na liderança
Palmeiras e Mirassol empataram por 1 a 1 neste domingo (30.08), no Estádio José Maria de Campos Maia, em Mirassol,...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Política MT6 dias agoLei estadual reforça responsabilidade de mães e pais na criação dos filhos
-
Política MT6 dias agoComissão analisa 24 propostas e retira cinco de pauta para aprimoramento
-
Política MT6 dias agoALMT recebe capacitação sobre atendimento a mulheres em situação de violência
-
Política MT5 dias agoAssembleia Legislativa aprova 25 projetos de lei, seis deles voltados à saúde



