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Paraguai projeta crescimento de 46% na produção de trigo para 2024/25

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, em seu relatório World Agricultural Production (WAP) de outubro, uma previsão otimista para a produção de trigo no Paraguai. A safra do ano comercial de 2024/25 está estimada em 1,3 milhão de toneladas métricas, o que representa um aumento de 13% em relação à projeção anterior e um expressivo crescimento de 46% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Além do aumento na produção, o rendimento do trigo paraguaio também segue uma trajetória de alta. De acordo com o relatório, a produtividade média é projetada em 2,60 toneladas por hectare, um acréscimo de 13% em relação ao mês anterior e uma alta de 37% em comparação ao rendimento obtido no ano passado. A área colhida permanece inalterada em 500.000 hectares, mas registrou crescimento de 6% em relação à área plantada na safra anterior.

O ciclo de cultivo do trigo no Paraguai se inicia entre abril e maio, com a colheita ocorrendo nos meses de setembro e outubro. Em setembro, equipes da FAS/Washington e da FAS/Buenos Aires visitaram campos de trigo no país e observaram que a colheita estava em pleno andamento. A safra deste ano apresenta condições amplamente favoráveis, atribuídas a um clima adequado e ao uso crescente de novas variedades de sementes. As chuvas regulares durante os meses críticos de desenvolvimento, julho e agosto, também foram fatores decisivos para os resultados promissores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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