AGRONEGÓCIO

Exportações de arroz em 2023 totalizam 1,73 milhão de t, diz Abiarroz

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Ainda segundo a Abiarroz, no mês de dezembro do ano passado, o Brasil exportou 31 mil toneladas de arroz, representando US$ 22,3 milhões.

Os embarques do cereal em 2023 recuaram 13% em volume e 5,2% em receita em relação a 2022. Já as exportações do mês passado caíram 81,8% em quantidade e 74,7% em divisas em comparação com o mesmo período de 2022.

Arroz beneficiado

As vendas externas de arroz beneficiado em 2023 alcançaram 923,7 mil t, o equivalente a US$ 306,3 milhões. Em dezembro do ano passado, os embarques foram de 5,2 mil toneladas, com faturamento de US$ 8,9 milhões.

Os principais destinos do produto beneficiado, de maior valor agregado, foram Países Baixos, Peru, Estados Unidos, Cuba, Bélgica, Costa Rica, México, Bolívia, Canadá e Curaçao.

Qualidade reconhecida

“Num ano de muitas dificuldades climáticas e cambiais, a orizicultura brasileira conseguiu ter um bom desempenho, com exportações de 1,73 milhão de toneladas de arroz (base casca). Isso mostra o reconhecimento da qualidade do nosso produto, que está bem consolidado na América do Sul, América Central e América do Norte, especialmente nos Estados Unidos, um mercado importantíssimo”, diz o diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan.

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O dirigente da associação enfatiza também que é preciso agora reforçar ainda mais as ações de promoção comercial do arroz beneficiado, a fim de elevar as vendas do cereal de maior valor agregado nas Américas e em outros mercados.

“Teremos em 2024 mais um ano desafiador, e as nossas exportações deverão ficar num volume bem próximo daquele que foi embarcado em 2023”, acrescenta Gustavo Trevisan.

Importações

Em 2023, as importações brasileiras de arroz atingiram 1,4 milhão de t, com desembolso de US$ 529,5 milhões. Em dezembro, o Brasil importou 82,9 mil t, representando US$ 37,6 milhões.

Fonte: Abiarroz

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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