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Panorama Macroeconômico Brasileiro: Rabobank destaca tendências e surpresas em sua análise semanal

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O Rabobank apresenta, em sua análise semanal de macroeconomia, um olhar aprofundado sobre a conjuntura econômica brasileira. No Brazil Weekly desta semana, os especialistas Maurício Une e Renan Alves conduzem uma análise intitulada ‘Ready to be surprised?’ (Prontos para serem surpreendidos?), explorando os eventos recentes que moldam o cenário global e doméstico.

No âmbito internacional, o estudo destaca a postura cautelosa do FOMC, evidenciada nas últimas atas, indicando a não iminência de um ciclo de flexibilização do Fedfund. Paralelamente, três palestrantes do Fed reforçaram a necessidade de paciência na tomada de decisões.

No contexto interno, a primeira leitura do ano revelou uma surpresa positiva nas receitas fiscais. O Rabobank sugere que um possível pivô do FOMC poderia impactar o dólar, projetando uma taxa de R$ 5,00 no final de 2024. Contudo, fatores como uma eventual flexibilização mais tardia do FOMC, somada aos calendários fiscal e eleitoral brasileiros, introduzem elementos que podem influenciar a depreciação ao longo do ano.

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Quanto à atividade econômica, o segundo semestre de 2023 manteve-se estável, conforme indicado pela estimativa do Banco Central para o PIB, que registrou um crescimento de 0,8% m/m em dezembro. Apesar desse resultado positivo, o Rabobank destaca a necessidade de cautela diante das incertezas.

A arrecadação de impostos federais teve um início promissor em janeiro, atingindo BRL 280,6 bilhões, superando as expectativas. No entanto, o Rabobank ressalta que, apesar desse desempenho inicial, as medidas implementadas no ano anterior para aumentar a arrecadação não alteram a perspectiva de que o governo não cumprirá a meta de um orçamento fiscal primário equilibrado.

Na próxima semana, a divulgação do PIB do último trimestre estará no centro das atenções, com a projeção do Rabobank indicando um ganho de 2,0% a/a (ou seja, -0,1% q/q) e uma expectativa de crescimento de 2,9% em 2023.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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