AGRONEGÓCIO

PANORAMA DE MERCADO: Boletim traz levantamento da comercialização de produtos do agronegócio em janeiro

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A Gerência de Desenvolvimento Técnico do Sistema Ocepar (Getec) divulgou mais uma edição do boletim Panorama de Mercado, com um levantamento sobre a comercialização de produtos agropecuários referente ao mês de janeiro. O informativo inicia apresentando os indicadores do cooperativismo paranaense, com estimativas do fechamento de 2023. O ano encerrou com 225 cooperativas registradas no Sistema Ocepar, das quais 62 do ramo agropecuário, 36 de saúde, 54 crédito, 19 infraestrutura, 32 transporte, 15 trabalho, produção de bens e serviços e 7 de consumo. Em 2023, elas faturaram R$ 202 bilhões e encerraram o exercício com 3,6 milhões de cooperados e 150 mil empregados. As exportações do setor alcançaram o montante de US$ 9,5 bilhões. Os resultados somaram R$ 8,5 bilhões.

Preços médios e exportações – O boletim traz ainda os preços médios da soja, milho e trigo recebidos pelos produtores rurais no mercado doméstico e as cotações na Bolsa de Chicago. Também mostra que, em janeiro, as exportações do agronegócio, em âmbito nacional, atingiram US$ 11,7 bilhões. Os principais destinos foram a China (25,3%), União Europeia (11,6%), Estados Unidos (8,4%), Vietnã (4,3%) e Indonésia. Cinco produtos responderam por 75,6% das exportações do setor: complexo soja (21,3%), complexo sucroalcooleiro (15,7%), carnes (15,4%), cereais, farinhas e preparações (12,5%) e produtos florestais (10,7%). Em relação aos estados, o Paraná iniciou o ano ocupando a terceira posição em vendas externas no ranking nacional, atrás de São Paulo e Mato Grosso, respondendo por 12,6% das exportações brasileiras com três destaques: complexo soja (43,5%), carnes (20,6%), e produtos florestais (14,2%). O valor é recorde para os meses de janeiro, com alta de 14,8% ou equivalente ao incremento de US$ 1,51 bilhão em relação aos US$ 10,21 bilhões exportados em janeiro de 2023.

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Mais – O Panorama de Mercado apresenta mais informações sobre as vendas externas por produto, como soja, milho, frango e suíno, além de balanços, com o comportamento de mercado ligado à avicultura, suinocultura, leite e tilápia.

  • Clique aqui e confira na íntegra o boletim Panorama de Mercado

Fonte: Paraná Cooperativo

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Embrapa lança projeto estratégico para acelerar transição energética e ampliar produção de biocombustíveis no Brasil

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária deu início a um projeto estratégico voltado à aceleração da transição energética no agronegócio brasileiro. Batizada de Bioinova, a iniciativa integra cinco unidades de pesquisa da estatal para desenvolver tecnologias capazes de transformar biomassa e resíduos agroindustriais em combustíveis renováveis, bioenergia e insumos de base biológica.

Com investimento de R$ 14 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos, o projeto terá duração de três anos e prevê dez metas voltadas à produção sustentável de energia, redução de emissões e fortalecimento da competitividade da agricultura brasileira no cenário global de baixo carbono.

Participam da iniciativa a Embrapa Agroenergia, Embrapa Agroindústria Tropical, Embrapa Milho e Sorgo, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Embrapa Trigo.

Projeto aposta em economia circular e biorrefinarias tropicais

Segundo a Embrapa, o Bioinova foi estruturado para acelerar soluções integradas de descarbonização da economia a partir da agricultura. O foco está no aproveitamento de resíduos agroindustriais para geração de novos combustíveis e bioprodutos com menor impacto ambiental.

O chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agroenergia, Bruno Laviola, afirma que o projeto busca ampliar a capacidade científica e tecnológica da instituição em áreas consideradas estratégicas para o futuro energético do país.

Entre as rotas tecnológicas prioritárias estão o desenvolvimento de combustível sustentável de aviação (SAF), biohidrogênio, biometano, etanol de novas matérias-primas e bioinsumos agrícolas.

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A proposta também incorpora conceitos de economia circular em biorrefinarias tropicais, utilizando resíduos gerados na cadeia de biocombustíveis para reduzir emissões e aumentar a sustentabilidade dos processos produtivos.

Bioinova terá foco em SAF, biohidrogênio e novas matérias-primas

O projeto atuará em diferentes frentes tecnológicas para ampliar a oferta de matérias-primas renováveis e acelerar processos industriais ligados à bioenergia.

Entre as principais metas previstas estão:

  • Desenvolvimento de canola tropical adaptada às condições brasileiras para produção de biodiesel, diesel renovável e SAF;
  • Produção de bioinsumos a partir de resíduos agroindustriais;
  • Desenvolvimento de microbiomas semiartificiais voltados à produção sustentável de biomassa em áreas sujeitas à seca e salinidade;
  • Criação de compostos derivados de lignina para uso agrícola;
  • Novos processos para produção de etanol a partir de matérias-primas amiláceas;
  • Produção de biohidrogênio e biometano via biodigestão;
  • Desenvolvimento de hidrocarbonetos renováveis para combustível sustentável de aviação;
  • Modelagens de sustentabilidade ambiental e econômica das tecnologias;
  • Uso de inteligência artificial e biotecnologia avançada em culturas energéticas;
  • Desenvolvimento de extratos biocidas para controle de nematoides em cultivos voltados à bioenergia.

O pesquisador Guy de Capdeville, líder do Bioinova, destaca que a iniciativa foi concebida para conectar o campo às novas rotas tecnológicas da bioeconomia e dos combustíveis renováveis.

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Modernização da infraestrutura e contratação de pesquisadores

Além das entregas técnicas, o Bioinova prevê forte modernização da infraestrutura de pesquisa da Embrapa, incluindo aquisição de equipamentos estratégicos, ampliação da capacidade analítica e fortalecimento das estruturas multiusuárias.

O projeto também prevê contratação de aproximadamente 30 profissionais entre pesquisadores, cientistas, estudantes de graduação e pós-graduação.

Segundo a Embrapa, os investimentos em infraestrutura e manutenção serão fundamentais para acelerar o desenvolvimento tecnológico e ampliar a conexão entre pesquisa científica e setor produtivo.

Agricultura ganha protagonismo na transição energética

A expectativa da Embrapa é ampliar significativamente o portfólio nacional de soluções em biocombustíveis avançados, biogás, biometano, bioinsumos e matérias-primas renováveis.

Além de contribuir para a descarbonização das cadeias agroindustriais, o projeto busca fortalecer a segurança energética, ampliar a competitividade brasileira em mercados de baixo carbono e fornecer suporte técnico para formulação de políticas públicas ligadas à transição energética.

Ao final dos três anos, a instituição pretende entregar tecnologias validadas com análises completas de desempenho, sustentabilidade ambiental, viabilidade econômica e impactos de ciclo de vida, fortalecendo o papel da agricultura brasileira como fornecedora estratégica de energia renovável e soluções de baixo carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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