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Panorama atual do Mercado de Fertilizantes em março de 2024

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Mercado de Fertilizantes

No segundo mês de 2024, os preços do MAP e do KCl permaneceram praticamente estáveis, com Brasil e Índia negociando de forma mais lenta devido ao término das compras para a safra. Nos EUA e na Europa, as compras para a safra de primavera ainda não começaram, resultando em poucas variações nas cotações. A ureia, que havia registrado alta em janeiro devido ao tender indiano, apresentou desvalorização em fevereiro.

Perspectivas Futuras

O reaquecimento do mercado nos próximos meses pode ser impulsionado pela retomada das compras por norte-americanos e europeus, o tender indiano para ureia em março e as incertezas em torno da exportação de fosfatados e nitrogenados pela China. Questões relacionadas ao Mar Vermelho, como rotas alternativas e aumento do custo de frete, podem resultar em atrasos nas entregas.

Contexto Brasileiro

No mercado brasileiro, a demanda permanece enfraquecida para os principais macronutrientes. Os estoques em dezembro de 2023, conforme a ANDA, aumentaram 3% em comparação com o mesmo período de 2022, totalizando 8,3 milhões de toneladas. Esse acúmulo nos estoques pode influenciar os preços no mercado interno.

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Relações de Troca

As relações de troca mostram-se mais favoráveis para o KCl e a ureia, sendo que, dependendo da cultura, o indicador spot está próximo ou abaixo das médias dos últimos 5 anos.

Fertilizantes e Câmbio

Os preços dos fertilizantes MAP e KCl mantiveram-se praticamente estáveis em fevereiro, enquanto a ureia desvalorizou após a alta do último tender indiano.

Cenário para Principais Culturas
  • Soja
    • A relação de troca spot com o MAP permanece acima da média histórica desde o início de 2024, apesar das recentes quedas nas cotações da soja. O indicador continua extremamente favorável para o grão em relação ao KCl.
  • Milho
    • O MAP e a ureia mantêm o indicador de relação de troca acima da média dos últimos 5 anos no mercado spot do milho, mesmo com a queda da cotação da commodity, que resultou em uma ligeira piora na relação.
  • Algodão
    • Com o aumento das cotações do algodão, a relação de troca caiu para os três produtos. Menos arrobas de pluma são necessárias para obter 1 tonelada de macronutriente. A relação de troca com o KCl está abaixo da média dos últimos 5 anos.
  • Café
    • Para o café, com os preços firmes, a relação de troca spot com o MAP e o KCl permanece excelente, abaixo do mínimo registrado nos últimos 5 anos.
  • Trigo
    • As relações de troca spot estão acima da média para o MAP e ureia, enquanto o indicador para o KCl segue abaixo da média e próximo às mínimas dos últimos 5 anos.
  • Arroz
    • Desde o início de 2024, as relações de troca spot com os três principais produtos estão abaixo das mínimas dos últimos 5 anos, apesar da recente desvalorização dos preços do arroz.
  • Boi Gordo
    • Para o boi gordo, o indicador de relação de troca continua próximo às mínimas históricas para o KCl. Para a ureia e o MAP, o indicador está acima da média dos últimos 5 anos.
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bolsas globais avançam com tecnologia chinesa, enquanto Ibovespa opera sob pressão de tensões geopolíticas e tarifas dos EUA

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Os mercados financeiros iniciaram esta terça-feira (2) divididos entre o otimismo gerado pelo avanço das empresas de tecnologia e inteligência artificial na Ásia e a cautela provocada pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelas novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos.

Na China, os principais índices acionários encerraram o pregão em alta. O índice de Xangai avançou 0,4%, enquanto o CSI 300 registrou valorização de 1,5%, refletindo o fortalecimento das ações ligadas à inovação tecnológica e ao setor de inteligência artificial.

O destaque da sessão ficou para Hong Kong, onde o índice Hang Seng disparou 2,5%, impulsionado principalmente pela forte valorização da Tencent. As ações da gigante chinesa saltaram mais de 10% após notícias sobre o desenvolvimento de uma nova ferramenta de inteligência artificial integrada ao WeChat, plataforma com centenas de milhões de usuários.

Tensões entre EUA e Irã mantêm investidores em alerta

Apesar do bom desempenho das bolsas asiáticas, o cenário internacional continua marcado pela aversão ao risco.

Os investidores acompanham com atenção o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, após a interrupção das negociações indiretas entre os dois países e a troca de novas ameaças diplomáticas e militares. O conflito tem provocado volatilidade nos mercados globais e sustentado os preços internacionais do petróleo em patamares elevados.

Além do Oriente Médio, o mercado segue monitorando os desdobramentos das políticas comerciais americanas e possíveis novas tarifas de importação que podem impactar fluxos globais de comércio e crescimento econômico.

Ibovespa busca estabilidade após sequência de quedas

No Brasil, o Ibovespa iniciou o pregão próximo da estabilidade, operando na faixa dos 172 mil pontos, após encerrar a sessão anterior no menor nível desde janeiro. O mercado doméstico continua refletindo o ambiente de cautela observado no exterior, especialmente diante do cenário geopolítico e das incertezas sobre a economia global.

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Na segunda-feira (1º), o principal índice da B3 fechou em queda de 0,91%, aos 172.197 pontos, acumulando cinco pregões consecutivos de perdas. O movimento foi influenciado principalmente pela realização de lucros, pela pressão sobre ações de mineração e bancos e pelo aumento da busca por ativos considerados mais seguros.

Petrobras lidera negócios e acompanha alta do petróleo

Entre as ações mais negociadas da bolsa brasileira, a Petrobras voltou a ocupar posição de destaque.

Os papéis da estatal são beneficiados pela valorização do petróleo no mercado internacional, sustentada pelas incertezas envolvendo a oferta global da commodity. A companhia aparece como um dos principais fatores de suporte ao Ibovespa neste início de semana.

Já a Vale opera com viés mais cauteloso, acompanhando oscilações do mercado de commodities metálicas e preocupações com o ritmo da atividade econômica global.

No setor financeiro, ações de grandes bancos como Itaú Unibanco e Banco do Brasil apresentam desempenho mais moderado, contribuindo para limitar uma recuperação mais consistente do índice.

Tecnologia e varejo lideram altas na B3

Entre os destaques positivos do pregão, empresas ligadas à tecnologia e ao consumo apresentam desempenho superior ao mercado.

A Totvs figura entre as maiores altas do índice, impulsionada por revisões positivas de instituições financeiras e pela perspectiva de crescimento da demanda por soluções digitais. O setor de varejo também registra avanço, com destaque para as ações da Lojas Renner.

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Na ponta negativa, empresas ligadas à siderurgia, mineração e proteínas animais enfrentam maior pressão dos investidores. Entre os destaques de baixa aparecem CSN e Minerva, refletindo ajustes de mercado e oscilações nas expectativas para demanda global.

Dólar recua e agenda econômica segue no radar

No mercado de câmbio, o dólar comercial voltou a operar próximo de R$ 5,01, mantendo a trajetória de enfraquecimento observada ao longo de 2026.

A valorização do petróleo tem favorecido moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil, ajudando a sustentar o real mesmo em um ambiente internacional mais turbulento.

Ao longo do dia, investidores permanecem atentos aos indicadores de inflação da Zona do Euro e aos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, considerados fundamentais para as próximas decisões de política monetária das principais economias do mundo.

Agronegócio acompanha impacto dos mercados globais

Para o agronegócio brasileiro, o comportamento dos mercados internacionais continua sendo um fator estratégico. A evolução do dólar, dos preços das commodities, do petróleo e do ambiente geopolítico influencia diretamente os custos de produção, os preços agrícolas, a competitividade das exportações e o fluxo de investimentos para o setor.

Com a volatilidade global em alta, produtores rurais, exportadores e agentes financeiros seguem monitorando atentamente os desdobramentos econômicos e políticos que podem definir o rumo dos mercados nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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