AGRONEGÓCIO

Palestra explora tendências do mercado de café no Oriente Médio

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Um dos grandes compradores do café brasileiro e em pleno crescimento, o mercado do Oriente Médio vem a cada dia ganhando mais atenção de empresários e empresárias brasileiras do setor cafeeiro. Só em 2023, a região importou 47% a mais dos cafés do Brasil.

Visando aproximar ainda mais os dois mercados, a consultora Cleia Junqueira, da The Coffee Connoisseur Collective, estará em São Paulo no dia 12 de março para apresentar a palestra “Tendências do Mercado de Café no Oriente Médio”.

O evento conta com o Apoio Institucional da Câmara de Dubai – Escritório de São Paulo e patrocínio da rede de cafeterias e microtorrefação Il Barista. Aberto a público ao preço de R$ 150 por pessoa, possui vagas limitadas.

Residente em Dubai há 10 anos, a especialista apresentará no evento temas como o aumento do consumo de café na região, as preferências do mercado local, tecnologia, sustentabilidade, crescimento do café solúvel, o potente mercado de cápsulas e cafés torrados, a onda do café engarrafado, entre outros, além de curiosidades, como cafeterias drive-thru, robôs nas cafeterias e o consumo entre os jovens.

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Sobre Cleia Junqueira

Juíza de campeonatos internacionais, diretora de qualidade e consultora internacional em cafés, em 2025 Cleia Junqueira irá comemorar 20 anos de trajetória como profissional nesse mercado.

Em 2005, começou como barista, instrutora e empreendedora, com sua própria Capheteria, onde contribuiu com o início do movimento de cafés especiais no Brasil, em uma pequena loja no Jardim Paulistano. Logo depois, passou a ministrar cursos de barismo em parceria com a Colmeia Instituição a Serviço da Juventude, oferecendo treinamento para jovens em situação vulnerável.

De 2007 a 2012, foi uma das lideranças da Associação Brasileira de Baristas de Café (ACBB), instituição que organizava os campeonatos nacionais e realizava ações de promoção e fortalecimento desse segmento. Em seguida, Cleia foi convidada a coordenar o Centro de Preparo de Café do Sindicafé-SP, conquistando um certificado Q-Grader licenciado pelo CQI em 2012 e tornando-se Q-Robusta Grader em 2017.

De 2017 a 2019, Cleia atuou como parte da diretoria da SCA-EAU e durante seis anos, como Juíza Certificada do WCE.

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Como Diretora de Café da Coffee Planet, uma das maiores e mais relevantes torrefações de café de Dubai, Cleia gerenciou o controle de qualidade e acompanhou de perto a indústria de café do Oriente Médio de 2015 a 2023. Paralelamente, seguiu apoiando ativamente a International Women’s Coffee Alliance (IWCA).

Com vasta experiência nacional e internacional, atualmente Cleia dirige sua empresa de consultoria, The Coffee Connoisseur Collective, atuando em várias frentes do setor, auxiliando seus clientes desde a implementação de controle de qualidade à compra de café, cápsulas e escolha de equipamentos.

Fonte: Cata-Vento Comunica

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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