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Ovinocultura em Mato Grosso Ganha Impulso com Apoio do Sistema Famato

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A ovinocultura de Mato Grosso está ganhando novos contornos e, com o apoio de importantes entidades do setor, como a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), está a caminho de se consolidar como uma atividade econômica de destaque no estado. Um marco recente para o setor foi a aprovação de um incentivo fiscal para as operações com produtos de origem ovina, o que representa uma grande conquista para os criadores de ovinos locais.

Aprovação de Incentivo Fiscal

Em uma decisão histórica para o setor, o Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat) aprovou um incentivo fiscal que beneficia operações internas e interestaduais com produtos ovinos. Essa resolução, publicada no Diário Oficial do Estado em 5 de abril de 2025, é considerada um passo fundamental para o crescimento da ovinocultura, uma atividade com grande potencial de desenvolvimento.

Parceria Estratégica para Fortalecer o Setor

O avanço da ovinocultura em Mato Grosso é resultado de uma articulação liderada pela Associação Mato-grossense dos Criadores de Ovinos e Caprinos (Ovinomat). Com o apoio da Famato, a Ovinomat buscou estruturar e fortalecer a cadeia produtiva de ovinos, com o objetivo de torná-la uma nova fonte de renda no agronegócio mato-grossense.

A parceria entre as entidades envolveu uma força-tarefa técnica composta por profissionais da Famato, do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT). Juntas, essas instituições realizaram um estudo detalhado sobre os aspectos fiscais, sanitários e técnicos da ovinocultura, identificando gargalos e propondo soluções para impulsionar o setor.

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Potencial de Mercado e Oportunidades Econômicas

De acordo com um estudo do Imea, o número de ovinos abatidos com selo de inspeção sanitária em Mato Grosso ainda é baixo, com cerca de duas mil cabeças por ano, o que representa um grande espaço para crescimento. O levantamento também revelou que a carne ovina possui um valor agregado significativo, podendo ser comercializada a preços até três vezes superiores ao da carne bovina no mercado internacional.

Além disso, a adaptação de frigoríficos já existentes em Mato Grosso para o abate de ovinos representa uma oportunidade estratégica. A infraestrutura das plantas frigoríficas, muitas das quais já possuem certificações estaduais e federais, facilita a integração rápida da indústria à cadeia produtiva de ovinos.

Conclusões e Recomendações

A análise do setor, que contou com a participação da Famato, Ovinomat, Fórum Agro e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), confirmou a viabilidade técnica e econômica da ovinocultura em Mato Grosso. Entre as principais recomendações estão a criação de incentivos fiscais específicos para o setor e o investimento em estruturas adequadas de abate de ovinos.

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Oportunidades para Diversificação e Crescimento

Com sua base agropecuária consolidada, infraestrutura logística de qualidade e acesso a insumos e alimentos, Mato Grosso se apresenta como um terreno fértil para o desenvolvimento de uma cadeia produtiva de ovinos sustentável. O Sistema Famato, com o suporte do Imea e Senar-MT, continua atuando de forma estratégica para apoiar os produtores interessados na atividade, oferecendo desde capacitação até incentivo à profissionalização do setor.

Compromisso com o Futuro da Ovinocultura

O Governo do Estado, por meio da Sedec, também tem se mostrado engajado no desenvolvimento de políticas públicas que fomentem a ovinocultura. A Ovinomat, por sua vez, tem desempenhado um papel importante na mobilização dos produtores, além de representar os interesses da categoria.

A expectativa é que, com o trabalho conjunto entre as entidades, o estado de Mato Grosso se torne, em breve, um importante polo nacional de criação e comercialização de ovinos. Para isso, a consolidação da cadeia produtiva é essencial, trazendo consigo não apenas uma nova fonte de renda para os produtores, mas também uma oportunidade de diversificação para a indústria frigorífica do estado.

Com o cenário favorável e o apoio das entidades envolvidas, a ovinocultura de Mato Grosso está a caminho de um futuro promissor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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