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Orientações Cruciais para o Manejo de Grãos em Silos Afetados por Enchentes no Rio Grande do Sul

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No rastro da devastadora enchente que assolou o Rio Grande do Sul, trazendo consigo danos a diversos silos e estruturas de armazenagem, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) lança um alerta sobre os cuidados especiais requeridos no manejo dos grãos armazenados. Em meio a essa emergência, a Comissão Técnica da Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos para Armazenagem de Grãos (CSEAG) da ABIMAQ elaborou um guia prático, destacando a importância de seguir rigorosamente os procedimentos abaixo ao lidar com os grãos armazenados em silos inundados:

Risco de Colapso: A inundação pode ocasionar uma expansão dos grãos, aumentando a pressão interna e consequentemente levando ao colapso estrutural do silo. Nesse sentido, é crucial isolar a área afetada para prevenir acidentes.

Avaliação Estrutural: Antes de qualquer intervenção, é imperativo que um profissional qualificado avalie a estrutura. Caso haja indícios de ruptura, a área deve permanecer isolada até que seja determinada uma forma segura de descarregar o silo.

Descarga do Silo: Somente após a avaliação e liberação por parte do profissional qualificado, os silos podem ser descarregados de cima para baixo, utilizando-se equipamentos apropriados. Abrir as chapas laterais não é recomendado.

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Gases Asfixiantes: A decomposição dos grãos devido à umidade pode gerar gases nocivos à saúde. Portanto, é imprescindível não adentrar ambientes como silos sem um detector de gases apropriado.

Risco de Incêndio e Explosões: Os gases gerados são inflamáveis, e os grãos e poeira podem ocasionar incêndios. Trabalhos a quente devem ser evitados sem o uso de equipamentos de proteção adequados.

Seleção dos Grãos: Apenas os grãos secos e livres de agentes patogênicos devem ser aproveitados. Grãos encharcados devem ser prontamente descartados.

Autocombustão: O excesso de umidade pode desencadear superaquecimento e autocombustão dos grãos. Avaliações estruturais e descargas controladas são essenciais para prevenir esse problema.

A ABIMAQ ressalta a importância de seguir essas orientações à risca, visando garantir a segurança de todos os envolvidos no manejo dos grãos em silos afetados por enchentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja disparam em 2026 e ANEC projeta embarques acima de 108 milhões de toneladas

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026 e caminham para um dos maiores desempenhos da história do agronegócio nacional. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais apontam que os embarques da oleaginosa devem superar 108 milhões de toneladas no acumulado do ano, mantendo o Brasil como principal fornecedor global do grão.

O levantamento “Shipment Flow Week 18/2026”, elaborado com base em informações da Cargonave, mostra avanço consistente das exportações de soja, farelo de soja, milho e derivados ao longo dos primeiros meses do ano.

Soja brasileira deve ultrapassar 108 milhões de toneladas exportadas

Segundo a ANEC, as exportações brasileiras de soja devem atingir 108,68 milhões de toneladas em 2026, considerando a programação atual de embarques.

Somente em maio, os embarques da oleaginosa foram estimados em aproximadamente 15,99 milhões de toneladas, acima do volume registrado no mesmo período do ano passado.

Os números reforçam o forte ritmo das exportações brasileiras mesmo diante das oscilações do mercado internacional e da maior concorrência global.

Entre janeiro e abril, os volumes embarcados já demonstraram crescimento expressivo em relação ao ano anterior, especialmente nos meses de abril e maio.

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China concentra 70% das compras de soja do Brasil

A China segue como principal destino da soja brasileira em 2026.

De acordo com a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da oleaginosa brasileira entre janeiro e abril deste ano.

Na sequência aparecem mercados como:

  • Espanha (4%);
  • Turquia (4%);
  • Tailândia (3%);
  • Paquistão (2%);
  • Argélia (2%).

O domínio chinês reforça a importância da demanda asiática para o agronegócio brasileiro e para o equilíbrio das exportações nacionais.

Farelo de soja registra crescimento nos embarques

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026.

A ANEC projeta exportações de 10,66 milhões de toneladas do derivado no acumulado do ano até maio, acima do registrado em igual período de 2025.

Entre os principais compradores do farelo brasileiro estão:

  • Indonésia (20%);
  • Tailândia (10%);
  • Irã (10%);
  • Holanda (9%);
  • Polônia (7%).

O avanço nas vendas externas reforça a competitividade da indústria brasileira de processamento de soja.

Exportações de milho também avançam em 2026

O milho brasileiro mantém crescimento nas exportações, mesmo com volumes ainda abaixo do pico histórico recente.

Segundo a ANEC, os embarques do cereal somaram 5,78 milhões de toneladas até maio de 2026.

Os principais destinos do milho brasileiro no período foram:

  • Egito (27%);
  • Vietnã (22%);
  • Irã (19%);
  • Argélia (9%);
  • Malásia (5%).
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A demanda internacional segue sustentada principalmente por países do Oriente Médio, Norte da África e Sudeste Asiático.

Portos do Arco Norte ampliam participação nos embarques

Os dados da ANEC também mostram a crescente relevância dos portos do Arco Norte nas exportações brasileiras.

Portos como Barcarena, Santarém, Itaqui e Itacoatiara registraram volumes expressivos de embarques de soja e milho durante a semana analisada.

O Porto de Santos continua liderando a movimentação nacional, seguido por Paranaguá e os terminais do Norte do país.

A expansão logística nessas regiões vem contribuindo para reduzir custos de escoamento e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Mercado acompanha demanda global e logística brasileira

O cenário das exportações brasileiras segue sendo acompanhado de perto por tradings, produtores e agentes do mercado internacional.

A combinação entre demanda aquecida da China, recuperação da logística portuária e grande oferta brasileira mantém o país em posição estratégica no comércio global de grãos.

Ao mesmo tempo, o mercado monitora fatores como câmbio, custos logísticos, clima e demanda internacional, que continuarão influenciando o ritmo dos embarques ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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