AGRONEGÓCIO

Olivoturismo no Brasil: produtores defendem experiência completa para turistas

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Produtores de olivas do Brasil e do Uruguai se reuniram em Bagé, no Rio Grande do Sul, para o 1° Simpósio Nacional de Olivoturismo, evento que discutiu estratégias para consolidar o setor no país. Durante o encontro, os participantes destacaram a necessidade de desenvolver um projeto estruturado de olivoturismo, capaz de integrar a produção de azeite com experiências turísticas únicas.

Rio Grande do Sul como destino estratégico para olivoturismo

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Flávio Obino Filho, o estado possui localidades e produtos com potencial para atrair turistas nacionais e internacionais. Ele ressalta que os visitantes podem se interessar não apenas pela degustação de azeites de qualidade, mas também pela contemplação dos olivais e pela participação em eventos nos pomares.

“A partir desse desenvolvimento de um projeto, teremos um objetivo claro do que queremos em termos de olivoturismo para apresentar este produto aos agentes de viagens”, afirmou Obino Filho, destacando a presença do Sindicato das Empresas de Turismo do Rio Grande do Sul no simpósio.

Experiência completa: azeite, gastronomia e rotas regionais

O dirigente enfatizou que o olivoturismo deve ser vendido como uma experiência integrada, combinando o azeite com produtos regionais como vinho, queijo e carne. Ele também defende a criação de rotas e itinerários turísticos temáticos, que explorem a cultura local e fortaleçam o turismo gastronômico.

“A lição que fica é sempre agregar ao olivoturismo as experiências regionais, tornando cada visita única e inesquecível”, completou Obino Filho.

Integração com o Uruguai e experiências internacionais

O simpósio reuniu 50 produtores brasileiros e uma comitiva de 30 produtores uruguaios. Entre os palestrantes estiveram Alejandro Cabrera, do Ministério do Turismo do Uruguai, e Luis Barragán, da Direção Geral do Turismo de Maldonado, que compartilharam experiências bem-sucedidas de agroturismo em Maldonado e discutiram a cooperação entre Brasil e Uruguai no olivoturismo.

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Apoio institucional e patrocínios

O evento contou com o patrocínio do Banrisul, do Sindicato das Empresas de Turismo do Rio Grande do Sul e da Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul, reforçando o interesse institucional em consolidar o setor no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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