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Oferta de gado continua restrita, mas demanda apresenta ritmo moderado

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De acordo com as últimas informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a oferta de animais para abate segue limitada, enquanto a demanda por carne se mantém moderada. Em levantamento realizado pelo Centro, foi identificado que, nas últimas semanas, a liquidez no mercado esteve reduzida, com frigoríficos demonstrando cautela e pressionando os preços para baixo.

Comportamento do mercado

Na segunda e terça-feira recentes, a atividade de negociação esteve lenta. Agentes consultados pelo Cepea relataram que os frigoríficos se mostraram retraídos, o que resultou em uma menor pressão pela compra de gado. Esse comportamento afetou diretamente os preços, com os compradores buscando reduções nos valores ofertados ou até mesmo se retirando do mercado, uma vez que as escalas de abate estavam parcialmente preenchidas.

Expectativa de aumento na oferta

Na terça-feira, observou-se um pequeno aumento na oferta de animais em algumas regiões. No entanto, a presença ainda cautelosa dos frigoríficos fez com que o mercado não se aquecesse significativamente. O cenário de escalas de abate alongadas continuou a pesar sobre o comportamento dos compradores, que optaram por um posicionamento mais conservador.

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Desempenho no atacado

No atacado da carne com osso, os preços também apresentaram queda nos últimos dias. Contudo, em abril, o mercado de carne bovina acumulou uma leve alta, o que ainda reflete as oscilações de preços observadas, conforme indicam os dados coletados pelos colaboradores do Cepea.

Esse panorama de oferta restrita e demanda moderada segue sendo um fator relevante para o comportamento dos preços, com a expectativa de que o mercado se mantenha pressionado, com pequenos ajustes de valor conforme as movimentações nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produto amplia peso na economia com biodiesel e avanço da agroindústria

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Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia da soja cresceu 11,72% em 2025.

Com isso, o setor passou a responder por 21,6% de todo o PIB do agronegócio brasileiro e por 5,4% da economia nacional.

O principal motor desse avanço foi a safra recorde de 171,5 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2024/25. A grande oferta aumentou o esmagamento do grão nas indústrias e elevou a produção de derivados, principalmente farelo e óleo.

Na prática, isso significa mais atividade fora da porteira. O crescimento da soja passou a movimentar com mais força fábricas de ração, usinas de biodiesel, transportadoras, armazéns e indústrias ligadas à proteína animal.

O farelo de soja foi um dos principais destaques do ano. A demanda interna bateu recorde, impulsionada pelo crescimento da avicultura, da suinocultura e do confinamento bovino. Para o produtor pecuário, isso representa maior oferta de matéria-prima para alimentação animal e maior integração entre lavoura e pecuária.

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O biodiesel também ganhou peso dentro da cadeia. A elevação da mistura obrigatória para 15% aumentou o consumo de óleo de soja e estimulou a produção do biocombustível ao longo do ano.

O reflexo apareceu diretamente na economia. O segmento de agrosserviços, ligado a logística, transporte, armazenagem e comercialização, registrou uma das maiores altas do levantamento, com crescimento de 9,4%.

O mercado de trabalho acompanhou esse movimento. A cadeia da soja e do biodiesel encerrou 2025 com 2,39 milhões de trabalhadores ocupados, avanço de 5,52% em relação ao ano anterior. O aumento das vagas ocorreu principalmente nos setores ligados à indústria e aos serviços de apoio.

Apesar do avanço da atividade econômica, os preços internacionais mais baixos limitaram parte da rentabilidade do setor. A ampla oferta global pressionou as cotações da soja e dos derivados ao longo do ano.

Mesmo assim, as exportações da cadeia cresceram em volume e chegaram a 133,72 milhões de toneladas em 2025. A receita cambial somou US$ 53,46 bilhões, equivalente a cerca de R$ 283 bilhões.

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O levantamento mostra ainda uma mudança importante no perfil do agro brasileiro: processar soja dentro do país passou a gerar impacto econômico muito maior do que exportar apenas o grão bruto. Segundo os pesquisadores, cada tonelada industrializada gerou mais de quatro vezes mais PIB do que a soja embarcada sem processamento

Fonte: Pensar Agro

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