AGRONEGÓCIO

Oeste da Bahia amplia área plantada de soja e comercializa 69% da safra atual até julho

Publicado em

Expansão da soja no Oeste baiano

A produção de soja no Oeste da Bahia apresenta crescimento significativo em 2024/25. Segundo o Boletim de Safra da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), a área plantada avançou 7,8% em relação ao ciclo anterior, totalizando 2,135 milhões de hectares.

Aumento da produtividade

Além da expansão da área, a produtividade média também registrou alta, passando de 63 para 68 sacas por hectare — um crescimento de 7,9%. O desempenho positivo é resultado do manejo eficiente e das condições climáticas favoráveis em polos produtivos como Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e São Desidério.

Importância do vazio sanitário

A Aiba destaca que o cumprimento rigoroso do vazio sanitário da soja foi fundamental para evitar a ferrugem asiática, protegendo a sanidade das lavouras. Enquanto os campos descansam, os produtores já começam a planejar a próxima safra, com 60% dos corretivos e fertilizantes já comercializados para 2025/26.

Comercialização da safra atual e futura

Até o início de julho, 69% da soja da safra 2024/25 já foi negociada, com preço médio de R$ 117,05 por saca, indicando estabilidade e rentabilidade para os produtores. Para a safra 2025/26, 19% da produção já está travada no mercado futuro, demonstrando confiança na continuidade dos negócios.

Leia Também:  Demanda crescente e valorização: Mercado de milho no Brasil em novembro
Destaques regionais no plantio

A Região 03 lidera o crescimento proporcional, com a área plantada saltando de 420 mil para 525 mil hectares, um avanço de 24%. Já a Região 05, menor em representatividade, teve aumento de 46% na área cultivada, mantendo uma produtividade média de 68 sacas por hectare.

O panorama do Oeste baiano revela um cenário promissor para a soja, com expansão territorial, aumento da produtividade e movimentação comercial positiva, reforçando a importância da região para o agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

Published

on

O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

Leia Também:  Queda no preço da mandioca no Paraná não afeta otimismo do setor

A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

Leia Também:  Consórcio Público-Privado Cria Calculadora Ambiental com Apoio do Serpro

Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA