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Obras de drenagem avançam em diferentes regiões de Cuiabá e reforçam planejamento para expansão da infraestrutura urbana

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As obras de drenagem seguem em ritmo acelerado em diferentes bairros de Cuiabá, garantindo melhorias na infraestrutura urbana, mais segurança para os moradores e preparando as vias para receber pavimentação. Neste ano, já foram instalados mais de 1.000 metros de drenagem, com algumas frentes ainda em execução, em regiões como os bairros Parque Mariana, Santa Rosa, Altos da Serra 2, Santa Cruz 1 e 2, Avenida Hélio Ribeiro, além de travessias em estradas rurais, como no Córrego do Coelho e Rio Mutuca, na região do Coxipó do Ouro, no Córrego Aricazinho, na comunidade São Jerônimo, e em serviços de manutenção da drenagem urbana.

No bairro Altos da Serra, equipes atuam na implantação de aproximadamente 600 metros de drenagem na Rua 49. A intervenção inclui a substituição completa das antigas manilhas, que estavam comprometidas após anos de uso e já não suportavam o volume de água, causando entupimentos e dificultando o avanço da infraestrutura local. Com a instalação da nova rede de drenagem, a expectativa é de que os trabalhos sejam concluídos em cerca de 30 dias, abrindo caminho para futuras melhorias viárias, como a tão aguardada pavimentação.

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No Santa Cruz 2, os avanços também já são visíveis. A única rua não pavimentada do bairro está com valas abertas para receber a rede de drenagem, etapa considerada fundamental para garantir a durabilidade do asfalto e o correto escoamento das águas pluviais. A obra representa mais um passo rumo à pavimentação da via.

As melhorias também já podem ser observadas na Rua 36, no bairro vizinho Santa Cruz 1. Os serviços de drenagem foram finalizados e a próxima etapa será o início da pavimentação, previsto para os próximos dias.

As equipes também estão mobilizadas no bairro Santa Cruz 1, onde uma nova frente de drenagem está em andamento. O cronograma prevê cerca de 30 dias de trabalho para a conclusão da intervenção, que integra um conjunto de ações voltadas à modernização da infraestrutura urbana da região.

“Sabemos o quanto essas transformações são aguardadas e do impacto positivo que elas têm na mobilidade urbana e na qualidade de vida dos moradores. Estamos trabalhando, como determina o prefeito Abilio Brunini, para promover melhorias em todas as áreas da administração, especialmente na malha viária, que é uma das atribuições da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras”, destacou o secretário da Pasta, Reginaldo Teixeira.

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Paralelamente aos serviços, a Secretaria Municipal também trabalha no mapeamento digital das demandas, uma ferramenta que permitirá maior precisão no planejamento e na execução das ações em toda a capital.

Além das obras executadas nos bairros, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras desenvolve um sistema de mapeamento digital das demandas de drenagem e pavimentação. A ferramenta permitirá maior precisão no planejamento e na execução das ações em toda a capital, além de estabelecer prioridades e otimizar a aplicação dos recursos públicos, tornando o planejamento urbano mais eficiente.

“Com investimentos contínuos em drenagem, pavimentação e gestão tecnológica, Cuiabá avança na transformação de áreas que aguardavam há anos por melhorias estruturais, promovendo desenvolvimento urbano, valorização dos bairros e melhores condições de mobilidade para a população”, ressaltou Reginaldo.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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