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Clima Desafiador Ameaça Produtividade da Safra de Milho Safrinha

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A safra de milho safrinha de 2025 deve enfrentar desafios climáticos significativos nas principais regiões produtoras do Brasil. Enquanto o Sul pode sofrer com déficit hídrico devido à irregularidade das chuvas, o Centro-Oeste vivencia um cenário contrastante, com algumas áreas recebendo precipitações acima da média, o que pode tanto beneficiar o desenvolvimento da lavoura quanto aumentar o risco de doenças.

No Sul, a principal preocupação recai sobre a baixa umidade e as temperaturas elevadas, fatores que podem comprometer o desenvolvimento do milho, especialmente nas fases de pré-pendoamento e polinização. “Esses estágios são críticos para a cultura, pois qualquer estresse térmico e hídrico pode reduzir significativamente a produtividade”, explica Luiz do Carmo, meteorologista da AtmosMarine.

Já no Centro-Oeste, estados como Mato Grosso e Goiás devem registrar volumes de chuva ligeiramente superiores, o que favorece as lavouras sem irrigação. No entanto, o excesso de umidade também eleva o risco de doenças fúngicas, exigindo maior atenção ao manejo fitossanitário. “É um equilíbrio delicado: enquanto a umidade é essencial para o desenvolvimento da cultura, o excesso pode favorecer a proliferação de doenças”, alerta Luiz.

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No Mato Grosso do Sul, as previsões indicam um período mais seco, acompanhado por temperaturas acima da média, o que pode comprometer o rendimento final da safra. “Temperaturas superiores a 35°C, associadas ao déficit hídrico, podem reduzir a produção de pólen e inviabilizar a fertilização da planta, afetando diretamente a formação dos grãos”, acrescenta o meteorologista.

Diante desse cenário, especialistas recomendam que os produtores acompanhem de perto as previsões meteorológicas e adotem estratégias para minimizar os impactos do clima. “A escolha de híbridos mais resistentes ao calor, um manejo nutricional eficiente e o monitoramento constante da lavoura serão fundamentais para garantir bons resultados nesta safra”, conclui o especialista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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