AGRONEGÓCIO
O que o produtor rural precisa saber sobre a conferência que vai mexer com o campo
Publicado em
9 de novembro de 2025por
Da Redação
Começa nesta segunda-feira (10.11), em Belém (PA), a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30). O evento vai reunir líderes mundiais, cientistas, empresários e representantes do setor produtivo para discutir o futuro do planeta diante das mudanças climáticas. Mas, para além dos discursos ambientais, a conferência promete trazer reflexos concretos para o dia a dia de quem vive do campo, especialmente para quem produz, exporta ou fornece insumos ligados à bioeconomia e ao uso da terra.
Para o homem do campo, a COP30 não é um evento distante nem restrito aos ambientalistas. É um marco que pode mudar a forma de produzir, vender e comprovar a origem do que sai da terra brasileira. A partir de agora, sustentabilidade e documentação caminham juntas. Quem entender isso primeiro, e se preparar, estará melhor posicionado para aproveitar as oportunidades que virão.
Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agronomos de Mato Grosso (Feagro-MT), a COP30 oferece ao agro brasileiro uma grande janela de oportunidade. “Se mostrarmos que nossa produção é cada vez mais eficiente, de baixa emissão e alinhada à conservação, ganhamos acesso a novos mercados e valorização de preço. Mas para isso precisamos de clareza regulatória, crédito adequado e reconhecimento internacional”, defendeu.
“Não podemos tratar a agenda climática como algo que pesa sobre o produtor , ela pode e deve traduzir-se em ganhos concretos para quem planta, cria e exporta. Para o setor rural, o desafio é provar a sustentabilidade com a mesma naturalidade com que entra o sol no campo, sem travar o maquinário da produção”, disse o presidente do IA.
“Enquanto a COP30 define padrões globais, defendemos que o Brasil assuma a liderança negociando condições que preservem nossa competitividade. O homem do campo precisa estar pronto: rastreabilidade, certificação, contrato e logística devem caminhar juntos para que nossa safra não fique fora do jogo”, completou Rezende.
PRA ENTENDER – A COP é o espaço onde se discutem as regras globais para reduzir o impacto das atividades humanas sobre o clima. Desde o Acordo de Paris, assinado em 2015, cada país precisa apresentar metas e comprovar o que tem feito para cortar emissões de gases do efeito estufa. Agora, com a COP30 sendo realizada na Amazônia, o Brasil estará no centro das atenções. A conferência deve consolidar uma nova fase nas exigências ambientais que afetam diretamente o agronegócio e as cadeias de exportação.
A principal transformação esperada é o aumento da cobrança por rastreabilidade e comprovação documental da origem dos produtos. Em outras palavras, não vai bastar dizer que a produção é sustentável, será preciso provar, com papel passado e assinatura reconhecida. Certificados de origem, laudos técnicos, registros de boas práticas agrícolas e documentos de conformidade ambiental tendem a se tornar obrigatórios para exportação, principalmente para países da União Europeia e da América do Norte.
Essas exigências vêm se fortalecendo desde a aprovação do Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), que entra em vigor no final do mês que vem. Ele determina que produtos como soja, carne, madeira, cacau e café só podem entrar no mercado europeu se a empresa comprovar que não houve desmatamento na área de origem — nem legal, nem ilegal. A tendência é que, após a COP30, esse tipo de exigência se amplie para outros setores, incluindo o da bioeconomia amazônica, pescados, óleos vegetais e produtos florestais não madeireiros.
Para o produtor rural, isso significa que a documentação passa a ser o novo passaporte comercial. Cada lote, cada carga e até cada hectare poderão precisar de comprovações detalhadas sobre procedência, sustentabilidade e boas práticas de produção. Quem estiver com o cadastro ambiental rural (CAR) atualizado, licenciamento em dia e certificações reconhecidas por órgãos oficiais sai na frente.
Além disso, a COP30 deve reforçar o elo entre sustentabilidade e formalização. A partir dela, grandes compradores internacionais tendem a incluir cláusulas contratuais que exigem relatórios ambientais, auditorias e certificados emitidos por instituições reconhecidas. Pequenas cooperativas e produtores que trabalham com insumos naturais, como óleos essenciais, manteigas vegetais, mel, castanhas e bioativos, também serão impactados.
Entre os documentos que devem ganhar peso estão:
-
Certificados de origem e rastreabilidade;
-
Laudos de pureza e qualidade;
-
Declarações de conformidade ambiental;
-
Fichas de segurança de produtos (SDS), traduzidas para o idioma do país de destino;
-
Relatórios de sustentabilidade e impacto socioambiental.
A tradução técnica e a padronização desses papéis, hoje vistas como burocracia, vão se tornar etapa obrigatória de quem quiser exportar com segurança. Uma falha em um documento pode travar o embarque ou gerar multas pesadas.
Apesar de parecer mais um obstáculo, esse novo padrão também pode abrir portas. A demanda global por produtos sustentáveis cresce ano a ano, e o Brasil tem potencial para liderar esse mercado — especialmente com o peso da Amazônia e do agronegócio no debate climático. Quem se antecipar às exigências, garantindo rastreabilidade e conformidade, poderá vender com valor agregado e acessar compradores mais exigentes e rentáveis.
Além disso, a COP30 deve impulsionar o financiamento verde, com linhas de crédito e investimentos destinados a quem comprovar práticas sustentáveis, preservação de floresta e redução de emissões.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Biometano impulsiona nova fonte de receita no agronegócio e acelera expansão de usinas no Brasil
Published
23 minutos agoon
26 de maio de 2026By
Da Redação
O aproveitamento de resíduos do agronegócio como fonte de energia renovável está ganhando escala no Brasil e abrindo uma nova frente de monetização para o campo. O biometano produzido a partir de dejetos da suinocultura passa a ser tratado como um ativo estratégico, capaz de gerar energia, fertilizantes e créditos ambientais.
Esse movimento marca o avanço da chamada “terceira safra” do agro, em que resíduos deixam de ser passivos ambientais e passam a compor novas cadeias de valor.
Primeira usina certificada marca avanço do setor na América Latina
Em Campos Novos (SC), foi inaugurada a primeira usina da América Latina dedicada à produção de biometano a partir de dejetos suínos com certificação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. O empreendimento recebeu investimento superior a R$ 60 milhões e é considerado um marco para o setor de bioenergia no país.
O projeto é operado pela H2A Bioenergia e representa a transição do modelo tradicional de gestão de resíduos para uma estrutura de produção energética integrada ao agronegócio.
Modelo integra produtor rural e indústria energética
A proposta da empresa se baseia em um sistema de parceria com o produtor rural. Nesse formato, o produtor fornece a matéria-prima — os dejetos da suinocultura — enquanto a companhia entra com tecnologia, engenharia e gestão operacional.
O resultado é a criação de uma nova fonte de receita no campo, com participação direta do produtor na geração de valor a partir da venda de biometano e de ativos ambientais associados, como créditos de descarbonização.
Segundo a empresa, o modelo reforça a previsibilidade de receita, já que a produção de biometano não depende de condições climáticas, ao contrário das culturas agrícolas tradicionais.
Expansão prevê R$ 2,9 bilhões em investimentos
Com a consolidação do primeiro projeto, a H2A Bioenergia projeta um plano de expansão robusto, estimado em R$ 2,9 bilhões nos próximos cinco anos. A meta é implantar 22 novas usinas no Brasil e em outros países da América Latina.
O avanço deve consolidar um novo polo da indústria energética dentro do agronegócio, ampliando a geração descentralizada de energia renovável e fortalecendo a integração entre produção animal e sustentabilidade.
Novas unidades já estão em desenvolvimento
Após a operação da planta de Campos Novos, a empresa prevê a entrada em funcionamento da unidade de Rio Verde (GO) ainda este ano. Já para 2026, está programada a operação de uma nova usina em Ponta Grossa (PR).
Em Santa Catarina, estado com forte presença da suinocultura, também avançam projetos de licenciamento em municípios estratégicos como Papanduva e Videira. A estratégia é formar polos regionais de produção de biometano a partir do agronegócio, ampliando a eficiência energética e a geração de valor no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Biometano impulsiona nova fonte de receita no agronegócio e acelera expansão de usinas no Brasil
Polícia Civil prende homem por ameaça, lesão corporal e descumprimento de medida protetiva em Cuiabá
Jovem é conduzido por pichar muro de prédio público com apologia à facção criminosa
Sabrina Sato e Nicolas Prattes revelam segredo para manter romance em dia
Posse de 135 agentes comunitários e de combate às endemias marca momento histórico para a saúde de Várzea Grande
CUIABÁ
MATO GROSSO
MT Hemocentro promove capacitação sobre cuidado à pessoa com doença falciforme
O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, deu início, na tarde de segunda-feira (25.5), à capacitação...
Seciteci publica resultado de sorteio das vagas para os cursos técnicos
A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) disponibilizou o resultado do sorteio das vagas para os cursos...
Polícia Militar promove curso de prevenção orientado à violência em Mato Grosso
A Polícia Militar de Mato Grosso realizou, na manhã desta terça-feira (26.5), o primeiro curso de prevenção orientado à violência...
POLÍCIA
Polícia Civil prende homem por ameaça, lesão corporal e descumprimento de medida protetiva em Cuiabá
Um homem envolvido em crimes de ameaça, lesão corporal e descumprimento de medida protetiva teve o mandado de prisão preventiva...
Jovem é conduzido por pichar muro de prédio público com apologia à facção criminosa
Um jovem foi detido pela Polícia Civil em conjunto com a Polícia Militar, cometendo ato de vandalismo em um prédio...
Polícia Militar promove curso de prevenção orientado à violência em Mato Grosso
A Polícia Militar de Mato Grosso realizou, na manhã desta terça-feira (26.5), o primeiro curso de prevenção orientado à violência...
FAMOSOS
Sabrina Sato e Nicolas Prattes revelam segredo para manter romance em dia
A apresentadora Sabrina Sato, de 45 anos, e o ator Nicolas Prattes, de 29, entraram no clima do Dia dos...
Lore Improta e Léo Santana celebram nascimento de Levi, segundo filho do casal
A dançarina e influenciadora Lore Improta, de 32 anos, e o cantor Léo Santana, de 38, anunciaram nesta terça-feira (26),...
Clara, filha de Graciele Lacerda e Zezé posa cheia de encanto na fazenda dos pais: ‘Fofa’
Graciele Lacerda usou as redes sociais nesta segunda-feira (25), para compartilhar novos momentos em família ao lado da filha, Clara,...
ESPORTES
Bragantino goleia o Vasco em São Januário
O Red Bull Bragantino foi superior em São Januário e derrotou o Vasco por 3 a 0 na noite deste...
Corinthians vence o Atlético-MG com gol no fim e ganha fôlego na tabela
O Corinthians conquistou uma vitória importante na noite deste domingo ao derrotar o Atlético-MG por 1 a 0, na Neo...
Athletico vira sobre o Remo no Mangueirão e assume o quarto lugar no Brasileirão
O Athletico-PR conquistou uma vitória importante fora de casa neste domingo ao derrotar o Remo por 2 a 1, no...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Sinop6 dias agoSinop participa da Marcha Nacional dos Prefeitos e debate impactos da Reforma Tributária
-
Sorriso4 dias agoMaio Laranja pauta Ações Comunitárias
-
OPINIÃO5 dias agoCredibilidade não se negocia
-
Sorriso4 dias agoPadaria Artesanal segue mostrando que fazer pão pode ser mais simples do que se imagina




