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O poder do boro para a produtividade na safrinha de milho

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A cultura de milho ocupa posição de destaque entre as atividades agrícolas do país, sendo a segunda mais plantada, perdendo apenas para a soja. Importante fonte de renda para agricultores e agroindústrias, o milho compõe parcela predominante das rações, sendo matéria-prima para criadores de aves, suínos, bovinos e outros animais.

Produzido no país inteiro, o cultivo do milho se caracteriza em duas épocas de plantio, o plantio de verão, ou primeira safra, que é realizado na época tradicional, durante o período chuvoso, e, mais recentemente, tem aumentado a produção na safrinha ou segunda safra.

A safrinha é o milho de sequeiro, plantado extemporaneamente, em fevereiro ou março, quase sempre depois da soja precoce, predominantemente na região Centro-Oeste e nos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais.

Mas, como todo agricultor sabe, a produtividade na safrinha de milho depende de uma série de fatores, desde o clima, até a qualidade do solo, por isso a importância do preparo do solo antes da plantação.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), empresa pública, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o milho safrinha cultivado no período de janeiro a abril, possui algumas características peculiares e a nutrição adequada é uma delas, sendo o boro, um importante nutriente para a polinização e desenvolvimento de frutos e essencial para a absorção e uso do cálcio. E a falta do boro no solo pode causar redução significativa em termos de produção, uma vez que a gema terminal poderá morrer ou, então, baixa germinação do grão de pólen e o não desenvolvimento do tubo polínico.

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E, sempre pensando na importância em auxiliar o agricultor, a MaxiSolo – divisão de nutrição vegetal da SulGesso, desenvolveu o SulfaBor. Com tecnologia 100% nacional, o SulfaBor é um fertilizante mineral misto, composto por uma fonte de liberação rápida de boro e outra de liberação gradual.

Esse método com liberação rápida e gradual é a chave do sucesso do produto, pois oferece maior eficiência e menores perdas para o produtor.

Mas afinal, por que o boro é tão importante?

O boro é um micronutriente fundamental para um pleno desenvolvimento vegetal e a sua ausência pode ocasionar sérias reduções na produtividade. O boro é fundamental na formação de novos tecidos, melhora a absorção de água e nutrientes, ajuda na formação dos grãos de milho, contribui para o desenvolvimento adequado das raízes e do sistema reprodutivo da planta, além de ajudar na absorção de outros nutrientes como o cálcio e o magnésio. E, ainda, fortalece o sistema imunológico das plantas.

Para uma boa produtividade na safrinha de milho aplique o SulfaBor via solo logo no início do plantio. O SulfaBor é um fertilizante mineral fonte de boro, cálcio e enxofre no mesmo grânulo. Com duas velocidades de liberação, o SulfaBor neutraliza o alumínio do solo, e possui uma formulação balanceada para melhorar a produção.

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Potencialize a sua produção aumentando o número, qualidade e o tamanho dos grãos em cada planta. Aplique SulfaBor na sua safrinha de milho.

Produtividade avaliada pela Embrapa

Até o momento já foram realizadas duas safras de milho avaliando o desempenho agronômico do SulfaBor na cultura do milho com a Embrapa Soja (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), do município de Londrina obtendo resultados para o melhor posicionamento técnico do fertilizante.

Para se ter uma ideia, no milho o aumento da produtividade chegou a 10,91 sacas/hectare, em média, especialmente em propriedades do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Fonte: AgroUrbano Hub Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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