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Mercado brasileiro de milho deve iniciar semana com poucos negócios

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A comercialização doméstica deve continuar lenta, com impasse em relação aos preços entre compradores e vendedores. No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago opera em baixa. O dólar, por sua vez, cai frente ao real.

O mercado brasileiro de milho registrou preços pouco alterados ao produtor na última sexta-feira. No porto, o mercado esteve mais fraco e com pouco movimento vendedor diante de cotações pressionadas. A lentidão que foi vista em toda a semana também foi observada nesta sexta-feira.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 64,00/69,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 60,50/65,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 50,00/53,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 57,50/59,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 62,00/64,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 63,00/65,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 56,00/58,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 48,00/R$ 50,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 40,50/43,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO
  • Os contratos com entrega em dezembro de 2023 operam com baixa de 1,75 centavos, ou 0,36%, cotados a US$ 4,79 por bushel.
  • O mercado acompanha o baixo desempenho do petróleo em Nova York. O cereal também é influenciado negativamente pelo vizinho trigo, com o maior escoamento de grãos no Mar Negro aliviando as preocupações com a oferta global apertada.
  • De acordo com a Reuters, na sexta-feira (27), quatro navios deixaram os portos ucranianos do Mar Negro, na região de Odesa, enquanto o transporte através de um novo corredor de exportação era retomado após uma pausa de três dias, disse a consultoria independente do setor de transportes STC. O ministro ucraniano da Infraestrutura, Oleksandr Kubrakov, disse mais tarde que os navios transportavam quase 130 mil toneladas de grãos.
  • Sexta-feira (27), os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 4,80 3/4 por bushel, avanço de 1,50 centavo de dólar, ou 0,31%, em relação ao fechamento anterior. A posição março de 2024 fechou a sessão a US$ 4,95 1/4 por bushel, alta de 2,00 centavos de dólar, ou 0,40%, em relação ao fechamento anterior.
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CÂMBIO
  • O dólar comercial registra baixa de 0,45% a R$ 4,9896. O Dollar Index registra desvalorização de 0,26% a 106,28 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
  • As principais bolsas da Ásia fecharam mistas. Xangai, + 0,12%. Japão, -0,95%.
  • As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris, + 0,59%. Frankfurt, + 0,38%. Londres, + 0,80%.
  • O petróleo opera em baixa. Dezembro do WTI em NY: US$ 84,30 o barril (-1,44%).
AGENDA
    • Alemanha: A leitura preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) de terceiro trimestre de 2023 será publicada às 4h pelo Destatis.
    • A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga, às 8h, o IGP-M de outubro.
    • O Banco Central divulga, às 8h30, o Relatório Focus com as previsões do mercado para a economia.
    • Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12h.
    • O Ministério do Trabalho divulga o Caged de setembro, às 14h.
    • Relatório de evolução e condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 17h.
  • Terça-feira (31/10)
    • Japão: A taxa de desemprego de setembro será publicada na noite anterior pelo departamento de estatísticas.
    • Japão: A produção industrial de setembro será publicada na noite anterior pelo ministério da Economia, Comércio e Indústria.
    • Japão: A decisão de política monetária será publicada na noite anterior pelo BOJ.
    • Eurozona: O índice de preços ao consumidor de outubro será publicado às 7h pelo Eurostat.
    • Eurozona: A leitura preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre de 2023 será publicada às 7h pela Eurostat.
    • O IBGE divulga, às 9h, a PNAD Contínua Mensal de setembro.
    • Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.
  • Quarta-feira (1/11)
    • O IBGE divulga, às 9h, a Pesquisa Industrial Mensal: Produção física de setembro.
    • EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30 pelo Departamento de Energia (DoE).
    • O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria. do Comércio e Serviços divulga, às 15h, a balança de outubro.
    • EUA: O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) divulga decisão de política monetária e projeções econômicas após reunião às 15h.
    • Segundo dia de reunião do Copom e divulgação da taxa Selic.
  • Quinta-feira (2/11)
    • Alemanha: A taxa de desemprego de setembro será publicada às 5h55 pelo Destatis.
    • Reino Unido: A decisão de política monetária será publicada às 9h pelo Banco da Inglaterra.
    • Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30.
    • Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
    • Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
    • Dados sobre o desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
  • Sexta-feira (3/11)
    • Alemanha: O resultado da balança comercial de setembro será publicado às 4h pelo Destatis.
    • Eurozona: A taxa de desemprego de setembro será publicada às 7h pela Eurostat.
    • EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego referentes a outubro serão publicados às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.
    • O Imea divulga relatório sobre a evolução das lavouras no Mato Grosso.
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Fonte: Agência SAFRAS

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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