AGRONEGÓCIO
Casal de Nova Lima investe na kombucha, mirando mercado em expansão
Publicado em
25 de abril de 2024por
Da RedaçãoO tamanho do mercado mundial da kombucha deverá crescer de US$ 2,71 bilhões em 2023 para US$ 4,26 bilhões até 2028, conforme relatório divulgado pelo Congresso Online de Gestão, Educação e Promoção da Saúde (Convibra). Um dos motivos para a alta promissora é que os consumidores estão cada vez mais em busca de um estilo de vida saudável. E foi exatamente isso que o casal Veruska Célia Gontijo Pereira e Marcelo de Almeida Cunha Ferreira queria quando se mudou para Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Nessa busca, conheceram a kombucha, um chá fermentado, levemente adocicado, cujos estudos apontam para propriedades antioxidantes, atividade antimicrobiana, sendo aliada na proteção do organismo contra doenças. Eles se encantaram com o universo da bebida e decidiram começar a fabricar, em casa mesmo, primeiro para consumo próprio. Mas não demorou para chegarem os pedidos.
“Percebemos que havia um mercado. As pessoas foram pedindo e pra gente expandir tinha que ter a fábrica legalizada. Fizemos isso porque queremos mostrar um pouco mais desse nosso propósito de levar saúde para outras pessoas”, comenta Marcelo Ferreira.
Foi nesse momento que a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) entrou nessa história. Além de produzirem parte dos insumos que usam na fabricação da kombucha, o casal faz questão de adquirir de agricultores da região as demais matérias-primas, como capim limão, tomate selvagem, limão, gengibre e outros itens que entram na composição da bebida, para dar sabor. “A Emater se alinha muito com a gente. O propósito da empresa aqui na região é fomentar produtores, novos produtos, agregar e consolidar a rede de fornecedores”, comenta o empreendedor.
Segundo o técnico local da Emater-MG, Glaidson Guerra, a empresa pública além de prestar orientações técnicas para uma produção agropecuária mais eficiente, trabalha também a inclusão produtiva, a abertura de novos mercados e a conexão entre os produtores rurais, fomentando assim toda economia local.
A parceria com a Ponto Eko, nome da marca da bebida, escolhida pelo casal, também se dá na orientação para as boas práticas de fabricação. Conforme a técnica de bem-estar social da Emater-MG, Ediene Letícia da Fonseca, por ser um produto que não passa por nenhum processo de fervura ou pasteurização, é extremamente importante que os consumidores observem se o fabricante está devidamente regulamentado, fiscalizado pelo Ministério da Agricultura, para garantia da qualidade da bebida.
Expansão
Atualmente a Ponto Eko produz cerca de 250 litros de kombucha por mês, a meta é mais que triplicar esse volume em breve, até atingir a capacidade instalada da fábrica de mil litros por mês. “Existe um consumo mundial que tem crescido na ordem de 10% a 15% ao ano, o consumo brasileiro está numa fase quase exponencial. O Brasil é o segundo país do mundo em número de marcas de kombucha e a gente acha isso bom, porque temos a possibilidade de levar a nossa marca, nosso jeito, nossos insumos, para as pessoas que vão valorizar isso”, reforça o produtor.
Ao todo, a empresa fornece seis sabores de kombucha: hibisco com gengibre, maracujá com capim limão, limão com alfavaca e capim limão, ameixa com especiarias, abacaxi com pimenta caiena e maçã com tomate selvagem. Quem cuida desta parte da produção é a Veruska, que faz toda a alquimia para chegar a esses sabores.
“Um dos diferenciais que a gente tem se proposto, além de primar pela qualidade da matéria-prima, vinda de agricultores locais, é um menor uso de açúcar. A Ponto Eko nasceu na pandemia e nós fomos vendo o quanto que o consumo da kombucha ajudava neste momento, no fortalecimento da imunidade. Nosso propósito é justamente ajudar no ecossistema humano, aí estamos pensando na natureza, nas plantas, nos animais, nos profissionais que estão com a gente, nos fornecedores, nos clientes, e toda essa integração de saúde”, finaliza.
Fonte: Assessoria de Comunicação – Emater-MG
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mato Grosso deve ampliar produção de etanol em 16% na safra 2026/27 e reforça liderança nacional em biocombustíveis
Published
2 horas agoon
25 de maio de 2026By
Da Redação
Mato Grosso deve consolidar ainda mais sua posição estratégica no setor brasileiro de biocombustíveis na safra 2026/27. Projeção divulgada pelo Bioind-MT, com elaboração do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta crescimento de 16,08% na produção estadual de etanol, que poderá atingir 8,44 milhões de metros cúbicos no próximo ciclo.
O avanço será liderado principalmente pelo etanol de milho, segmento em que Mato Grosso já responde por 62% da produção nacional de etanol de cereais. O crescimento também será sustentado pela entrada de novas plantas industriais e pela ampliação da moagem de milho destinada à produção de biocombustíveis.
Segundo o presidente do Bioind-MT e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o setor ganha importância crescente na matriz energética brasileira e no processo de descarbonização dos transportes.
“O avanço do etanol de milho fortalece a segurança energética e amplia o papel estratégico do Brasil na oferta de combustíveis renováveis, inclusive para setores como aviação e navegação marítima”, afirma.
Produção de etanol de milho deve crescer quase 19%
Antes mesmo da safra 2026/27, Mato Grosso já deve encerrar o ciclo 2025/26 com forte expansão na produção de etanol. A estimativa aponta crescimento de 8,52%, alcançando 7,27 milhões de metros cúbicos, enquanto a produção nacional deverá ficar praticamente estável, com leve alta de 0,22%.
Com esse desempenho, o estado mantém a segunda posição no ranking brasileiro de produção de etanol, atrás apenas de São Paulo.
Na safra atual, a produção de etanol de milho deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos, avanço de 9,89% em relação ao ciclo anterior. Já o etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos, com crescimento mais moderado de 1,37%.
Para 2026/27, a expectativa é de aceleração ainda maior no segmento de milho. A produção deverá subir 18,67%, alcançando 7,33 milhões de metros cúbicos. O etanol de cana, por sua vez, deve crescer 1,42%, chegando a 1,11 milhão de metros cúbicos.
O levantamento também mostra expansão significativa da moagem de milho para etanol. O volume processado deve atingir 13,81 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 10,45%. Já para 2026/27, a projeção é de crescimento de 18,52%, totalizando 16,36 milhões de toneladas.
A entrada de duas novas plantas industriais no estado aparece como um dos principais fatores de impulso para o setor.
Cadeia de coprodutos amplia relevância econômica
Além do combustível, a indústria de etanol de milho segue fortalecendo a produção de coprodutos utilizados principalmente na nutrição animal e na indústria de alimentos.
A produção de DDG e DDGS — coprodutos proteicos derivados do processamento do milho — deverá crescer 16,14% na safra 2026/27, chegando a 3,41 milhões de toneladas.
Já a produção de óleo de milho deve avançar 12,9%, alcançando 338,9 mil toneladas.
No segmento sucroenergético, a moagem de cana-de-açúcar deverá permanecer praticamente estável no próximo ciclo, com previsão de 18,61 milhões de toneladas, alta de 0,39%.
A produção de açúcar, por outro lado, poderá registrar leve retração de 1,42%, ficando em 579,7 mil toneladas.
Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, o setor vem ampliando sua participação em diferentes segmentos da economia.
“A cadeia de bioenergia em Mato Grosso amplia sua relevância na produção de combustíveis renováveis, coprodutos para nutrição animal, óleo vegetal, bioenergia e créditos de descarbonização”, destaca.
Mato Grosso pode dobrar produção até 2033
As projeções de longo prazo indicam continuidade do forte crescimento da indústria de biocombustíveis no estado.
Segundo o levantamento, Mato Grosso poderá alcançar produção de 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34 — mais que o dobro do volume estimado para o ciclo atual.
O estudo também destaca os impactos ambientais positivos da cadeia de bioenergia. Desde o início do programa de Créditos de Descarbonização (CBIOs), o setor já contribuiu para mitigação equivalente a 189,64 milhões de toneladas de CO₂, sendo 40,06 milhões de toneladas apenas em 2025.
Além da relevância energética e ambiental, a cadeia produtiva do etanol em Mato Grosso também amplia sua importância econômica e social. Atualmente, o setor gera mais de 12 mil empregos diretos e movimenta arrecadação superior a R$ 2,5 bilhões em ICMS no estado.

Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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