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O papel transformador do café no “novo” mundo corporativo

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Depois de anos entre reuniões online e outras ferramentas do trabalho remoto, existe agora um movimento gradual de retomada da rotina presencial, pelo menos é o que constata diversos estudos.

No Brasil, de junho de 2022 a janeiro de 2023, 67% dos colaboradores trabalhavam todos os dias no escritório e 32% seguiram com o modelo híbrido. Desse último grupo, 27% têm uma rotina com três ou mais dias no escritório e 5% vão apenas 1 ou 2 dias para as sedes de suas companhias. É o que constatou o estudo encomendado pela Nespresso Professional para a Kantar Global, que ouviu mais de 400 empresas de pequeno, médio e grande porte no país.

A volta ao trabalho presencial no pós-pandemia ainda é um assunto muito debatido entre executivos C-Levels e RHs, principalmente para a criação de estratégias de employee experience, que visa oferecer boas experiências aos colaboradores.

Como gerente de marketing de Nespresso Professional, estou sempre conversando com os líderes e gestores de grandes corporações e posso afirmar que o café, bebida tão famosa e querida entre os brasileiros, desempenha um papel crucial não apenas na produtividade e bem-estar dos funcionários, mas também na retenção e atração de talentos, principalmente nessa retomada.

O café como facilitador de interações e networking

Café é conexão. Seja em casa ou no escritório, o café é uma ferramenta poderosa para promover interações entre indivíduos. As pausas para a bebida muitas vezes são momentos de descontração, onde as pessoas se reúnem, trocam ideias e estabelecem conexões além das fronteiras de suas tarefas diárias. No ambiente corporativo, esses encontros informais muitas vezes geram inovação e colaboração, aumentando o senso de comunidade na organização.

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Cultura empresarial e o café como elo

Tenho ouvido muito do mercado que um dos principais motivadores ao retorno do trabalho presencial tem sido o desafio de transmitir a cultura empresarial no formato 100% home office. A vivência das pessoas em conjunto é fundamental para absorver e propagar essa cultura, e o café se torna o elo, ou melhor, ele se transforma em um motor de socialização que gera um ambiente propício para compartilhar valores, ideias e fortalecer os laços entre os colaboradores.

Café de Qualidade

Pesquisas recentes mostram que os brasileiros consomem mais café durante o trabalho. De acordo com levantamento da ABIC, em parceria com o Instituto Axxus, que entrevistou 4.200 pessoas de diferentes classes sociais, faixas etárias e regiões do país, 61% dos participantes que tomam café possuem este hábito para melhorar o humor e a disposição, já 35% atribuem o café como um momento de socialização entre pessoas.

Dessa maneira, fica evidente a importância de oferecer um café de alta qualidade dentro das organizações. Pois, quando a empresa se preocupa em disponibilizar o melhor em termos de café, reconhece e respeita a importância cultural dessa bebida para os brasileiros, além de demonstrar não apenas cuidado com o bem-estar, mas também um diferencial de benefício que influencia na satisfação dos colaboradores.

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Importante ressaltar que os momentos de pausas para o café se tornaram mais frequentes e percebidos como fator de engajamento para o colaborador com relação a empresa, por isso a importância de inovar os respectivos espaços físicos das organizações.

Elemento de atração e retenção de talentos

Ao considerar ofertas de emprego, os benefícios e as comodidades oferecidas por uma empresa têm um peso significativo. A presença de café de qualidade no local de trabalho pode ser um diferencial. Para muitos profissionais, a disponibilidade de café fresco e saboroso torna-se um fator atrativo ao considerar oportunidades de emprego. Além disso, para os colaboradores atuais, a presença desse benefício pode contribuir para sua satisfação no trabalho, o que, por sua vez, influencia na sua decisão de permanecer na empresa.

Empresas que investem no bem-estar são as que possuem maior satisfação de seus colaboradores e medidas que parecem pequenas, como ter um espaço de café com bebida de qualidade, contribuem para a produtividade dos mesmos e crescimento da organização, já que eles se sentem mais motivados e dispostos. Não subestime o poder de uma boa xícara de café, seu impacto vai muito além do aroma e do sabor. Café proporciona experiência.

Demer Santos, Gerente de Marketing de Nespresso Professional

Fonte: Weber Shandwick

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do leite ao produtor sobe 10,5% em março com oferta restrita e maior disputa entre laticínios, aponta Cepea

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O mercado de leite iniciou 2026 com forte movimento de recuperação nos preços ao produtor. Em março, o valor pago pelo litro avançou 10,5% frente a fevereiro, marcando o terceiro mês consecutivo de alta, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

Com o avanço, a chamada “Média Brasil” atingiu R$ 2,3924 por litro. Apesar da reação, o valor ainda permanece 18,7% abaixo do registrado em março de 2025, considerando os dados corrigidos pela inflação.

No acumulado do primeiro trimestre, o aumento chega a 17,6%, com média de R$ 2,2038/litro — ainda 23,6% inferior ao mesmo período do ano passado, evidenciando que o setor segue em processo de recomposição.

Oferta limitada impulsiona preços no campo

A principal força por trás da alta é a restrição na oferta de leite cru. A menor disponibilidade intensificou a concorrência entre laticínios pela matéria-prima, elevando os preços pagos ao produtor.

O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) recuou 3,9% de fevereiro para março na Média Brasil, acumulando queda de 11,1% no primeiro trimestre. Esse movimento reflete fatores sazonais, como a piora das pastagens, além do aumento dos custos com alimentação animal.

Outro ponto relevante é a postura mais cautelosa do produtor. Após margens apertadas ao longo de 2025, muitos reduziram investimentos, impactando diretamente o nível de produção.

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Custos seguem pressionando a atividade

Mesmo com a valorização do leite, os custos continuam em trajetória de alta. O Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 0,46% em março, acumulando avanço de 2,11% nos três primeiros meses do ano.

Esse cenário mantém a rentabilidade do produtor ainda pressionada, limitando uma recuperação mais consistente da atividade no curto prazo.

Derivados disparam, mas mercado mostra desaceleração

A menor oferta de matéria-prima também impactou a indústria, restringindo a produção de derivados e elevando os preços no atacado.

Em março:

  • O leite UHT registrou alta de 18,3%
  • A muçarela subiu 6,1%

Os preços seguiram firmes até a primeira quinzena de abril. No entanto, a partir da segunda metade do mês, o mercado começou a mostrar sinais de enfraquecimento, com negociações mais lentas e resistência por parte do consumo.

Importações avançam e limitam altas

Outro fator relevante é o crescimento das importações. Em março, houve aumento de 33% nas compras externas. No acumulado do trimestre, o volume chegou a 604 milhões de litros em equivalente leite, praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025 (-0,9%).

Esse movimento contribui para equilibrar a oferta interna e tende a limitar pressões mais intensas de alta nos preços domésticos.

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Perspectivas: alta perde força a partir de maio

A expectativa do mercado é de continuidade da valorização no curto prazo, especialmente em abril. Contudo, o ritmo de alta deve desacelerar a partir de maio.

Entre os principais fatores estão:

  • Resistência do consumidor aos preços mais elevados nas gôndolas
  • Manutenção de importações em níveis elevados
  • Possível reação gradual da produção

Diante desse cenário, a indústria tende a adotar uma postura mais cautelosa nos repasses ao produtor entre maio e junho.

Impacto para o agronegócio

O comportamento do mercado de leite reforça um cenário típico de ajuste entre oferta e demanda. Para o produtor, o momento é de recuperação parcial de preços, mas ainda com desafios relevantes em custos e rentabilidade.

Já para a cadeia como um todo, o equilíbrio dependerá da evolução do consumo interno, da dinâmica das importações e da capacidade de retomada da produção nos próximos meses.

Resumo: a alta do leite em março reflete um mercado com oferta restrita e custos elevados, mas o avanço dos preços começa a encontrar limites no consumo e na entrada de produto importado, sinalizando um cenário de maior equilíbrio nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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