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O Boletim do Leite do Cepea de março está disponível em nosso site!

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Preço ao produtor avança 4,5% em janeiro, e tendência altista deve permanecer no 1° tri

O preço do leite captado em janeiro seguiu em alta pelo terceiro mês consecutivo e chegou a R$ 2,1347/litro na “Média Brasil”, conforme dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Este valor é 4,5% maior que o de dezembro/23, mas 23,3% menor que o de janeiro/23, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de janeiro/24).

Derivados seguem valorizados em fevereiro

Pesquisa do Cepea, realizada em parceria com a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), mostra que as cotações médias do leite UHT, da muçarela e do leite em pó fracionado (400g) – todos negociados no atacado de São Paulo – foram de R$ 3,97/litro, R$ de 28,30/kg e de R$ 28,16/kg, respectivamente, em fevereiro. Em comparação com janeiro, os preços subiram 1,28%, 1,22% e 3,95%, em termos reais, nessa mesma ordem.

Importações recuam, enquanto exportações mais que dobram

As importações brasileiras de derivados lácteos continuaram em queda em fevereiro, ao passo que as vendas externas mais que dobraram. Esse cenário resultou em redução no déficit da balança comercial em fevereiro.

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Apesar da desvalorização dos grãos, custos seguem estáveis em fevereiro

Em fevereiro, o Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira se manteve estável na “média Brasil” – formada pelas bacias leiteiras de BA, GO, MG, SC, SP, PR e RS. O resultado reflete a desvalorização da ração, mas também o encarecimento de outros insumos.

Confira o Boletim do Leite

Fonte: CEPEA

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Lideranças alertam que crédito recorde é ineficiente sem juros menores e seguro rural

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O anúncio do Plano Safra 2026/27, marcado para a próxima terça-feira (30.06), chega ao produtor rural em meio a um clima de ceticismo. Enquanto o governo federal projeta um volume recorde entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões, as lideranças do setor alertam que, em um cenário de juros elevados e margens de lucro espremidas, o montante nominal importa menos do que a efetividade das taxas de equalização. O que o campo busca não é apenas liquidez, mas uma estratégia de sobrevivência que contemple o endividamento acumulado nos últimos ciclos.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o plano precisa ir além do anúncio de “recordes” orçamentários. A crítica central das bancadas é que o governo carece de uma visão estrutural de longo prazo: enquanto o custo de capital subiu, a subvenção ao seguro rural foi tratada como variável de ajuste orçamentário. Sem proteção contra intempéries, o crédito acaba financiando o risco, e não a produtividade, perpetuando o ciclo de inadimplência que já preocupa o Banco Central.

A Aprosoja Mato Grosso ecoa o descontentamento com a falta de previsibilidade. Para a entidade, de nada adianta um volume robusto se as linhas de investimento — essenciais para armazenagem e modernização — permanecerem travadas ou de difícil acesso para o médio produtor. O setor produtivo aponta que a paridade de importação e os custos de produção em patamares históricos exigem que o Plano Safra seja, antes de tudo, um instrumento de competitividade internacional, e não uma peça de marketing político que ignora a realidade técnica das fazendas.

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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), o setor está diante de uma encruzilhada. “O governo insiste em focar no volume total de crédito como se isso, por si só, garantisse a estabilidade da safra, mas esquece que o custo desse dinheiro tornou-se proibitivo para grande parte dos produtores. Não precisamos de um recorde de bilhões disponíveis se as taxas de juros não forem condizentes com a realidade de um setor que, nos últimos dois anos, foi duramente atingido por quebras climáticas sucessivas e pela volatilidade dos preços internacionais. O produtor hoje precisa de fôlego, não de novos passivos impagáveis”, afirmou Rezende.

“O agronegócio não pode ser tratado como um setor auxiliar que recebe atenção apenas quando a balança comercial precisa de socorro. Precisamos que o Plano Safra 2026/27 venha acompanhado de uma política clara de renegociação de dívidas e de um comprometimento real com o Seguro Rural. Sem isso, estamos apenas postergando um colapso financeiro que vai atingir desde o pequeno produtor até a economia das cidades que dependem diretamente do sucesso da nossa safra”, disse Isan.

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“A nossa expectativa é de que, no dia 30, o anúncio não seja apenas um conjunto de números desenhado pela Fazenda para cumprir calendário. Queremos ver, de fato, a implementação de uma estratégia que proteja a nossa capacidade de investimento. Se o governo continuar tratando a equalização como um gasto primário e não como o investimento estratégico que é, estaremos condenando o próximo ciclo a uma estagnação perigosa. O agronegócio é o motor que mantém o Brasil respirando, e ele exige o respeito de ser tratado com política econômica técnica, e não com medidas paliativas que não resolvem o gargalo do custo do crédito na ponta”, concluiu o presidente do Instituto do Agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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