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Nutrição eficiente melhora ganhos na rentabilidade do canavial

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Os desafios para a obtenção de maiores margens de rentabilidade na operação agrícola aumentam a cada safra, sobretudo no setor sucroenergético, um dos mais competitivos do país. De acordo com o 1º levantamento da safra de cana-de-açúcar 2022/2023 elaborado pelo Conab – Companhia Nacional de Abastecimento, divulgado em maio deste ano, a produtividade nacional será em média 3,2% superior à da safra 2021/22, com um aumento da produção de 1,9%, num total de 596,1 milhões de toneladas, apesar da redução da área colhida de 1,3%.

Tal crescimento, aponta o relatório, é resultado de um clima mais favorável que o ocorrido no último ciclo, além de estar condicionado em boa medida às melhorias do sistema de manejo, melhores práticas agrícolas e adesão a novas tecnologias em quase todos os estados produtores que tiveram os melhores resultados.

Pressionado pelo preço dos principais insumos, o produtor sucroalcooleiro precisa, portanto, ser cada vez mais eficiente visando alcançar o melhor potencial produtivo da cultura e, com isso, reduzir seus custos de produção. Assim, ao tratar de temas como produtividade e rentabilidade do canavial, é preciso também compreender as etapas do desenvolvimento da cultura com o objetivo de adotar a melhor prática de manejo para cada fase.

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Ao longo de seu crescimento vegetativo, a cana-de-açúcar atinge o máximo de área foliar, apresentando um crescimento mais rápido e vigoroso em termos de biomassa. Na região Centro-Sul, por exemplo, que abrange dez estados brasileiros e é a maior do país em produção, com cerca de 539,5 milhões de toneladas, a cana apresenta, entre os meses de outubro a fevereiro, o seu maior crescimento percentual de TCH. Nesse período, as canas precoces, médias e tardias podem acumular mais de 70% de toda a biomassa (TCH) colhida. Ao mesmo passo, a demanda por nutrientes é maior nesse momento, acompanhando a extração da cultura conforme seu crescimento.

Nesse contexto, a nutrição mineral de plantas, de forma equilibrada na fase vegetativa da cana-de-açúcar, torna-se uma aliada imprescindível para potencializar os ganhos durante o período de máximo crescimento. Nesse estágio de desenvolvimento, a cultura centraliza seu metabolismo na produção de fotoassimilados, destinando boa parte de seu saldo energético para o crescimento e o desenvolvimento de folhas e colmos. Todos esses processos fisiológicos são dependentes do adequado balanço nutricional da planta, e o fornecimento de nutrientes nessa fase contribui para o aumento de TCH.

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Nesse sentido, o mercado de nutrição foliar já apresenta opções diversificadas para fornecer de maneira balanceada todos os nutrientes necessários ao longo do ciclo de desenvolvimento da cana. No entanto, é necessário sempre estar atento às tecnologias disponíveis, pois a exigência nutricional nesse período é acelerada e é preciso entregar nutrientes disponíveis para a planta, em formulações que aumentem a eficiência de absorção e aproveitamento nos processos fisiológicos.

Nutrientes como zinco, cobre e manganês são fundamentais no processo fotossintético do vegetal. O boro atua no metabolismo de carboidratos e tem funções estruturais na planta. O aporte de nitrogênio potencializa o ganho de biomassa nessa fase. O molibdênio, por sua vez, quando aplicado durante o período vegetativo, é um micronutriente essencial para o metabolismo do nitrogênio, potencializando sua eficiência.

Com a cana-de-açúcar figurando entre os principais cultivos do Brasil, de grande importância econômica e social, a adoção de tecnologias que tragam maior produtividade é fundamental para o produtor, que busca obter maior eficiência operacional e, consequentemente, aumento de sua rentabilidade.

Evandro Marques Ferronato é engenheiro-agrônomo e Coordenador de Desenvolvimento Técnico de Mercado na Ubyfol.

Fonte: Ubyfol

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bolsas globais operam com cautela, Ibovespa busca realização de lucros e investidores acompanham tecnologia, commodities e agenda econômica

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Os mercados financeiros iniciaram a semana em clima de cautela. As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta segunda-feira (6) sem uma direção definida, enquanto os mercados europeus operam com oscilações moderadas e os índices futuros norte-americanos apontam leve recuperação após o feriado da Independência dos Estados Unidos.

No Brasil, o mercado acompanha uma abertura marcada por realização de lucros após a forte valorização registrada na última sexta-feira, em um ambiente ainda influenciado pelo comportamento das commodities, pela expectativa em relação aos próximos indicadores econômicos e pelas perspectivas para a política monetária global.

Ásia fecha mista com investidores atentos ao setor de tecnologia

Na Ásia, os investidores reduziram a exposição às empresas de tecnologia, principalmente aquelas ligadas à infraestrutura de inteligência artificial, diante das dúvidas sobre o retorno dos elevados investimentos realizados pelo setor.

Na China, o índice de Xangai (SSEC) encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,06%, enquanto o CSI 300 permaneceu inalterado. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,14%, impulsionado por medidas regulatórias destinadas a facilitar o refinanciamento das empresas listadas e estimular o mercado de capitais.

O governo chinês também colocou em vigor novas regras para negociação de ações no mercado ChiNext, de Shenzhen, fortalecendo mecanismos de formação de mercado e ampliando a liquidez.

O movimento favoreceu principalmente ações dos setores de energia, agricultura, bancos, materiais básicos e bens de consumo, enquanto empresas de tecnologia, robótica, baterias e satélites passaram por uma realização de lucros após meses de forte valorização.

Entre os principais índices asiáticos:

  • Japão (Nikkei): -0,01%;
  • China (Xangai): -0,06%;
  • CSI 300: estável;
  • Hong Kong (Hang Seng): +1,14%;
  • Coreia do Sul (Kospi): -0,46%;
  • Taiwan (Taiex): -0,48%;
  • Singapura (Straits Times): +0,30%;
  • Austrália (S&P/ASX 200): -0,15%.
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Europa inicia semana com variações moderadas

Na Europa, os principais índices operam próximos da estabilidade, refletindo a expectativa pela temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos, além do acompanhamento das perspectivas para os juros americanos e da queda dos preços internacionais do petróleo após o aumento da produção anunciado pela Opep+.

O mercado europeu também monitora indicadores econômicos da Zona do Euro, especialmente dados de atividade e inflação, que poderão influenciar as próximas decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

Wall Street retorna do feriado com foco em dados econômicos

Após o feriado prolongado da Independência, os investidores voltam suas atenções para os Estados Unidos acompanhando indicadores de atividade econômica, mercado de trabalho e serviços, além do início da temporada de divulgação dos resultados corporativos do segundo trimestre.

O mercado também observa atentamente qualquer sinal do Federal Reserve (Fed) sobre o ritmo dos próximos cortes nas taxas de juros, fator que continua sendo um dos principais direcionadores dos ativos globais.

Ibovespa inicia semana em realização de lucros

No mercado brasileiro, o Ibovespa Futuro abriu em queda, refletindo um movimento natural de realização de lucros após o índice à vista alcançar o maior fechamento em aproximadamente um mês no encerramento da última semana.

O ambiente continua sendo influenciado pelo comportamento das commodities, especialmente minério de ferro e petróleo, além das expectativas em torno da trajetória da taxa Selic e dos indicadores econômicos previstos para os próximos dias.

Entre os destaques da agenda estão:

  • Relatório Focus;
  • Balança comercial brasileira;
  • Indicadores de atividade na Europa;
  • PMI de serviços dos Estados Unidos.

O dólar comercial iniciou o dia em leve valorização frente ao real, enquanto a curva de juros apresenta comportamento relativamente estável, com pequenas oscilações nos vencimentos mais longos.

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Vale, Petrobras e bancos seguem concentrando atenções

Na B3, os investidores continuam concentrando o maior volume financeiro em ações de empresas de grande peso no índice, como Vale, Petrobras e Itaú Unibanco.

O setor de infraestrutura permanece em destaque após os recentes leilões de transmissão de energia, enquanto empresas do varejo seguem reagindo ao cenário de expectativa por redução dos juros.

Papéis como Magazine Luiza e Embraer permanecem entre os ativos com maior liquidez, refletindo o interesse dos investidores por empresas ligadas ao consumo doméstico e à indústria exportadora.

Commodities continuam determinando o humor dos mercados

Para o mercado brasileiro e para o agronegócio, o comportamento das commodities segue sendo o principal vetor de curto prazo.

A evolução dos preços do petróleo influencia diretamente o desempenho das ações da Petrobras, enquanto as oscilações do minério de ferro impactam a Vale e todo o segmento de mineração.

No agronegócio, investidores também acompanham os movimentos das commodities agrícolas, especialmente soja, milho e café, além da demanda chinesa, fator determinante para as exportações brasileiras.

Cenário permanece sensível ao ambiente internacional

Apesar do ambiente relativamente positivo observado nas últimas semanas, analistas avaliam que o mercado deve continuar operando com elevada volatilidade, diante das incertezas sobre os juros nos Estados Unidos, da temporada de resultados corporativos, da evolução da economia chinesa e do comportamento das commodities.

No Brasil, o fluxo estrangeiro, as expectativas para a política monetária e os indicadores econômicos domésticos continuam sendo os principais fatores capazes de determinar a direção do Ibovespa ao longo desta semana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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