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Novos horizontes para a ovinocaprinocultura em Santa Catarina

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A ovinocaprinocultura em Santa Catarina desponta como uma área promissora de diversificação da pecuária, segundo José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC). Essa evolução é impulsionada pelo Projeto de Desenvolvimento da Ovinocaprinocultura Catarinense, que resulta da colaboração entre o Sistema Faesc/Senar, o Sebrae/SC e a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, sob a coordenação da Câmara Setorial da Ovinocaprinocultura de SC. A implementação do programa está prevista para o biênio 2025/2026 e busca estruturar um plano para fortalecer a cadeia produtiva de ovinos e caprinos no estado.

O projeto fundamenta-se em três eixos principais: produção, indústria e mercado, com o intuito de organizar o setor e maximizar o potencial catarinense. Atualmente, Santa Catarina já se destaca em genética, e há grandes expectativas de que, em poucos anos, o estado se estabeleça como um polo nacional em termos de criação e qualidade da carne e do leite.

Mais de 300 estabelecimentos rurais receberão acompanhamento técnico, contribuindo para que Santa Catarina, que apresenta o segundo maior crescimento de rebanho ovino do país (30,6% em cinco anos), se consolide como um destaque nesse segmento. O planejamento estratégico do projeto inclui ações de curto, médio e longo prazo, com o objetivo de criar uma identidade própria para a carne catarinense. Entre as iniciativas previstas, estão diagnósticos, avaliações de gestão, apoio à comercialização e à indústria, além da realização de seminários e uma missão internacional. O acompanhamento técnico será fundamental, monitorando as propriedades desde o nascimento dos animais até o abate e a venda dos produtos derivados, o que ajudará a aprimorar a gestão das propriedades e fortalecer a cadeia produtiva.

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Atualmente, o estado conta com 348,1 mil cabeças de ovinos, representando 1,6% do rebanho nacional. O suporte técnico será essencial para impulsionar esses números e garantir o abastecimento adequado do mercado local. A expectativa é que a ovinocaprinocultura alcance a excelência e competitividade de setores tradicionais, como a suinocultura e a avicultura, áreas nas quais Santa Catarina já é reconhecida internacionalmente.

Outro ponto crucial é a atuação da Câmara Setorial da Ovinocaprinocultura, composta por representantes da sociedade civil e do governo, coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária. A criação dessa câmara foi uma ação estratégica para integrar as cadeias produtivas e resolver problemas estruturais, organizando a governança da produção e buscando a autossuficiência.

O projeto também abordará questões críticas, como aspectos tributários e sanitários, nutrição, gestão da entressafra e melhorias no sistema de cruzamentos. A meta é aumentar a cooperação entre todos os agentes dessa cadeia produtiva, desde os produtores até os intermediários de mercado, beneficiando tanto a economia local quanto o fortalecimento da gastronomia e do turismo em Santa Catarina.

A implementação desse plano ambicioso promete transformar a ovinocaprinocultura catarinense, posicionando o estado em destaque no cenário nacional, tanto em termos de produção quanto de qualidade, promovendo, assim, a diversificação agropecuária e o crescimento econômico regional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

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A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

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No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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