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Novo Plano Safra da Agricultura Familiar amplia papel da Conab e fortalece políticas de abastecimento

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O Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026, lançado pelo Governo Federal e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), traz mudanças significativas que ampliam a atuação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As novas diretrizes preveem avanços importantes na política de estoques públicos, no Programa de Venda em Balcão (ProVB) e na valorização de produtos da sociobiodiversidade.

Nova legislação amplia poder de ação da Conab

Entre as principais novidades está a proposta de um novo marco legal para modernizar a legislação de 1991, que limita a atuação da Conab às modalidades de Aquisição do Governo Federal (AGF) e Compra com Opção de Venda (COV). A mudança permitirá que a estatal compre produtos acima do preço mínimo da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), aumentando sua capacidade de resposta diante das oscilações de preços no mercado interno e reforçando a segurança alimentar nacional.

Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, a formação de estoques públicos é essencial para estabilizar os preços e apoiar tanto produtores quanto consumidores. “É uma mão do governo que ajuda o produtor pagando um preço melhor e auxilia o consumidor quando o preço sobe nas prateleiras dos supermercados”, explicou.

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ProVB será ampliado e atenderá mais produtores

Outra medida relevante é a ampliação do Programa de Venda em Balcão (ProVB). Atualmente restrito à venda de milho para pequenos criadores, o programa será estendido para incluir outros insumos essenciais à produção de carne, leite e ovos, como farelo de soja, caroço de algodão e sorgo. A proposta, enviada ao Congresso Nacional, também permitirá a inclusão de cooperativas e associações de agricultores familiares como beneficiárias, além de ampliar o limite mensal de aquisição — 27 toneladas para pessoas físicas e 80 toneladas para cooperativas.

A aquisição dos insumos poderá ser feita diretamente em mais de 70 pontos de venda da Conab em todo o país. “Essa ampliação vai permitir que o programa tenha um alcance ainda mais extraordinário”, destacou Edegar Pretto.

Política para sociobiodiversidade será reformulada

O Plano Safra também traz mudanças estruturantes na Política de Garantia de Preços Mínimos para Produtos da Sociobiodiversidade (PGPMBio), que será rebatizada como SocioBioMais. O novo modelo foi elaborado em conjunto com cinco ministérios e busca facilitar o acesso de extrativistas ao programa, reduzir a burocracia e aumentar a eficiência da subvenção.

Entre as mudanças, estão a digitalização total do programa, permitindo acesso via o sistema SocioBioNet mesmo offline, e a adoção de bônus fixo em vez da diferença entre o preço mínimo e o valor de mercado. Essa nova forma de pagamento será testada inicialmente com três produtos prioritários: borracha extrativa, babaçu e pirarucu.

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A proposta também prevê novas regras para comprovação de venda, com documentos definidos por portaria, além da incorporação de uma identidade visual que facilite a divulgação do programa entre os beneficiários. “Automaticamente, independente do que o mercado paga, vamos dar o subsídio: 2,5% para pirarucu e babaçu, e 3% a mais para a borracha”, afirmou Pretto.

Conab assume protagonismo na execução do novo Plano Safra

Com a ampliação de recursos e a manutenção de juros baixos para a agricultura familiar, a Conab reforça seu papel estratégico na execução de políticas públicas de abastecimento, comercialização e segurança alimentar. A estatal atuará de forma integrada ao MDA, contribuindo diretamente para o fortalecimento da agricultura familiar e para a regulação dos mercados, consolidando-se como um dos principais instrumentos públicos de apoio ao agro brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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StoneX ajusta leve queda na 2ª safra de milho 2025/26 no Brasil; MT e MS compensam perdas em Goiás

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A consultoria StoneX promoveu um leve ajuste na projeção da segunda safra de milho do Brasil para o ciclo 2025/26. A estimativa passou de 106,15 milhões para 106 milhões de toneladas, indicando estabilidade no cenário geral da safrinha, que já se encontra em fase inicial de colheita em algumas regiões do país.

Segundo a consultoria, o equilíbrio nacional reflete movimentos opostos entre os estados produtores: enquanto algumas regiões registraram ganhos de produtividade, outras foram impactadas negativamente por condições climáticas adversas, especialmente a irregularidade das chuvas.

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul sustentam produção nacional

O destaque positivo da revisão ficou com o Mato Grosso, principal produtor de milho do país. A StoneX elevou a estimativa para o estado, que agora deve alcançar 51,3 milhões de toneladas, impulsionado por melhores níveis de produtividade observados ao longo do desenvolvimento das lavouras.

O Mato Grosso do Sul também apresentou revisão positiva, contribuindo para compensar as perdas registradas em outras regiões e ajudando a manter a produção nacional praticamente estável.

De acordo com a consultoria, o comportamento regional demonstra um cenário de forte heterogeneidade produtiva, em que ganhos pontuais ajudam a equilibrar perdas localizadas.

Goiás sofre impacto da seca e reduz estimativa de produção

Na contramão dos estados do Centro-Oeste com desempenho mais favorável, Goiás teve sua projeção reduzida de forma significativa. A StoneX estima agora uma produção de 10,8 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 19,3% em relação ao levantamento divulgado em maio.

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O recuo é atribuído principalmente ao clima mais seco durante fases críticas do desenvolvimento das lavouras, o que comprometeu o potencial produtivo em diversas áreas do estado.

Apesar da revisão negativa, o estado segue entre os importantes polos produtores da segunda safra brasileira.

Segunda safra de milho deve recuar 5,4% no comparativo anual

Mesmo com a estabilidade na revisão mensal, a StoneX projeta uma queda de 5,4% na comparação com o ciclo anterior. A segunda safra representa a maior parte da produção total de milho do Brasil, sendo fundamental para o abastecimento interno e para o mercado exportador.

A consultoria destaca que o desempenho final da safrinha ainda dependerá do andamento da colheita e da confirmação das produtividades em campo, especialmente nas regiões onde o clima foi mais irregular.

Primeira safra de milho mantém estimativa e cresce 11%

Para a primeira safra de milho 2025/26, a StoneX manteve sua projeção em 28,32 milhões de toneladas. O volume representa um crescimento de 11% em relação ao ciclo anterior, refletindo condições mais favoráveis em parte das regiões produtoras.

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A manutenção da estimativa indica estabilidade no cenário da safra de verão, que já foi amplamente definida em termos de área e produtividade.

Safra de soja é ajustada para novo recorde histórico

A produção de soja do Brasil, já totalmente colhida, também teve leve ajuste positivo. A StoneX elevou a estimativa para 181,8 milhões de toneladas, ante 181,62 milhões no relatório anterior.

O volume confirma mais um recorde histórico para a oleaginosa, com crescimento anual de 7,7%, consolidando o Brasil como maior produtor e exportador global do grão.

Perspectivas para o mercado de grãos

O cenário projetado pela StoneX reforça a tendência de oferta elevada no Brasil, com destaque para a força da soja e a estabilidade da segunda safra de milho, apesar dos impactos climáticos regionais.

O comportamento das lavouras nas próximas semanas, especialmente durante o avanço da colheita da safrinha, será determinante para validar as projeções e ajustar o balanço final da oferta de grãos no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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