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Açúcar oscila nas bolsas internacionais com influência do petróleo e da safra brasileira

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O mercado internacional do açúcar tem apresentado movimentos distintos nesta semana, influenciado pela valorização do petróleo, pelo avanço da safra recorde no Brasil e pelas boas condições climáticas na Ásia. As projeções para o mix de produção e o balanço global entre oferta e demanda seguem no radar dos investidores.

Alta do açúcar em Nova York e Londres

Na quarta-feira (10), os contratos futuros do açúcar registraram alta nas principais bolsas internacionais, acompanhando a valorização do petróleo.

Na ICE Futures, em Nova York, o contrato de outubro/25 avançou 9 pontos, cotado a 15,93 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato de março/26 subiu 8 pontos, para 16,57 cents/lbp.

Em Londres, na ICE Europe, o açúcar branco também fechou em alta: outubro/25 valorizou US$ 6,60, alcançando US$ 489,90 por tonelada, enquanto dezembro/25 ganhou US$ 3,40, a US$ 467,00 por tonelada.

Estabilidade após avanço da safra brasileira

Já nesta quinta-feira (11), o mercado abriu estável. Em Nova York, o contrato outubro/25 manteve-se em 15,93 cents/lbp, enquanto o março/26 recuou 0,12%, a 16,55 cents/lbp.

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Em Londres, o contrato outubro/25 teve leve valorização de 0,06%, chegando a US$ 490,20 por tonelada.

Segundo relatório do Itaú BBA, a forte produção do Centro-Sul brasileiro — com recorde no mix açucareiro — somada ao clima favorável para Índia e Tailândia, trouxe pressão sobre os preços no início de setembro. Esse cenário, segundo a consultoria, “tranquiliza os compradores e pressiona os vendedores a acelerarem o ritmo de negociação”.

Açúcar perde prêmio frente ao etanol

O Itaú BBA destacou que, pela primeira vez em mais de três anos, o açúcar apresentou prêmio negativo em relação ao etanol, cotado a 16,5 cents/lbp em equivalente de açúcar. Apesar disso, o impacto imediato sobre a safra 2025/26 deve ser limitado, uma vez que boa parte da produção já foi comercializada antecipadamente.

O reflexo maior pode ocorrer em 2026/27, quando ainda há pouca fixação de preços. Para este ciclo, o banco já revisou para baixo sua projeção do mix açucareiro, mesmo diante do desempenho recorde do Centro-Sul.

Balanço global: superávit x déficit

Para a safra 2025/26, o Itaú BBA projeta superávit global de 1,7 milhão de toneladas de açúcar, com os ajustes no mix dependendo da evolução futura dos preços.

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No entanto, essa perspectiva contrasta com os cálculos da Organização Internacional do Açúcar (ISO). A entidade prevê déficit global de 231 mil toneladas no ciclo 2025/26, o sexto consecutivo, estimando produção mundial de 180,6 milhões de toneladas (+3,3% em relação ao ano anterior) e consumo de 180,8 milhões (+0,3% a/a).

Açúcar e etanol no mercado doméstico

No Brasil, o açúcar cristal registrou queda de 0,11% no Indicador Cepea/Esalq (USP), com a saca de 50 quilos negociada a R$ 119,39.

Já o etanol hidratado avançou 0,19%, segundo o Indicador Diário Paulínia, com o metro cúbico cotado a R$ 2.868,50 nas usinas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO

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O Brasil caminha para uma safra histórica no setor sucroenergético. A DATAGRO projetou produção recorde de etanol na temporada 2026/27, impulsionada pela maior oferta de cana-de-açúcar e pelo crescimento global da demanda por biocombustíveis.

As novas estimativas foram apresentadas nesta terça-feira (13), em Nova York, durante a 19ª edição da CITI ISO DATAGRO New York Sugar and Ethanol Conference, realizada na tradicional Sugar Week.

Segundo os dados divulgados por Plinio Nastari, o Centro-Sul do Brasil deverá processar 642,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. A estimativa inclui produção de 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol produzido a partir da cana e do milho.

Produção nacional de etanol pode superar 41 bilhões de litros

Considerando também a produção do Nordeste, a DATAGRO estima que o Brasil deverá alcançar moagem total de 698 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27.

A projeção nacional aponta para produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de energia renovável.

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O avanço da produção ocorre em um cenário de maior direcionamento das usinas para o etanol, principalmente nos primeiros meses da safra atual, movimento favorecido pela demanda crescente por combustíveis renováveis no mercado internacional.

Mercado global de açúcar deve voltar ao déficit em 2026/27

Além das projeções para o Brasil, a DATAGRO também atualizou suas estimativas para o mercado mundial de açúcar.

A consultoria prevê que o ciclo 2025/26 deverá encerrar com pequeno superávit global de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto. Já para 2026/27, a expectativa é de déficit de 3,17 milhões de toneladas.

Entre os fatores que sustentam esse cenário estão os possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre importantes produtores asiáticos, como Índia e Indonésia, além da redução de área cultivada na Europa e na Tailândia.

Biocombustíveis ampliam espaço nos setores marítimo e aéreo

A DATAGRO destacou ainda que o aumento das tensões geopolíticas e a busca global por alternativas energéticas renováveis vêm fortalecendo o mercado de biocombustíveis.

Segundo Plinio Nastari, novos mercados vêm surgindo especialmente nos setores marítimo e aéreo, ampliando o potencial de consumo de etanol, biodiesel e metanol verde nos próximos anos.

“O uso de biocombustíveis como substitutos do combustível marítimo pode gerar aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas por ano até 2029”, afirmou.

As projeções indicam ainda que a demanda global por biocombustíveis voltados ao transporte marítimo poderá alcançar até 72 milhões de toneladas até 2050, reforçando o protagonismo do Brasil no fornecimento de energia limpa e renovável.

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Etanol ganha protagonismo estratégico na transição energética

O cenário projetado pela DATAGRO reforça a crescente importância do etanol brasileiro dentro da agenda global de descarbonização.

Com ampla disponibilidade de matéria-prima, elevada eficiência produtiva e capacidade de expansão sustentável, o Brasil segue consolidando sua posição estratégica no mercado internacional de biocombustíveis, especialmente diante do avanço das políticas globais de redução de emissões de carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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