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Aplicações de crédito rural no Espírito Santo seguem em alta no Plano Safra 2023/2024

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A aplicação de crédito rural no Espírito Santo cresceu 28% em apenas cinco meses do ano-safra, após o lançamento do Plano de Crédito Rural realizado pelo Governo do Estado, em parceria com a União e diversas instituições financeiras e representativas dos produtores rurais e pescadores. O comparativo do valor aplicado é referente aos meses de julho a novembro de 2023, em comparação com o mesmo período do ano passado, que corresponde aos cinco primeiros do Plano. O ano-safra começa em 1º de julho e vai até junho do ano seguinte, período que acompanha o calendário das safras agrícolas no Brasil.

Em cinco meses, foram aplicados cerca de R$ 3,9 bilhões de crédito rural no Espírito Santo, um crescimento de 28% em relação ao montante de R$ 3,04 bi aplicados de julho a novembro de 2022. O número de operações realizadas para as diversas atividades agrícolas capixabas também subiu de 17.149 para 21.446, num aumento de 25%. Os dados foram apurados pela Gerência de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), a partir de informações do Banco Central.

“Estamos acompanhando uma intensificação das aplicações de crédito rural neste ano-safra, que começou em julho. Esse crescimento registrado em apenas cinco meses é fruto de um esforço coletivo de diversas instituições que atuam de forma articulada e organizada com os objetivos de estimular o desenvolvimento agropecuário e fortalecer a economia rural capixaba”, destacou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

O Plano de Crédito Rural para o Espírito Santo na safra 2023/2024,lançado em julho deste ano,prevê valor recordee será o maior valor de financiamento da história do Estado. A meta é aplicar R$ 7,8 bilhões, viabilizados por meio de uma parceria dos Governos do Estado e Federalcom as principais instituições financeiras que aplicam crédito rural no Espírito Santo: Banco do Brasil, Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes), Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), Caixa Econômica Federal, Sicoob, Banco do Nordeste e Sicredi.

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Todo esse empenho já está beneficiando os produtores capixabas, dado o crescimento das aplicações em direção à meta definida. “Em apenas cinco meses, já foram realizadas 21,4 mil operações, o que corresponde a mais da metade da meta anual de 40,6 mil contratos de crédito, representando um sinal claro de que estamos ampliandoa abrangência do crédito rural no Espírito Santo. Também já atingimos 50% da meta de R$ 7,8 bilhões faltando sete meses para finalizar o ano-safra, montante importante tendo em vista que o crédito rural é um dos principais instrumentos para incentivar os agricultores a modernizar e expandir suas atividades, além de aumentar a produtividade, a produção e a qualidade dos alimentos e matérias-primas, além de garantir maior lucratividade nas explorações agropecuárias”, frisou Bergoli.

Crescimento do valor aplicado

O crédito rural é destinado para finalidades específicas: investimento, custeio, comercialização e industrialização. O valor aplicado em custeio teve crescimento de 25,1%, subindo de R$ 1,4 bilhão para R$ 1,8 bilhão. O custeio cobre as despesas inerentes a um ciclo de produção, podendo ser utilizado desde o beneficiamento da produção até o armazenamento.

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Já no investimento, o crescimento foi de 50,7%, passando de R$ 734,7 milhões para R$1,1bilhão. O investimento é o valor que pode ser utilizado em reformas, construções, obras de irrigação ou na compra de equipamentos para a propriedade rural, dentre outros itens.

Na modalidade de comercialização, o crescimento foi de 14,9%, passando de R$ 805,3 milhões para R$ 925,3 milhões. O crédito comercialização auxilia na venda dos produtos no mercado.

Na modalidade de industrialização, o valor reduziu 8,4%, saindo de R$ 62,1 milhões para R$ 56,9 milhões. O crédito industrialização é voltado para industrialização de produtos agropecuários.

Na proporção do valor aplicado, o custeio representa 46%; o investimento, 28%; a comercialização, 24%; e a industrialização, 1%.

As análises comparativas são referentes ao período de julho a novembro de 2023 anteao mesmo período de 2022.

Crescimento do número de operações

O número de operações, a quantidade individual de operações bancárias por produtor, também cresceu. Entre julho e novembro de 2022, foram 17.149. No mesmo período deste ano, já foram registradas 21.446, um aumento de 25,1%.

As operações voltadas para custeio aumentaram 7,7%, saindo de 9.847 para 10.607. Já as operações de investimento cresceram 46,8%, saindo de 6.690 para 9.821, e as operações de comercialização aumentaram 67,4%, saindo de 601 para 1.006. No número de operações de industrialização, houve acréscimo de 9,1%, saindo de 11 para 12 operações.

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Fonte: Assessoria de Comunicação da Seag

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO

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O Brasil caminha para uma safra histórica no setor sucroenergético. A DATAGRO projetou produção recorde de etanol na temporada 2026/27, impulsionada pela maior oferta de cana-de-açúcar e pelo crescimento global da demanda por biocombustíveis.

As novas estimativas foram apresentadas nesta terça-feira (13), em Nova York, durante a 19ª edição da CITI ISO DATAGRO New York Sugar and Ethanol Conference, realizada na tradicional Sugar Week.

Segundo os dados divulgados por Plinio Nastari, o Centro-Sul do Brasil deverá processar 642,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. A estimativa inclui produção de 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol produzido a partir da cana e do milho.

Produção nacional de etanol pode superar 41 bilhões de litros

Considerando também a produção do Nordeste, a DATAGRO estima que o Brasil deverá alcançar moagem total de 698 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27.

A projeção nacional aponta para produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de energia renovável.

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O avanço da produção ocorre em um cenário de maior direcionamento das usinas para o etanol, principalmente nos primeiros meses da safra atual, movimento favorecido pela demanda crescente por combustíveis renováveis no mercado internacional.

Mercado global de açúcar deve voltar ao déficit em 2026/27

Além das projeções para o Brasil, a DATAGRO também atualizou suas estimativas para o mercado mundial de açúcar.

A consultoria prevê que o ciclo 2025/26 deverá encerrar com pequeno superávit global de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto. Já para 2026/27, a expectativa é de déficit de 3,17 milhões de toneladas.

Entre os fatores que sustentam esse cenário estão os possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre importantes produtores asiáticos, como Índia e Indonésia, além da redução de área cultivada na Europa e na Tailândia.

Biocombustíveis ampliam espaço nos setores marítimo e aéreo

A DATAGRO destacou ainda que o aumento das tensões geopolíticas e a busca global por alternativas energéticas renováveis vêm fortalecendo o mercado de biocombustíveis.

Segundo Plinio Nastari, novos mercados vêm surgindo especialmente nos setores marítimo e aéreo, ampliando o potencial de consumo de etanol, biodiesel e metanol verde nos próximos anos.

“O uso de biocombustíveis como substitutos do combustível marítimo pode gerar aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas por ano até 2029”, afirmou.

As projeções indicam ainda que a demanda global por biocombustíveis voltados ao transporte marítimo poderá alcançar até 72 milhões de toneladas até 2050, reforçando o protagonismo do Brasil no fornecimento de energia limpa e renovável.

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Etanol ganha protagonismo estratégico na transição energética

O cenário projetado pela DATAGRO reforça a crescente importância do etanol brasileiro dentro da agenda global de descarbonização.

Com ampla disponibilidade de matéria-prima, elevada eficiência produtiva e capacidade de expansão sustentável, o Brasil segue consolidando sua posição estratégica no mercado internacional de biocombustíveis, especialmente diante do avanço das políticas globais de redução de emissões de carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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