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Novidades e Perspectivas: 3º Congresso Catarinense de Sementes em Chapecó

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No próximo mês de julho, entre os dias 2 e 3, a cidade de Chapecó, em Santa Catarina, será palco da terceira edição do renomado Congresso Catarinense de Sementes. Consolidado como o principal evento do segmento no Sul do país, o congresso promete trazer discussões acerca das últimas atualizações na legislação que regula a produção de sementes, bem como abordar avanços tecnológicos no armazenamento e questões relacionadas à fertilidade do solo e à qualidade das sementes.

Promovido pela Associação dos Produtores de Sementes e Mudas do Estado de Santa Catarina (APROSESC) em parceria com a Unoesc Xanxerê, o congresso ganhou ainda mais destaque em sua terceira edição, o que levou à mudança de local, agora sediado no Parque Dr. Valmor Ernestro Lunardi, em Chapecó. A expectativa é reunir cerca de 600 participantes, entre produtores, expositores e líderes do setor.

Daniel Gustavo Junges, presidente da comissão organizadora do evento, destaca não apenas a relevância dos temas a serem abordados, mas também a estrutura aprimorada oferecida aos participantes, desde a hospedagem até os espaços destinados a palestras, exposições e negócios. “Além de renomados especialistas do setor público e privado, o congresso oferece um ambiente propício para capacitação e networking”, ressalta Junges.

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Com o tema “Semear conhecimento, colher inovação”, o congresso contará com palestras e painéis conduzidos por especialistas e lideranças, incluindo Ronaldo Troncha, presidente executivo da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), e Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária, que abordará as atualizações legislativas no setor de sementes.

O 3º Congresso Catarinense de Sementes é uma iniciativa da Associação dos Produtores de Sementes e Mudas do Estado de Santa Catarina (AproseSC) e da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), com a colaboração da Aeagro, apoio da Cidasc e Epagri, e organização da 2W Eventos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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