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Nova safra de trigo começa com redução na área plantada e expectativa de aumento na produtividade

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A nova safra de trigo no Brasil começou oficialmente com destaque para a redução na área plantada. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa é de uma retração de 11,7% na área semeada, que deve somar 2,7 milhões de hectares em 2024.

Produção pode crescer mesmo com área menor

Apesar da queda na área cultivada, a expectativa da Conab é de uma produção total de 8,2 milhões de toneladas, o que representaria um crescimento de 4,6% em relação ao ciclo anterior. O avanço é atribuído à previsão de aumento na produtividade, estimada em 3.058 quilos por hectare, um salto de 18,6%.

Paraná avança com quase metade da área plantada

No Paraná, maior produtor de trigo do país, o Departamento de Economia Rural (Deral) aponta que 49% da área prevista já foi plantada. Cerca de 33% das lavouras estão na fase de germinação. Caso o clima colabore, a produção no estado pode alcançar 2,85 milhões de toneladas — um aumento de 24% —, mesmo com redução de 22% na área plantada.

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Rio Grande do Sul iniciou plantio em 20 de maio

O plantio no Rio Grande do Sul teve início oficial em 20 de maio. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário ainda é incerto, tanto em relação à área efetivamente plantada quanto ao uso de tecnologias nas lavouras. Estimativas de agentes privados indicam uma área de 1,15 milhão de hectares, com destaque para uma queda de aproximadamente 40% no uso de fertilizantes básicos.

Santa Catarina enfrenta dificuldades no mercado

Em Santa Catarina, o mercado segue travado, reflexo das dificuldades na comercialização da farinha. Os preços da saca de 60 kg variam entre R$ 75,00 e R$ 80,00, conforme a região. Há negociações pontuais envolvendo trigo gaúcho, com preços ao redor de R$ 1.330,00 por tonelada (FOB), equivalente a R$ 79,80 por saca.

Preços seguem estáveis nas principais praças

Entre os dias 16 de abril e 22 de maio, os preços do trigo de qualidade superior mantiveram-se estáveis, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema). No Rio Grande do Sul, a saca foi negociada a R$ 70,00, enquanto no Paraná chegou a R$ 80,00.

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Trigo importado pressiona o mercado interno

No Paraná, os preços internos seguem próximos à paridade de importação, com forte concorrência do trigo argentino. O produto importado é ofertado nos portos brasileiros a R$ 1.520,00 por tonelada. Quatro navios com trigo estrangeiro têm chegada prevista ainda para maio. Para a nova safra, os compradores indicam preços entre R$ 1.450,00 e R$ 1.500,00 por tonelada (CIF), valores semelhantes aos registrados no início do ciclo passado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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México e Filipinas elevam projeções de importação de arroz e ampliam dependência global do cereal em 2026/27, aponta USDA

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O mercado internacional de arroz deve seguir aquecido na temporada 2026/2027, segundo relatório Gain Report do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). México e Filipinas aparecem como os principais destaques do balanço, com aumento das importações e crescimento moderado da produção, mas ainda insuficiente para atender a demanda interna.

O cenário reforça a dependência desses países do mercado externo e pode sustentar a movimentação das cotações do cereal no comércio global.

México eleva importações e mantém produção limitada de arroz

O México deve ampliar suas compras externas de arroz beneficiado na temporada 2026/2027. A projeção do USDA indica importações de 830 mil toneladas, acima das 800 mil toneladas estimadas para o ciclo anterior.

A produção doméstica, embora em leve crescimento, segue limitada. A expectativa é de 192 mil toneladas de arroz beneficiado, ante 184 mil toneladas em 2025/2026. A área plantada também deve avançar, passando de 39 mil para 41 mil hectares.

No consumo interno, a tendência é de alta moderada, com demanda estimada em 1,01 milhão de toneladas, reforçando a necessidade estrutural de importação para equilíbrio do abastecimento.

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Filipinas ampliam compras externas diante de consumo elevado

Nas Filipinas, o cenário também é de expansão da demanda e aumento das importações. O país asiático deve produzir 12,30 milhões de toneladas de arroz beneficiado em 2026/2027, ligeiramente acima do ciclo anterior.

Em arroz em casca, a produção estimada é de 19,524 milhões de toneladas, com área plantada reduzida para 4,65 milhões de hectares, frente a 4,7 milhões no ciclo anterior.

Apesar da produção elevada, o consumo interno continua pressionando o balanço. A demanda está estimada em 17,65 milhões de toneladas, o que mantém a necessidade de importações em forte alta: 5,2 milhões de toneladas, contra 4,4 milhões no ciclo anterior.

Mercado global de arroz acompanha impacto nos preços e bolsas internacionais

O avanço das importações de México e Filipinas ocorre em um momento de atenção dos mercados globais para o comportamento das commodities agrícolas e dos ativos financeiros.

Nas bolsas internacionais, o pregão desta sexta-feira opera com variações moderadas, refletindo cautela dos investidores diante de dados de oferta agrícola, expectativa de demanda asiática e movimentos do dólar. O mercado de grãos também acompanha ajustes técnicos, enquanto o petróleo e outras commodities apresentam desempenho misto.

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No Brasil, o Ibovespa tende a acompanhar o cenário externo com volatilidade contida, enquanto o dólar mantém influência direta sobre os preços das commodities agrícolas, especialmente aquelas com forte participação no comércio internacional.

Conjuntura indica suporte ao mercado global do arroz

O conjunto dos dados do USDA reforça um cenário de demanda firme por arroz no mercado internacional, com crescimento das importações em grandes consumidores e produção doméstica ainda insuficiente para autossuficiência.

A tendência é de manutenção da dependência externa e possível sustentação dos preços internacionais do cereal, especialmente em momentos de maior instabilidade cambial e financeira global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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