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No Clube do Leitão, Secretaria de Agricultura reforça compromisso com suinocultura paulista

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A Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), que completou 56 anos em 2023, realizou nesta sexta-feira (08/12), o seu tradicional festa de fim de ano, o Clube do Leitão, em Cabreúva, com lideranças e representantes de todo o setor produtivo da carne suína.

Durante o evento, o secretário executivo de Agricultura e Abastecimento, Edson Fernandes, enfatizou que a secretaria vai apoiar a expansão da suinocultura no Estado de São Paulo . “Estamos trabalhando para equalização do ICMS no setor, que atualmente, tem peso determinante nos sucessivos superávits de nosso Estado. Trata-se de uma cadeia produtiva de suma importância para São Paulo”, completou.

Outro destaque do evento, uma grande experiência gastronômica imersiva com produtos à base de carne suína, foi a comemoração dos 12 anos do Consórcio Suíno Paulista (CSP), braço da APCS, que tem como finalidade a compra de produtos da suinocultura de forma conjunta.

O Brasil é o quarto maior produtor e exportador de carne suína do mundo e São Paulo tem participação importante nesse mercado. De acordo com dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), o número de abates de suínos nos 3 primeiros trimestres do ano, no estado de São Paulo, foi de 2,2 milhões de animais.

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As projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) para carne suína apontam para a superação do total de 5 milhões de toneladas neste ano, número até 1,5% maior que as 4,98 milhões de toneladas produzidas em 2022.

Vale ressaltar, que a carne suína é uma aliada da boa alimentação. Algumas pessoas pensam que estes benefícios estão presentes apenas nas aves e nos peixes, entretanto, a proteína possui diversos cortes altamente indicados para quem precisa manter uma dieta mais saudável e equilibrada.

O evento contou ainda com a presença do coordenador de Relações Institucionais da Secretaria de Agricultura, Professor Senna.

APCS

A Associação Paulista de Criadores de Suínos, que tem como sigla APCS, fundada em 30 de março de 1967, na cidade de Ribeirão Preto, estado de São Paulo. Atualmente sediada em Espírito Santo do Pinhal, é uma sociedade civil de duração indeterminada sem finalidade lucrativa que congrega os criadores de suínos.

Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Justiça determina devolução de maquinário agrícola a produtor rural em recuperação judicial em Goiás

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A Justiça de Goiás determinou a devolução imediata de um maquinário agrícola apreendido de um produtor rural que integra um grupo familiar em processo de recuperação judicial. A decisão, proferida pela Vara Cível da Comarca de Vianópolis (GO), reconheceu que o equipamento é indispensável para a continuidade das atividades produtivas e para o sucesso do processo de reestruturação financeira da propriedade rural.

O caso envolve um pulverizador agrícola Jacto Uniport Star 2500 LT, apreendido em uma ação de busca e apreensão movida por uma instituição financeira em razão de um contrato com garantia fiduciária superior a R$ 770 mil.

Ao analisar o pedido, a juíza Beatriz Scotelaro de Oliveira concluiu que a manutenção da apreensão poderia comprometer diretamente a atividade agrícola do grupo familiar e contrariar os objetivos da recuperação judicial, que busca preservar a operação econômica enquanto ocorre a reorganização financeira.

Equipamento é considerado fundamental para a produção

Na decisão, a magistrada destacou que o maquinário possui caráter essencial para a atividade rural desenvolvida pelo grupo e que sua retirada poderia causar prejuízos operacionais significativos, especialmente em uma atividade que depende de calendário agrícola rigoroso e da utilização contínua de equipamentos especializados.

O entendimento segue a previsão da Lei nº 11.101/2005, que estabelece proteção aos bens de capital considerados essenciais durante o chamado “stay period”, período em que ficam suspensas determinadas medidas de execução contra empresas e produtores em recuperação judicial.

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Segundo a decisão, mesmo quando vinculados a contratos com alienação fiduciária, os bens reconhecidos como indispensáveis à atividade produtiva não podem ser retirados se isso comprometer a continuidade da operação econômica.

Preservação da atividade rural ganha respaldo judicial

A medida é um desdobramento da recuperação judicial já deferida ao grupo familiar, ocasião em que a Justiça reconheceu a necessidade de preservar a estrutura produtiva da propriedade rural e suspendeu medidas constritivas sobre ativos considerados estratégicos para a atividade.

De acordo com especialistas que acompanham o caso, a decisão reforça a aplicação do princípio da preservação da atividade econômica, um dos pilares da legislação recuperacional brasileira.

A avaliação é que a retirada de equipamentos fundamentais para a produção agrícola pode comprometer não apenas uma safra, mas também a capacidade financeira do produtor de cumprir o plano de recuperação e honrar seus compromissos futuros.

Jurisprudência fortalece proteção de bens essenciais

Outro ponto destacado pela magistrada foi que cabe ao juízo responsável pela recuperação judicial definir quais ativos são essenciais para a continuidade da atividade econômica do devedor.

Esse entendimento vem sendo consolidado pelos tribunais brasileiros e tem sido aplicado com frequência em processos envolvendo produtores rurais, especialmente diante da crescente utilização da recuperação judicial como instrumento de reorganização financeira no agronegócio.

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A decisão também reforça a importância da análise individualizada de cada caso, considerando o papel estratégico que determinados equipamentos desempenham dentro da operação produtiva.

Instituição financeira deverá devolver equipamento em até 72 horas

Na prática, a Justiça determinou que a instituição financeira providencie a devolução do pulverizador agrícola no prazo máximo de 72 horas.

Além disso, o equipamento deverá ser entregue diretamente na fazenda onde foi apreendido, sendo os custos de transporte e restituição integralmente arcados pela própria instituição credora.

Recuperação judicial cresce no agronegócio brasileiro

O caso reflete uma realidade cada vez mais presente no campo brasileiro. Com o aumento dos desafios financeiros enfrentados por produtores rurais nos últimos anos, a recuperação judicial tem sido utilizada como ferramenta para preservar atividades produtivas, renegociar dívidas e manter empregos e investimentos no setor.

Nesse contexto, decisões que garantem a permanência de máquinas, implementos e equipamentos essenciais nas propriedades rurais são consideradas fundamentais para assegurar a continuidade da produção e contribuir para a recuperação econômica dos empreendimentos agropecuários.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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