AGRONEGÓCIO
Kemin Lança Novas Vacinas no Brasil e Fomenta Debate sobre Segurança Alimentar no SIAVS 2024
Publicado em
16 de agosto de 2024por
Da RedaçãoA Kemin, uma renomada empresa global de ingredientes, marcou sua presença no SIAVS 2024 (Salão Internacional de Proteína Animal), o maior evento da cadeia de proteína animal do Brasil, com anúncios e discussões que prometem impactar significativamente o setor avícola. Durante o evento, a empresa destacou seu compromisso com a segurança alimentar ao lançar novas vacinas e promover um debate crucial sobre estratégias de controle de patógenos.
Entre as principais inovações apresentadas, destacam-se as vacinas contra duas doenças aviárias de alta relevância: New Castle e Bronquite Infecciosa. Desenvolvidas com tecnologia de vírus atenuado, essas vacinas chegam ao mercado brasileiro com a promessa de fortalecer a imunidade das aves, melhorar a saúde dos plantéis e, consequentemente, aumentar a produtividade das granjas. Dada a alta contagiosidade e o potencial de causar grandes prejuízos à indústria avícola, a introdução dessas vacinas no Brasil representa um marco importante para a Kemin e para o setor.
No estande da empresa, especialistas da Kemin provenientes de Portugal, Estados Unidos e Bélgica ofereceram uma visão detalhada sobre a eficácia e a importância dessas vacinas para a avicultura brasileira, discutindo seus benefícios técnicos e seu impacto esperado no combate às doenças aviárias.
Além do lançamento das vacinas, a Kemin também promoveu um debate essencial sobre “Cadeia Segura – Estratégias Integradas de Controle de Salmonella: da Fábrica ao Campo”. Este painel reuniu especialistas de renome, como a Dra. Nelva Grando, médica veterinária com vasta experiência em avicultura e qualidade, Elisa Piccinin François, Gerente Técnica Sênior da Kemin, e Fabrício Gabriel Hergert, Gerente Técnico de Fábricas e Grãos da Kemin. Os participantes discutiram desde as práticas de biosseguridade na matéria-prima até as melhores práticas no campo, oferecendo insights valiosos sobre como garantir a qualidade e segurança alimentar em toda a cadeia produtiva.
Em um cenário onde a biosseguridade e o controle de patógenos são questões cada vez mais críticas, a Kemin reafirmou seu papel de liderança ao promover discussões que elevam os padrões de segurança alimentar. O SIAVS, reconhecido por sua plataforma única para a troca de ideias e experiências, serviu como o ambiente ideal para que a Kemin compartilhasse suas inovações e promovesse um diálogo essencial sobre os desafios e soluções na produção de proteínas animais.
À medida que cresce a conscientização sobre a importância de uma cadeia de produção segura, eventos como o SIAVS tornam-se fundamentais para o fortalecimento do setor, assegurando que práticas avançadas e eficazes sejam adotadas em todas as etapas da produção animal.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
Published
17 horas agoon
15 de outubro de 2026By
Da Redação
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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