AGRONEGÓCIO

Nigéria se Torna o Principal Destino da Missão de Cooperação e Comércio do Brasil na África Ocidental

Publicado em

Em Abuja, capital da Nigéria, foi realizado na última segunda-feira (27/01) o Seminário Nigéria-Brasil, evento que marcou o início da Missão África Ocidental. A iniciativa, promovida pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), com o apoio da ApexBrasil e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), reuniu mais de 40 empresas brasileiras com o objetivo de fomentar o comércio bilateral e ampliar as oportunidades de cooperação entre os dois países.

A missão reflete a estratégia do Governo Federal de reaproximar o Brasil do continente africano, identificando possibilidades para parcerias produtivas e ganhos mútuos, principalmente para as empresas brasileiras que se adaptarem às novas cadeias de produção emergentes na África. Em 2024, as exportações brasileiras para a região apresentaram um crescimento superior a 20%, reforçando a tendência de recuperação econômica entre os países.

A Nigéria como Parceiro Estratégico

A Nigéria, maior economia e população da África, figura como o principal parceiro estratégico do Brasil no continente. Durante a abertura do seminário, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, ressaltou que a missão vai além da promoção comercial, sendo uma ação de cooperação. “A reaproximação com a África é uma prioridade do presidente Lula, que reconhece a importância de intensificar a presença brasileira em todos os países africanos. O continente tem 1,4 bilhão de habitantes e, até o final deste século, deverá alcançar quase 4 bilhões. Há oportunidades de negócios para o Brasil cooperar com a África, promovendo maior qualidade de vida e mais oportunidades para todos”, afirmou Viana.

Leia Também:  Prazo para semeadura do girassol em Goiás termina em 31 de março, alerta Agrodefesa

O embaixador brasileiro na Nigéria, Carlos Garcete, também destacou a relevância da parceria entre os dois países, enfatizando a presença do Brasil como um importante aliado estratégico, especialmente após a inclusão da Nigéria no grupo BRICS. O embaixador Alex Giacomelli, diretor do Departamento de Promoção Comercial do Itamaraty, reforçou que Brasil e África compartilham laços históricos, culturais e um grande potencial para fortalecer a cooperação econômica.

Potencial de Crescimento Comercial

Embora a corrente de comércio entre Brasil e Nigéria tenha recuado de US$ 10 bilhões em 2014 para US$ 2,1 bilhões em 2024, o país africano se mantém um mercado promissor para as exportações brasileiras. A atual pauta exportadora do Brasil para a Nigéria é concentrada em açúcar e melaços, que representaram 73,5% das exportações no ano passado. Contudo, a Nigéria apresenta novas oportunidades em setores prioritários como combustíveis minerais, máquinas e equipamentos e produtos alimentícios. A recente adesão da Nigéria ao BRICS e sua perspectiva de maior abertura comercial abrem novas possibilidades para os produtos brasileiros.

Iniciativas de Cooperação e Negócios

Durante a missão, foram organizadas mesas setoriais para aproximar os empresários brasileiros e africanos. Luciano Grilo, diretor da Deltronix, empresa especializada em equipamentos técnicos, compartilhou sua experiência com um projeto voltado para a prevenção do câncer de colo de útero na Nigéria, que despertou o interesse local. “Anualmente, cerca de 8 mil mulheres morrem de câncer de colo de útero no país. Nosso projeto busca capacitar médicos locais, oferecendo treinamento e equipamentos necessários para o diagnóstico precoce e tratamento”, explicou Grilo.

Leia Também:  Mercado de suínos inicia 2026 com forte recuo nos preços

A cooperação também se faz presente no setor de implementos agrícolas. Fábio Fávaro, da Baldan Implementos Agrícolas, destacou a importância de oferecer não apenas máquinas, mas também peças de reposição e treinamentos para a manutenção local. “Temos uma presença consolidada em diversos países africanos e a missão representa uma oportunidade crucial para recuperar o espaço perdido na Nigéria”, completou Fávaro.

A Missão África Ocidental visa, portanto, promover um ambiente de negócios mais integrado e cooperativo, com benefícios mútuos para o Brasil e a Nigéria, especialmente em setores estratégicos como agricultura, saúde e tecnologia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Conservação do solo ganha força na safra e se torna estratégia-chave para produtividade no agro

Published

on

Em um cenário de margens mais apertadas e maior instabilidade climática, a conservação do solo assume protagonismo nas decisões do produtor rural brasileiro. Antes vista como prática complementar, a gestão adequada do solo passa a ser tratada como um ativo estratégico, diretamente ligado à produtividade, à redução de custos e à sustentabilidade no campo.

Solo como ativo estratégico no agro

A crescente variabilidade do clima e a pressão por rentabilidade têm levado produtores a priorizar práticas que garantam maior resiliência das lavouras. Nesse contexto, o solo deixa de ser apenas suporte físico e passa a ser considerado elemento central no planejamento agrícola de médio e longo prazo.

A adoção de técnicas conservacionistas contribui para manter a fertilidade, melhorar a estrutura e aumentar a capacidade produtiva ao longo das safras, reduzindo impactos de estiagens e chuvas intensas.

Plantio direto e rotação lideram práticas sustentáveis

Entre as principais estratégias utilizadas no campo, o sistema de plantio direto se destaca. A técnica reduz o revolvimento do solo e mantém a cobertura vegetal, formando uma camada de palhada que protege contra erosão, conserva a umidade e favorece a atividade biológica.

Leia Também:  Mercado de Trigo no Brasil e EUA Sofre Pressão com Estoques Elevados e Demanda Fraca

A rotação de culturas também ganha espaço como ferramenta essencial. A alternância entre culturas como soja e milho, combinada com plantas de cobertura — como braquiária e crotalária — contribui para melhorar a estrutura do solo, aumentar a matéria orgânica e equilibrar nutrientes.

Outras práticas complementares incluem:

  • Controle do tráfego de máquinas
  • Adubação equilibrada
  • Integração lavoura-pecuária

Essas ações, quando combinadas, promovem maior estabilidade produtiva e eficiência no uso dos recursos naturais.

Desafios ainda limitam adoção em larga escala

Apesar dos avanços, a adoção plena dessas práticas ainda enfrenta obstáculos. Entre os principais desafios estão os custos iniciais de implementação, a necessidade de conhecimento técnico e a pressão por resultados imediatos.

Segundo especialistas do setor, problemas como compactação do solo, manejo inadequado do plantio direto e baixa adesão à rotação de culturas ainda persistem em algumas regiões produtoras.

A falta de planejamento de longo prazo também é apontada como um fator limitante, especialmente em propriedades que priorizam ganhos rápidos em detrimento da sustentabilidade produtiva.

Tecnologia impulsiona conservação e eficiência

A inovação tem papel decisivo na evolução das práticas conservacionistas. Ferramentas de agricultura de precisão permitem diagnósticos mais detalhados do solo, possibilitando aplicações mais eficientes de insumos.

Leia Também:  Prazo para semeadura do girassol em Goiás termina em 31 de março, alerta Agrodefesa

Entre os principais avanços estão:

  • Uso de bioinsumos
  • Monitoramento por satélite e drones
  • Sistemas integrados de produção
  • Máquinas agrícolas com menor impacto na compactação

Essas tecnologias contribuem para otimizar o uso de recursos, reduzir desperdícios e melhorar a qualidade do solo ao longo do tempo.

Tendência para as próximas safras

Com a safra em andamento e o planejamento dos próximos ciclos já em curso, a conservação do solo se consolida como uma decisão estratégica no agronegócio brasileiro.

A tendência é de ampliação dessas práticas, impulsionada pela necessidade de maior eficiência produtiva e adaptação às mudanças climáticas. Mais do que uma questão ambiental, o manejo adequado do solo se firma como fator determinante para a competitividade e a sustentabilidade do produtor rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA