AGRONEGÓCIO

Netafim celebra 29 anos de história no Brasil, diretamente conectada ao crescimento da agricultura irrigada no país

Publicado em

Desde sua chegada ao Brasil, a empresa tem sido uma parceira essencial para agricultores brasileiros, fornecendo soluções inovadoras de irrigação que impulsionam a produtividade e promovem práticas sustentáveis.

O desenvolvimento da Netafim acompanhou de perto o crescimento da agricultura irrigada no Brasil, mas ainda há muito a ser explorado em nosso país. “Nossa empresa foi construída por agricultores, para agricultores. Nossa história está diretamente conectada ao desenvolvimento da agricultura irrigada no Brasil e temos orgulho de celebrar esse crescimento, sempre em colaboração com produtores rurais de todo o país. Nosso compromisso é impulsionar um futuro sustentável e mais produtivo para a agricultura brasileira”, disse Ricardo Almeida, CEO da Netafim no Brasil e Mercosul.

Fundada na década de 1960, em uma comunidade agrícola de Israel, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Presente em mais de 110 países, a empresa chegou ao Brasil na década de 1990, inicialmente com importações através de parceiros. Em 1994, inaugurou sua própria estrutura e os primeiros projetos de irrigação por gotejamento foram implantados em culturas como café, citros, cana-de-açúcar, hortifrúti e finalmente em grãos.

Leia Também:  Oferta de mandioca cresce em ritmo lento e preços seguem em queda, aponta Cepea

Em 2000, a Netafim Brasil inaugurou sua fábrica no país. Em 2017, passou a integrar o grupo Orbia e, no ano seguinte, introduziu a “irrigação digital” ao mercado, uma solução que combina controle, monitoramento e análise de toda a irrigação da propriedade agrícola.

Ao longo dos anos, a Netafim Brasil acumulou um impressionante histórico de sucesso, com mais de 4 mil projetos instalados, totalizando mais de 500 mil hectares irrigados desde sua fundação. Em 2021, após oito anos de desenvolvimento, iniciou-se a escala comercial do método disruptivo de harmonização da irrigação por gotejamento com outros tipos de sistemas de irrigação, como os pivôs centrais, o que possibilitou aos agricultores terem uma área 100% irrigada.

netafim-infografico

Almeida destaca a importância do setor no país: “A área irrigada no Brasil está em contínuo crescimento e apresenta um potencial enorme. De acordo com a Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da ABIMAQ, a área total de novos hectares irrigados por ano tem aumentado constantemente. Em 2000, quando inauguramos nossa fábrica no Brasil, eram irrigados 100 mil novos hectares ao ano, número que, em 2022, ultrapassou a marca de 400 mil novos hectares. Sendo que somente a irrigação localizada, onde se enquadra o gotejamento, mais do que triplicou durante esses 22 anos”, detalhou o CEO.

Leia Também:  Suco de laranja enfrenta novo desafio global: produção cai e demanda segue em retração na safra 2026/27

Para atingir todo o potencial da agricultura irrigada no Brasil, Almeida ressalta a importância de políticas públicas assertivas e da tecnologia da irrigação. Segundo o “Atlas Irrigação: Uso da água na agricultura irrigada” de 2021, publicado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Brasil irriga atualmente 8,2 milhões de hectares, mas possui o potencial de atingir 20 milhões de hectares com condições climáticas, relevo, disponibilidade hídrica e infraestrutura adequadas.

“A Netafim Brasil continua comprometida em fornecer soluções inovadoras e contribuir para o desenvolvimento da agricultura irrigada no país. Com um portfólio completo de produtos e tecnologias de irrigação por gotejamento, a empresa está empenhada em promover o uso eficiente da água e aumentar a produtividade na agricultura brasileira, garantindo um futuro sustentável aos produtores rurais do país”, finalizou Almeida.

Fonte: Netafim

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Estudo aponta que revisão das regras pode reduzir piso do frete de grãos em até 11%

Published

on

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ampliou a pressão por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete rodoviário após um estudo da Universidade de São Paulo (USP) apontar que a metodologia atual pode superestimar os custos do transporte. No caso dos grãos, alterações em apenas um dos parâmetros poderiam reduzir os valores calculados entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância e da configuração do caminhão.

A discussão ocorre poucas semanas depois da sanção da Lei 15.485/2026, que modificou as regras da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC). A bancada ruralista participou das negociações no Congresso para construir um texto que preservasse a remuneração dos caminhoneiros sem impor custos considerados excessivos aos produtores e demais contratantes de frete.

Parte desse acordo, porém, foi vetada na sanção presidencial. Os vetos ainda aguardam análise do Congresso. Paralelamente, entidades do setor produtivo apresentaram à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) 15 sugestões para a regulamentação das novas regras.

A principal reivindicação é que o piso reflita com maior precisão o custo efetivamente necessário para realizar cada operação. A própria legislação sancionada determina que a metodologia seja técnica, transparente e aderente aos custos operacionais do transporte.

O debate ganhou respaldo de um estudo do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP. Os pesquisadores identificaram pelo menos 17 pontos que poderiam ser aperfeiçoados na metodologia utilizada para calcular o piso.

Um dos principais questionamentos está na quantidade de horas mensais atribuídas à utilização do caminhão. O cálculo atual considera 181 horas por mês. O estudo propõe elevar a referência para 220 horas, mais próxima da disponibilidade efetiva do veículo e do motorista.

A diferença é importante porque os custos fixos do caminhão são divididos pelo número de horas de operação. Quanto menor a utilização considerada na fórmula, maior tende a ser o custo atribuído a cada viagem.

Nas simulações realizadas pelos pesquisadores, a adoção de 220 horas reduziria em média 7,6% os pisos calculados. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, conforme o número de eixos e a distância percorrida.

Leia Também:  Ipea revisa crescimento do PIB agro para 2023 de 11,6% para 13,2%

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), a discussão não deve ser tratada como uma disputa entre produtores e caminhoneiros, mas como uma correção necessária da forma de calcular o custo do transporte.

“Não interessa ao produtor rural ter um frete artificialmente barato que inviabilize o transportador. Caminhão parado também significa soja, milho, algodão e insumos parados. O que precisamos é de uma metodologia que remunere corretamente quem transporta, mas que seja baseada no custo real da operação. Se a fórmula parte de premissas que não correspondem à realidade, alguém acaba pagando uma conta maior do que deveria”, afirma Rezende.

Segundo Rezende, a diferença ganha importância porque o Brasil depende fortemente das rodovias para escoar a produção agrícola. “Uma diferença de 6%, 8% ou 10% no frete pode parecer pequena quando se olha apenas uma viagem. Quando isso é multiplicado por milhares de toneladas transportadas por centenas ou até mais de mil quilômetros, estamos falando de um impacto muito grande sobre a margem do produtor e sobre a competitividade do produto brasileiro”.

Rezende acrescenta que o custo logístico começa antes da venda da safra. “O caminhão não leva apenas o grão para o armazém, para o porto ou para a indústria. Ele também traz fertilizante, sementes, defensivos, máquinas e outros insumos até a propriedade. Uma metodologia distorcida pode pesar nas duas pontas: aumenta o custo para produzir e volta a pesar quando chega a hora de comercializar a safra”.

Outro parâmetro questionado pela pesquisa é a vida econômica utilizada para calcular depreciação e remuneração do capital investido no caminhão. A metodologia considera sete anos, enquanto dados da própria ANTT indicam idade média de 16,4 anos para os veículos de tração que circulam no País.

Ao simular uma vida útil próxima de 16 anos e fazer outros ajustes relacionados a esse parâmetro, o estudo encontrou possibilidade de redução entre 6% e 10% no custo calculado para determinadas operações de transporte de grãos.

Leia Também:  Decreto federal deixa produtores preocupados sobre segurança jurídica no campo

As propostas não se limitam a esses dois pontos. Os pesquisadores analisaram consumo de combustível, configuração e número de eixos dos veículos, retorno vazio, operações de maior produtividade e diferentes modalidades de contratação. A conclusão é que uma fórmula única pode não representar adequadamente a diversidade das operações realizadas nas rodovias brasileiras.

Entre as 15 contribuições apresentadas pelo setor produtivo à ANTT está justamente a adoção do custo operacional efetivo como referência. As entidades defendem que despesas que não representem desembolso necessário para a realização do transporte não sejam incorporadas artificialmente ao piso.

Outra discussão envolve o prazo para pagamento. A nova lei estabelece limite máximo de 30 dias úteis. O setor produtivo defende que a contagem comece na entrega da carga ao destino, evitando que parte do prazo seja consumida enquanto a mercadoria ainda está em trânsito.

A Lei 15.485 também tornou mais rígida a fiscalização. Toda operação de transporte rodoviário remunerado deverá ser registrada por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), conforme cronograma a ser estabelecido pela ANTT. A legislação prevê ainda multa de R$ 10,5 mil para determinadas infrações relacionadas à oferta ou contratação abaixo do piso e permite medidas contra reincidentes.

A FPA agora trabalha em duas frentes: tenta influenciar a regulamentação da ANTT para que a nova metodologia considere os custos efetivamente observados nas operações e articula no Congresso a análise dos vetos presidenciais.

Para o produtor rural, o resultado dessa discussão terá efeito direto sobre uma das principais despesas para colocar a safra no mercado. Em um País no qual boa parte dos grãos percorre centenas de quilômetros de caminhão entre a fazenda, os armazéns, as indústrias e os portos, alguns pontos percentuais no frete podem representar uma diferença relevante no resultado final da produção.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA