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Negócios de Carne Suína Sob Pressão: Queda nos Preços Reflete Desafios do Ambiente Comercial

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Durante a semana, observou-se uma diminuição nos preços tanto do quilo do suíno vivo quanto nos principais cortes de carne suína no atacado. Allan Maia, analista da Safras & Mercado, aponta que o ambiente tornou-se mais desafiador para as cotações, com os negócios envolvendo o animal vivo tornando-se mais competitivos.

“Com os frigoríficos mostrando hesitação, a comercialização da carne tende a enfrentar obstáculos até o final do mês, podendo resultar em uma possível redução do consumo”, observa Maia. Ele destaca a importância de monitorar a evolução dos preços de proteínas concorrentes, que podem influenciar as escolhas das famílias em relação ao consumo.

Maia explica que, enquanto os preços dos cortes de frango se mantêm estáveis, os cortes de carne bovina têm registrado quedas significativas no atacado. Ele aponta que, embora os suinocultores indiquem que a oferta de animais não está desequilibrada, o poder de negociação está comprometido. Além disso, a situação logística no Rio Grande do Sul permanece desafiadora, o que pode levar tempo para ser normalizada. Ele também destaca a tendência de alta nos custos de nutrição, com os recentes aumentos nos preços do farelo de soja e a possibilidade de avanços nos preços do milho no país.

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Variações de Preços e Exportações

De acordo com dados da Safras & Mercado, o preço médio do quilo do suíno vivo no Brasil teve uma redução de 2,19% na semana, atingindo R$ 6,07. Os preços dos cortes de pernil no atacado caíram de R$ 10,86 para R$ 10,79 (-0,66%), enquanto o preço médio da carcaça recuou 1,41%, chegando a R$ 10,05.

No que diz respeito às análises semanais de preços, a arroba suína em São Paulo caiu de R$ 133,00 para R$ 130,00. Em outras regiões do país, os preços apresentaram variações semelhantes, refletindo a dinâmica do mercado.

Quanto às exportações, os dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que, em maio, as exportações brasileiras de carne suína “in natura” totalizaram US$ 109,229 milhões, com uma média diária de US$ 9,102 milhões. Embora tenha havido uma queda em relação ao mesmo período do ano anterior, esses números destacam a importância do mercado externo para o setor suinícola brasileiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de algodão em Mato Grosso deve cair 16% em 2025/26 com redução da área plantada

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A safra 2025/26 de algodão em Mato Grosso deve registrar queda na área cultivada e na produção total, segundo nova estimativa divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O recuo reflete o cenário de margens mais apertadas e aumento dos custos de produção enfrentados pelos cotonicultores.

De acordo com o levantamento semanal do instituto, a área destinada ao algodão foi projetada em 1,38 milhão de hectares, representando redução de 3,33% frente à estimativa anterior e queda de 11,11% na comparação com a safra 2024/25.

Custos elevados pressionam rentabilidade da cotonicultura

Segundo o Imea, a retração da área está diretamente relacionada à redução da rentabilidade da cultura nos últimos ciclos.

O relatório aponta que os custos de produção mais elevados vêm pressionando as margens do produtor, levando parte dos cotonicultores a reavaliar o uso das áreas agrícolas.

Diante desse cenário, muitos produtores optaram por concentrar o plantio de algodão em talhões mais produtivos e direcionar outras áreas para culturas de segunda safra, consideradas mais competitivas no atual momento de mercado.

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A estratégia busca reduzir riscos financeiros e preservar a rentabilidade das propriedades rurais em meio às oscilações do mercado agrícola.

Clima favorável impulsiona produtividade do algodão

Apesar da redução na área plantada, a produtividade das lavouras apresentou revisão positiva na nova projeção.

O rendimento médio foi estimado em 297,69 arrobas por hectare, avanço de 2,34% em relação à previsão anterior.

Segundo o Imea, as condições climáticas favoráveis registradas ao longo do ciclo têm contribuído para um melhor desenvolvimento vegetativo das lavouras, beneficiando o potencial produtivo do algodão em Mato Grosso.

As chuvas regulares e o bom ambiente climático em importantes regiões produtoras ajudaram a sustentar o desempenho das plantações, amenizando parte das perdas provocadas pela redução da área cultivada.

Produção de algodão em caroço deve recuar mais de 16%

Mesmo com a melhora na produtividade, a produção total de algodão em caroço em Mato Grosso foi estimada em 6,14 milhões de toneladas para a safra 2025/26.

O volume representa queda de 16,04% em comparação com a temporada passada, refletindo principalmente a retração da área plantada.

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Maior produtor nacional da fibra, Mato Grosso segue desempenhando papel estratégico no abastecimento da indústria têxtil e nas exportações brasileiras de algodão. No entanto, o setor acompanha com atenção a evolução dos custos de produção, do mercado internacional e das condições climáticas para os próximos meses.

Analistas avaliam que o comportamento das cotações da pluma, do dólar e da demanda externa será decisivo para definir o ritmo dos investimentos na próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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