AGRONEGÓCIO

Museu da Imagem e do Som recebe mais de 900 turistas de todo o mundo em Cuiabá

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A história de um povo é o alicerce de sua identidade, cultura e pertencimento. É por meio dela que compreendemos nossas origens, valorizamos nossas raízes e construímos caminhos mais conscientes para o futuro. Em Cuiabá, esse resgate tem acontecido de forma viva e pulsante por meio do Museu da Imagem e do Som Lázaro Papazian, o Misc, que recebeu, de janeiro até meados deste mês, 930 visitantes de diversas partes do Brasil e do mundo, além de municípios mato-grossenses.

Localizado na Rua Voluntários da Pátria, 75, no Centro, o local permanece aberto de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, sem intervalo, com exceção nos feriados. Portanto, não estará aberto nos dias 18 e 21 deste mês.

Do total de visitantes registrados este ano, 330 são turistas de países como Alemanha, Inglaterra, França, Suíça, Itália, Portugal, Argentina e Bélgica, além de visitantes de 17 estados brasileiros e 9 municípios mato-grossenses. Os outros 600 são estudantes que compareceram em caravanas.

Esses visitantes, movidos pelo desejo de conhecer mais sobre a trajetória cultural e histórica de Cuiabá, encontraram no Museu um espaço de memória, sensibilidade e aprendizado. Fotografias, vídeos, objetos e sons compõem um acervo que revela a alma cuiabana em suas múltiplas expressões — da música ao cotidiano, do rádio à televisão, das tradições às transformações urbanas.

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“Quando o público chega e conhece a história de Cuiabá, a reação é sempre de encantamento e surpresa. Muitos não imaginam a riqueza cultural, os personagens marcantes e a força das tradições que moldaram a cidade. É como abrir um baú de memórias vivas, onde cada detalhe desperta curiosidade e emoção. Para nós, funcionários, é gratificante ver esses olhares brilhando, perceber que nosso trabalho ajuda a manter viva a identidade cuiabana. Sentimos orgulho em compartilhar essa herança e em fazer parte desse elo entre o passado e o presente”, relatou o coordenador do Museu Francisco das Chagas Rocha.

A experiência de visitar o Misc não é apenas um passeio cultural, mas um ato de respeito e valorização da história local. É por meio desse contato com o passado que se fortalece o sentimento de pertencimento e o compromisso com a preservação da memória coletiva.

“Conhecer a história de um povo é reconhecer o valor de suas lutas, suas conquistas e seus legados. A magia está em percorrer o tempo, reviver memórias como se tivesse vivenciado a cronologia da época. Acredito que cada visitante que passa pelo Misc leva consigo um pouco da essência cuiabana, espalhando pelo mundo o orgulho de um povo que tem muito a contar”, destacou o secretário municipal de Cultura, Johnny Everson.

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Do Brasil, passaram pelo Misc pessoas das seguintes cidades: São Paulo, Curitiba, Campo Grande, Porto Velho, Salvador, Vilhena, Fortaleza, Aracaju, Amapá (correto seria “do Amapá”, já que se trata do estado), Macapá, Goiânia, Manaus, Acre (idem: “do Acre”), Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e João Pessoa.

De Mato Grosso, os visitantes vieram de: Tangará da Serra, Várzea Grande, Registro do Araguaia, Diamantino, Barra do Garças, Pedra Preta, Rondonópolis, Nova Lacerda e Nova Mutum.

#PraCegoVer

A imagem mostra a estrutura do museu, vista de fora. O prédio tem dois pavimentos e tem a cor azul predominante.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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