AGRONEGÓCIO

Moinhos brasileiros buscam trigo de qualidade em meio à baixa oferta interna, aponta Cepea

Publicado em

Muitos representantes de moinhos no Brasil, conforme apontado pelo Cepea, estão atualmente à procura de trigo tipo 1, contudo, a oferta doméstica deste cereal de qualidade superior está em um patamar baixo. Diante desse cenário, uma alternativa viável tem sido a importação de trigo argentino, onde, além da qualidade satisfatória, os preços do produto estão mais competitivos em comparação com os praticados no mercado nacional.

Com base nos dados da Conab referentes ao período de 11 a 15 de março, a paridade de importação do trigo proveniente da Argentina foi de US$ 229,55 por tonelada para o produto entregue no Paraná. Considerando o valor médio do dólar nesse intervalo, que foi de R$ 4,9814, o trigo importado foi negociado a R$ 1.143,46 por tonelada. Em contrapartida, o trigo nacional, no Paraná, apresentou uma média de R$ 1.240,38 por tonelada, conforme dados do Cepea. No Rio Grande do Sul, a paridade para o trigo argentino foi de US$ 214,47 por tonelada, equivalente a R$ 1.068,34 por tonelada em moeda nacional, enquanto a média do Cepea para o estado foi de R$ 1.184,60 por tonelada.

Leia Também:  Insegurança alimentar atinge um terço dos brasileiros, diz ONU

Esse contexto evidencia a busca por alternativas para suprir a demanda por trigo de qualidade, com o mercado argentino se destacando como uma opção atrativa e competitiva para os moinhos brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

Published

on

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

Leia Também:  Desaceleração prevista: Mercado doméstico de café antecipa dia com baixa atividade

As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

Leia Também:  Escola de Governo oferta curso presencial de Gestão da Mudança

No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA