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Modelo inovador de compra de insumos será apresentado em Imperatriz (MA)

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Conforme estimativas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o PIB do agro brasileiro ficou perto de R$ 2,62 trilhões em 2023, o que corresponde a quase um quarto de toda a riqueza produzida pelo Brasil no ano passado.

No entanto, para sobreviver em um mercado extremamente competitivo, é necessário estar permanentemente inovando. E foi pensando nisso que a Produce, maior força de vendas do agro no Brasil, resolveu inovar e implantou no mercado agrícola um modelo comercial inovador que está revolucionando a forma de comprar e vender no campo. “O agro funciona muito na base do relacionamento. O agricultor compra com base na confiança e a nossa plataforma de vendas foca no conceito de empreendedorismo social”, explica Guilherme Trotta, Cofundador da Produce. E completa: “Somos pioneiros num modelo de negócio que não só muda o jeito do agricultor ter acesso aos insumos no campo, encurtando a cadeia, mas também oferece excelentes oportunidades de ganhos para os consultores”.

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A proposta, que tem como principal estratégia encurtar os laços com os agricultores, visa encurtar também os intermediários da cadeia de vendas, proporcionando condições e preços diferenciados. Para demonstrar na prática a expansão desse modelo, a Produce criou o Conexão Agro Produce, uma série de eventos gratuitos que vem percorrendo as principais regiões produtoras do país. Depois de passar por Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o Conexão Agro chega a Imperatriz, no Maranhão, onde no dia 29 de fevereiro, o modelo de negócio será apresentado em um evento gratuito, às 19h, na ACII – Associação Comercial Industrial e Serviços de Imperatriz.

Para atrair cada vez mais consultores, a Produce oferece premiações diferentes para cada produto, assim as margens são bem superiores às praticadas no mercado. “Encurtamos a cadeia de valor, é uma venda direta do fabricante para o agricultor. Não tem revenda, não tem nada. Assim podemos pagar uma margem maior para o consultor”, destaca Trotta.

O modelo de negócio encontrou um terreno fértil no agro para crescer e vem atraindo muitos profissionais do campo. Criada em 2019, a Produce já conta com mais de nove mil consultores cadastrados no Brasil, os chamados “Producers”, que fazem a venda direta. Um dos mais recentes consultores é Diener Junior Soares da Silva, de Dourados / MS, que conheceu o novo modelo através do Conexão Agro e decidiu investir no projeto. “Atuo como comprador de grãos e vi na Produce uma oportunidade de negócios pessoal, para meu portfólio e meu desenvolvimento financeiro. É uma proposta inovadora, que traz para nós do agro, uma nova forma de realizar negócios, agregando produtos ao agricultor”.

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Fonte: Agrourbano

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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