AGRONEGÓCIO
Moagem de cacau supera expectativas no 1º trimestre de 2025, aponta Hedgepoint Global Markets
Publicado em
29 de abril de 2025por
Da Redação
Volatilidade marca o mercado de cacau
O mercado de cacau tem registrado elevada volatilidade nos últimos meses. A commodity atingiu recordes históricos de preço, impulsionada pela queda na produção dos dois principais produtores globais: Costa do Marfim e Gana.
O aumento no custo da matéria-prima impactou diretamente a indústria global de chocolate, elevando os custos de produção e pressionando os resultados financeiros das principais processadoras. Parte desses aumentos foi repassada ao consumidor final.
Aumento nos preços ao consumidor
Essa dinâmica refletiu-se em índices de inflação. Na Europa, o Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (HICP) apontou aumento nos preços dos produtos à base de cacau, enquanto nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) mostrou tendência semelhante. No Brasil, o chocolate ficou significativamente mais caro em 2025, com produtos como chocolate em barra e cacau em pó apresentando variações superiores ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Expectativa de redução na demanda não se confirmou
De acordo com a Hedgepoint Global Markets, o mercado previa uma redução na demanda por cacau, o que era considerado um fator de baixa para os preços. A perspectiva se agravou após o “Dia da Libertação” do ex-presidente Donald Trump, evento que reacendeu temores de recessão global e de mudanças nos fluxos comerciais, em função da imposição de tarifas a mercados estratégicos. Esses fatores acentuaram a expectativa de retração no consumo e pressionaram os preços para baixo.
No entanto, conforme destaca Carolina França, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint, os resultados efetivos contrariaram essas projeções. “O mercado estimava uma queda de 5% a 7% na demanda, mas os números divulgados foram mais fortes do que o esperado”, afirma.
Resultados de moagem surpreendem positivamente
Na semana de 14 de abril, às vésperas da Páscoa, as principais associações processadoras divulgaram os dados de moagem do primeiro trimestre de 2025 — indicador fundamental da demanda. A Associação Europeia de Cacau (ECA) apontou queda de 3,7%, a Associação de Cacau da Ásia (CAA) registrou retração de 3,4%, e a Associação Nacional do Cacau dos EUA (NCA) indicou redução de 2,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Esses resultados, aliados ao crescimento de 5,6% ano a ano na moagem de março da Costa do Marfim, sugeriram ao mercado que a demanda por cacau se mostra mais resiliente do que o inicialmente previsto. Como consequência, houve recuperação nos preços: os contratos com vencimento em 25 de julho encerraram a última terça-feira (23/04) com alta de 4,8% em Nova York (USD 9.117/tonelada) e 6,4% em Londres (GBP 6.435/tonelada).
Mercado continua volátil e atento ao clima
Apesar da recuperação, a volatilidade persiste. O mercado voltou a registrar queda na quarta-feira (24/04), refletindo a contínua cautela quanto à real sustentação da demanda.
Além disso, mesmo com a trégua de 90 dias nas tarifas recíprocas entre Estados Unidos e China — que ajudou a aliviar a pressão sobre os preços —, o conflito comercial entre as duas potências ainda representa um risco para o consumo global.
Outro fator monitorado pelo mercado é o padrão de chuvas na África Ocidental. Segundo a Hedgepoint, as condições climáticas nas próximas semanas serão determinantes para o desenvolvimento da safra anual e para o início da safra 2025/26 na Costa do Marfim, podendo influenciar significativamente os preços do cacau.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Média anual das exportações do agro quadruplica e chega a R$ 858 bilhões
Published
15 horas agoon
17 de setembro de 2026By
Da Redação
O valor médio anual das exportações do agronegócio brasileiro mais que quadruplicou em duas décadas, passando de aproximadamente R$ 194,2 bilhões entre 2003 e 2005 para R$ 858 bilhões no período de 2023 a 2025. O crescimento chegou a R$ 663,8 bilhões, com avanço de diferentes cadeias produtivas e ampliação da presença do país no mercado internacional.
Os dados fazem parte do “Mapa do Comércio Global do Agro Brasileiro 2026”, elaborado pelo RaboResearch Food & Agribusiness. Os valores apresentados no levantamento foram convertidos para reais pela cotação de R$ 5,15.
A soja foi o principal motor dessa transformação. O complexo da oleaginosa respondeu por aproximadamente R$ 214,2 bilhões do aumento registrado entre os dois períodos. O resultado reflete a expansão da área cultivada, os ganhos de produtividade, o desenvolvimento da segunda safra de milho e a maior capacidade brasileira de atender à demanda asiática.
A contribuição, entretanto, não ficou restrita aos grãos. O açúcar acrescentou R$ 68,5 bilhões ao valor médio anual exportado, enquanto a carne bovina respondeu por R$ 58,7 bilhões. O milho adicionou R$ 49,4 bilhões e o café verde, R$ 47,9 bilhões.
A celulose contribuiu com mais R$ 39,7 bilhões, seguida pela carne de frango, com R$ 36,1 bilhões. O algodão acrescentou R$ 20,6 bilhões e a carne suína, R$ 11,8 bilhões. Outros produtos do agronegócio, considerados em conjunto, responderam por uma expansão de R$ 116,9 bilhões.
Os números mostram que o crescimento das exportações brasileiras se espalhou por diferentes atividades. Grãos, proteínas animais, fibras, produtos florestais, café e açúcar passaram a gerar uma receita maior e a alcançar mais mercados, fortalecendo a renda no campo e movimentando cooperativas, agroindústrias, transportadoras, armazéns e terminais portuários.
A China consolidou-se como o principal destino dos produtos agropecuários brasileiros. Entre as médias de 2003 a 2005 e de 2023 a 2025, o país asiático respondeu por R$ 269,3 bilhões do crescimento das exportações. Atualmente, concentra 33% do valor comercializado pelo agro brasileiro no exterior.
Os demais países da Ásia também ganharam importância e acrescentaram R$ 126,7 bilhões às compras de produtos brasileiros. Em conjunto, a China e os outros mercados asiáticos responderam por quase R$ 396,6 bilhões da expansão observada nas últimas duas décadas.
A União Europeia representa 14% do valor exportado pelo agronegócio brasileiro, enquanto os demais países asiáticos, sem considerar a China, respondem por 17,4%. O Oriente Médio concentra 7,6%, a África, 7%, e os Estados Unidos, 6,7%. O Mercosul possui participação de 3,1%, e os demais mercados reúnem 11,3%.
Essa distribuição demonstra que, apesar da forte participação chinesa, o crescimento também ocorreu em outras regiões. A União Europeia acrescentou R$ 57,7 bilhões às compras, o Oriente Médio ampliou as aquisições em R$ 51,5 bilhões e a África contribuiu com R$ 48,4 bilhões. Estados Unidos e Mercosul adicionaram, respectivamente, R$ 28,8 bilhões e R$ 19,1 bilhões.
A diversificação geográfica ajuda a reduzir riscos e cria alternativas para produtos que enfrentem restrições sanitárias, tarifárias ou comerciais em determinados destinos. A concentração de um terço da receita na China, contudo, mantém diferentes cadeias expostas às decisões econômicas e regulatórias daquele mercado.
O desempenho alcançado nas últimas duas décadas consolidou o Brasil entre os principais fornecedores mundiais de soja, açúcar, café, milho, carnes, algodão, celulose e suco de laranja. O país passou a ocupar uma posição estratégica na segurança alimentar global e a contribuir para o abastecimento de mercados na Ásia, Europa, África, Oriente Médio e nas Américas.
A expansão também evidencia o tamanho do desafio logístico. A continuidade do crescimento depende de investimentos em armazenagem, rodovias, ferrovias, hidrovias e portos, além da redução dos custos que ainda limitam a competitividade do produtor brasileiro.
O levantamento revela, ao mesmo tempo, uma vulnerabilidade que precisa ser enfrentada. Enquanto amplia sua capacidade de fornecer alimentos, fibras e energia ao mundo, o Brasil permanece altamente dependente do exterior para adquirir os insumos necessários à produção.
As importações de fertilizantes movimentaram aproximadamente R$ 73,1 bilhões em 2025. A Rússia respondeu por 28% desse valor, seguida pela China, com 21%, Canadá, com 11%, e Marrocos, com 8%. Nigéria participou com 5%, enquanto Arábia Saudita, Estados Unidos e Israel responderam por 4% cada.
No mercado de defensivos agrícolas, as importações chegaram a cerca de R$ 71,1 bilhões no ano passado. A China forneceu 43% do total, seguida pela Índia, com 15%, Estados Unidos, com 11%, Alemanha, com 8%, e Suíça, com 6%.
Somadas, as compras externas de fertilizantes e defensivos alcançaram aproximadamente R$ 144,2 bilhões em 2025. O valor mostra que uma parcela expressiva da riqueza gerada pelas exportações retorna ao exterior para a aquisição de nutrientes e tecnologias de proteção das lavouras.
Essa dependência deixa o produtor exposto às oscilações cambiais, aos fretes internacionais, aos conflitos geopolíticos e às eventuais restrições de fornecimento. Qualquer interrupção nas rotas comerciais pode elevar os custos e reduzir as margens das propriedades.
O avanço das exportações comprova a capacidade do Brasil de ampliar a produção e conquistar mercados. O próximo passo é transformar essa força comercial em maior segurança para quem produz, com diversificação de fornecedores, desenvolvimento da indústria nacional de insumos e uso mais eficiente de fertilizantes e defensivos.
Ao ultrapassar uma média anual de R$ 858 bilhões em vendas externas, o agronegócio brasileiro chega a um novo patamar. A manutenção dessa trajetória dependerá não apenas da abertura de mercados, mas também da capacidade do país de reduzir suas vulnerabilidades e garantir ao produtor condições competitivas para continuar abastecendo o Brasil e o mundo.
Fonte: Pensar Agro
Flamengo empata com Del Valle no Maracanã e avança à semifinal da Libertadores
Ministério da Saúde qualifica assistência para prevenir progressão da doença renal
“Canetas emagrecedoras serão disponibilizadas de forma responsável no SUS”, diz ministro
PF e BPFRON apreendem cerca de 740 kg de maconha no Paraná
Ordem de serviço autoriza pavimentação da MT-410 em Colíder; Rodrigo Benassi anuncia início da obra
CUIABÁ
MATO GROSSO
MPMT garante acolhimento de adolescente e apura abandono intelectual
A 2ª Promotoria de Justiça Cível de Primavera do Leste (a 231 km de Cuiabá) garantiu o cumprimento de medida...
Justiça reconhece omissão do Estado em homicídios ordenados da prisão
A Justiça reconheceu a omissão do Estado de Mato Grosso no controle de comunicações ilícitas no sistema prisional em ação...
Força tarefa fará vistoria técnica em 517 nascentes em Cuiabá
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do projeto Água para o Futuro, mobilizará nos próximos meses uma...
POLÍCIA
PF e BPFRON apreendem cerca de 740 kg de maconha no Paraná
Guaíra/PR. Nesta quinta-feira (17/9), a Polícia Federal e o Batalhão de Polícia de Fronteira da Polícia Militar do Paraná apreenderam 739...
PF restitui 164 publicações histórias à Fundação Biblioteca Nacional
Rio de Janeiro/RJ. Nesta quinta-feira (17/9), a Polícia Federal restituiu à Fundação Biblioteca Nacional 164 publicações históricas identificadas como pertencentes...
PF captura foragido internacional em Florianópolis/SC
Florianópolis/SC. A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (17/9), um homem russo procurado internacionalmente pelas autoridades da Rússia por suposto envolvimento...
FAMOSOS
Ana Hickmann se emociona ao falar da realização de casamento com Edu Guedes
Ana Hickmann se emocionou ao relembrar um dos momentos mais especiais dos preparativos para seu casamento com Edu Guedes. A...
Gloria Pires celebra oportunidades que a vida de artista proporciona: ‘Que trajetória!’
Gloria Pires compartilhou uma reflexão sobre sua trajetória como artista e celebrou as experiências que a profissão lhe proporcionou ao...
Hugo Moura se declara para a esposa em mensagem de aniversário: ‘Te amo muito’
Hugo Moura usou as redes sociais para se declarar à esposa, Maria Clara Senra em uma data especial. O ator...
ESPORTES
Flamengo empata com Del Valle no Maracanã e avança à semifinal da Libertadores
O Flamengo está na semifinal da Copa Libertadores. O Rubro-Negro empatou por 1 a 1 com o Independiente del Valle,...
Corinthians perde para o Estudiantes e é eliminado da Libertadores
O Corinthians está fora da Copa Libertadores. O Timão foi derrotado por 1 a 0 pelo Estudiantes nesta quarta-feira, na...
Botafogo vence o Grêmio e encerra jejum de seis jogos no Brasileirão
O Botafogo voltou a vencer no Campeonato Brasileiro. Na noite desta quarta-feira, o Alvinegro derrotou o Grêmio por 3 a...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Ministério Público MT6 dias agoEspaço Caliandra atenderá remotamente a partir de segunda (14)
-
Política Nacional6 dias agoSancionada lei que autoriza zerar ‘taxa das blusinhas’ até US$ 50
-
Ministério Público MT6 dias agoMP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação
-
Política MT4 dias agoProcuradoria Especial da Mulher da ALMT leva campanha digital sobre Setembro Amarelo para municípios do estado



